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quarta-feira, 2 de julho de 2008

Tretas



Parece-me evidente que as empresas cujos dividendos revertam a favor do Estado deveriam entregar-lhe a totalidade dos referidos dividendos, obviamente, a menos que estes fossem devidamente justificados como necessários à sustentabilidade ou viabilidade dos mesmos. Isto é, compreendo que parte dos lucros da CGD ou outras empresas tenham que ser reinvestidos, até porque, a não ser assim, são devorados pelo poço sem fundo do Estado. Contudo, antes de mais ou cada vez mais, o que se deveria fazer era uma verdadeira auditoria aos cargos e mordomias que existem nessas empresas, uma limpeza aos chulos que por lá pululam e às despesas com carros, motoristas, jantaradas e coisas que tais. Com esta limpeza garanto-vos que o sempre inidentificável Estado veria aumentado em muitos milhões de euros mensais as suas receitas. O problema é que ninguém com poder quer fazer isso e por dois motivos: o primeiro é que o lobby dos tachos é tão forte, que quem o tentasse fazer ficaria logo sem o dito poder e, segundo, é que, bem vistas as coisas, eles a família e os amigalhaços acabam, também, por ir também comer à gamela. Estes são os verdadeiros problemas e os grandes dividendos das empresas do Estado que dão para tudo...
Isto é que o amigo Louça devia estudar e denunciar, em vez de andar a perder tempo com as pastas dos dentes...


Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Consulta Pública EDP - POR FAVOR DIGAM-ME QUE É MENTIRA!


Uma amiga enviou-um mail com a mensagem que vos deixo e que diz bem de como vão as coisas neste país...
Quando li esta mensagem, pensei que não podia ser verdade.Mas afinal parece que eles vão mesmo pôr isto em prática a não ser que haja muitas reclamações.Aqui vai o link do Jornal de Negócios para verem que é verdade,http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=FIX_COMENTARIOS&id=320248&idCom=9


Esta cambada pretende pôr os cidadãos comuns e bons pagadores, a pagar as dívidas acumuladas por caloteiros clientes da EDP (e dos ladrões de electricidade que fazem as puxadas directas dos postes), num total de 12 milhões de euros e, para o efeito, a entidade reguladora está a fazer uma consulta pública que encerra a 7 de Julho. Em função dos resultados desta consulta será tomada uma decisão. Esta consulta não está a ser devidamente divulgada nem foi publicitada pela EDP, pelo menos que eu saiba. A DECO tem protestado, mas o processo é irreversível e o resultado desta consulta irá definir se a dívida é ou não paga pelos clientes da EDP. A DECO teme que este procedimento pegue e se estenda a todos os domínios da actividade económica e a outras empresas de fornecimento de serviços (EPAL, supermercados, etc.).


Basta enviar um e-mail com a nossa opinião, o que também pode ser feito por fax ou carta.Há que agir rapidamente, expressar veementemente o nosso repudio a tal procedimento, porque de contrário, como diz a expressão popular “quem cala, consente”.Só hoje é que soube desta ignomínia…


POR FAVOR Enviem o texto (que está aqui em baixo) para o E-mail indicado. E divulguem!!!! O máximo que puderem.



" Exmos. Senhores:


Pelo presente e na qualidade de cidadão e de cliente da EDP, num Estado que se pretende de Direito, venho manifestar e comunicar a V. Exas. a minha discordância, oposição e mesmo indignação relativamente à "proposta" – que considero absolutamente ilegal e inconstitucional – de colocar os cidadãos cumpridores e regulares pagadores a terem que suportar também o valor das dívidas para com a EDP por parte dos incumpridores.Com os melhores cumprimentos,



Claro que este é um texto que eu não escreveria assim... mas o importante é que cheguem muitos mails para este endereço...Enviar para: http://fr.mc262.mail.yahoo.com/mc/compose?to=consultapublica@erse.pt



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domingo, 8 de junho de 2008

Sindicatos querem cobrar direitos aos não quotizados


Ora muito bem… é pena que eu só não adivinhe a sorte grande ou o euromilhões. Escrevi neste blogue dois textos, um a 22 de Abril e outro a 5 de Maio, em que concluía que face à inaptidão, descrença e, sobretudo, ao mau serviço prestado, a grande questão que se colocava aos sindicatos era a da sua sobrevivência… Infelizmente, parece-me que tinha razão, pelo menos se for verdade o que hoje vem relatado no DN com o título: Sindicatos querem cobrar direitos aos não quotizados. Cá está a solução que essas sanguessugas dos trabalhadores encontraram para a sua sobrevivência… colocarem-se do outro lado da barreira e lançarem-se, eles próprios, a cobrar impostos… Juro que desta não me tinha lembrado, no entanto, tal enormidade merece-me alguns reparos de não pequena monta e consequência. Vejamos.
1º Se bem que ridiculamente maltratada, ridicularizada e vilmente atraiçoada por quem a jurou defender, ainda existe a Constituição da República Portuguesa… a qual nos diz logo no capítulo que aborda os Princípios Fundamentais, nos nº 1 e 2 do Artº. 3º, “que a soberania (…) reside no povo, que a exerce segundo as formas previstas na Constituição”, e (nº2) “O Estado subordina-se à Constituição e funda-se na legalidade democrática.” Não vos maçarei com mais artigos que, quem a ler verá que amiúde vão surgindo, para passar para o Título II, Direitos, Liberdades e Garantias, nº 3 do Artº. 46 que diz: “Ninguém pode ser obrigado a fazer parte de uma associação nem coagido por qualquer meio a permanecer nela.”; para, e finalmente, no nº 2 b), do Artº. 55º. (Liberdade Sindical) “A liberdade de inscrição, não podendo nenhum trabalhador ser obrigado a pagar quotizações para sindicato em que não esteja inscrito.” Penso que por esta parte estamos suficientemente esclarecidos. Aproveito, apenas, para informar que ao abrigo do nº 1 do Artº. 23, irei apresentar queixa ao Provedor de Justiça.
2º O que os sindicatos alegam conseguir ou ter conseguido na defesa dos meus interesses, feitas as contas, e desde que comecei a trabalhar, não são benefícios mas sim dívidas; pelo que eu me considero credor e não devedor, pois o que consegui, com a sua acção, foi tão só a perda de direitos e poder de compra, muitas vezes negociadas com contrapartidas para essa chaga social que dá pelo nome de sindicalista vulgaris…
3º Possivelmente, pensarão os galarós dos sindicatos regressar aos tempos da paulada para nos pôr na linha e aderir aos seus intentos. Não sei de todas as profissões, nem de todos os sectores, na minha, a educação, apenas lhes posso dizer: venham eles… Verão que não ganharão para os pensos… Só a ideia dos jurássicos velhotes da CGTP e UGT a virem confrontar-se comigo e com a maioria dos colegas que conheço me dá vontade de rir… Pensando bem, creio que só a senilidade explica esta triste lembrança. Em muitos outros sectores, sobretudo os que abrangem mais o privado, aí a situação só poderia ser, ainda, mais ridícula…Bom, são horas do almoço e tenho que parar. Prometo voltar a abordar esta hilariante notícia. No entanto, fica já o meu desafio… Venham, senhores sindicalistas, venham pedir-me dinheiro, que por acaso também me chamo Zé e saberei fazer-vos o gesto e a voz que merecem e que o meu nome imortalizou coadjuvado com o apelido de Povinho…

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