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terça-feira, 27 de maio de 2008

Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas

António Marinho Pinto gosta de ter opiniões sobre tudo. (...)

Em relação à violência doméstica, o bastonário entende, de forma original, que esta deve deixar de ser um crime público. (...) E depois, em mais uma prova de anti demagogia, explicou as suas reticências. Em primeiro lugar, existe nestas leis "uma espécie de feminismo impertinente", "um certo fundamentalismo" de defesa das mulheres. O bastonário considera que, depois de ter sido espancada - desde que o marido não tenha deixado marcas "irreversíveis" -, a mulher "deve poder escolher em liberdade" se quer apresentar queixa ou desistir desta, seguramente após ponderar bem as ameaças físicas do marido, a vergonha perante os filhos e as consequências financeiras da sua decisão.

Marinho Pinto considera que é preciso alguma prudência nas penas e na obrigação de levar os processos até ao fim.

O bastonário não compreende porque é que o Estado se deve substituir à queixosa, mesmo que a violência provoque traumas profundos nas crianças menores, seja praticada à sua frente e comprometa para sempre a sua formação, e mesmo que grande parte das mulheres se arrependam de apresentar queixa depois de voltarem a ser ameaçadas e quando não têm dinheiro para sair de casa.

Para o bastonário, isso são detalhes. Os casos de violência doméstica resolvem-se em casa entre uma palmadinha na cara e um beijinho na testa. E quanto menos o Estado se meter, melhor. Em muitas das situações, diz Marinho Pinto, "a vítima não quer justiça - quer vingança" e isso, evidentemente, não se admite.

Perante argumentos com esta força, é difícil encontrar objecções consistentes.

Sábado, A Direcção

Alguém que espanque esta criatura?!