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segunda-feira, 5 de maio de 2008

Notáveis lançam manifesto contra o Acordo Ortográfico


Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas

“Um conjunto de figuras de relevo ligadas aos mundos da cultura, política e economia acabam de lançar um manifesto, em forma de petição online, no qual assumem frontal crítica ao Acordo Ortográfico. São signatários deste documento, entre outros, Vasco Graça Moura, Eduardo Lourenço, Mário Cláudio, Maria Alzira Seixo, António Emiliano, José Pacheco Pereira e António Lobo Xavier. A petição está disponível em http/www.ipetitions.com/petition/manifestolinguaportuguesa e já conta mais de mil e cem assinaturas.” (o endereço não funciona...) Etc., Etc., quem quiser pode ler o resto da notícia em: http://dn.sapo.pt/2008/05/04/artes/notaveis_lancam_manifesto_contra_o_a.html . Digo eu, ainda bem, embora preveja que se tornará em mais uma comissão de prebendas e jantaradas para os notáveis do costume e pagas pelos otários do costume. No entanto, embora seja contra este acordo, pelo menos nos moldes em que tem sido apresentado, e já aqui o tinha escrito, creio que há dois dias em Talvez a propósito do post Happy Birthday, Mister PRESIDENT , penso que o mais grave e mais importante é a questão cultural que lhe está subjacente. Também, ainda noutro dia falava na questão fulcral subjacente a isso no post "'Nova Águia' retoma a ideia de Pátria e repensa Portugal a partir da lusofonia" , esta é, pois, em mim uma questão recorrente, pelo que vejo com satisfação o interesse que estas questões têm despertado, apesar disso a minha esperança não é muita, pois os modelos existentes começam a estar gastos, são os espectros, os modelos históricos empalhados de que nos falava António Sérgio, esse enorme vulto da Renascença Portuguesa e da cultura portuguesa, o afinador de pianos e desinquietador de intelectos que, por cerca de sessenta anos efectivos, serviu o país e a pátria portuguesa, naquilo que tem de mais intrínseco que é a sua língua. É curioso verificar que quando eu por vezes comento que Sérgio antecedeu Pessoa, numa vintena de anos, naquele belíssimo chavão: a minha pátria é a língua portuguesa, as pessoas tendem a desconfiar de mim, primeiro porque, normalmente, desconhecem Sérgio, segundo porque também desconhecem Pessoa, o que acaba por dar uma grande baralhada, de Pessoa ficou na memória e conhecimento do português comum, alguns dichotes bonitos e, para os mais avançados, a seca de ter tido que o estudar…
Já que os notáveis deste país parecem (?) querer trazer isto tudo de novo à baila, se for do vosso interesse, poderei apresentar-vos, aqui, das melhores controvérsias literárias e culturais que premiaram o nosso início do século como uma idade de ouro que será difícil, mas não impossível, de tentar repetir… Que os notáveis venham à baila, que os eruditos saiam à liça e que os jornalistas não manipulem a seu contento e veremos se em Portugal ainda é possível falar de cultura, de literatura, linguística, filosofia, história ou o que quer que seja… Muito me espantará que a minha voz encontre algum eco, porém, bradar aos céus é um direito e se não for ouvido não correrei risco de ofender ninguém…
Por agora, não vos maço mais. Apenas um esclarecimento que os doutos notáveis parecem ter olvidado, a revista/jornal que vos apresento: “A Vida Portuguesa”, foi um órgão dos mais fabulosos da Renascença Portuguesa e que, se me mostrarem interesse nisso, terei muito prazer em divulgar mais, sobretudo no que respeita às majestosas polémicas entre Sérgio, Cortesão, Proença, Pascoaes & Cia.
Se alguém conhecer algum dos notáveis, não deixe de lhes pedir para ler esta revista, como muitas outras, e só para citar de cor, a Atlântida e a Pela Grei. Para finalizar predisponho-me, com mais tempo, a fazer um artigo muitíssimo mais profundo sobre o assunto, que conheço relativamente bem, e para vos aguçar o apetite e vos fazer pensar diria aquilo que Sérgio escreveu há 90 anos e que subscrevo, ainda que citando de memória, mandar um aluno para as nossas escolas de hoje em dia, é como querer ensinar alguém a conduzir enfiando-o no museu dos coches.

ps: o autor que o Paulo Pedroso procura é Platão e a obra Alcibíades II, aliás uma obra maravilhosa e pouco conhecida do divino filósofo.

Considero muito interessante e oportuno sobre este tema o comentário que me foi feito no meu blog pessoal, http://porquemedizem.blogspot.com/ sobre o tema do acordo ortográfico, que diz e cito: paulo soares disse...
De acordo! Por todas as razões invocadas, particularmente a inevitabilidade das diferenças intrínsecas de cada povo e das suas necessidades de afirmação num quadro de cruzamento, partilha e fusão de sentidos para a vida.Assim, as diferenças que se afirmam não separam mas unem! Ou a união entre as pessoas só se faz pela língua? Não preciso de acordo ortográfico!
4 de Maio de 2008 11:19




sexta-feira, 2 de maio de 2008

Talvez a propósito do post Happy Birthday, Mister PRESIDENT

Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas







Sobre o acordo ortográfico com a CPLP

Chegar a um acordo, para mim, sempre foi algo como chegar a um consenso em que duas ou mais partes se sentam e conversam, no sentido de encontrar uma base que lhes permita encontrar uma solução viável e agradável para todos. Parece-me que, mais coisa menos coisa, esta ideia seja pacífica. Vem a propósito o facto de eu ter andado a passear pelos diversos sites oficiais dos países da CPLP e ter verificado que já não há qualquer homogeneidade nas diversas formas de escrever. Isto é um facto e, assim sendo, não me parece haver argumentos contra. Os portugueses escrevem de uma maneira, os brasileiros de outra, os Angolanos ainda de outra e por aí fora. Não me parece que venha daí mal ao mundo, cada qual deve seguir o seu caminho pois ele, mais ou menos, cruzar-se-á e separar-se-á sempre que assim tiver que ser. Admito, inclusivamente, algumas alterações pontuais, já que não sou fundamentalista e entendo e sei que as línguas, com o português incluído, tendem a evoluir e vão evoluindo. É apenas, pelo menos alguns ligeiramente mais velhos, lembrarem-se dos advérbios de modo para verem que eles perderam, pacificamente, o seu acento; outro tanto é pegarem num livro dos anos 40 ou do princípio do século e verem como as coisas mudaram…
Não lhe chamem é acordo, nem queiram aceitá-lo, alterando nós aquilo que não faz sentido alterar apenas por se pensar que isso vai trazer ao país ou à língua qualquer mais valia, pelo contrário, faça-se uma análise sábia e ponderada sobre o assunto e se houver coisas a mudar então que se mudem, não podemos é ir atrás da vontade de todos, porque essa unanimidade já não existe, nem pode existir nunca, desde logo porque as realidades e os povos são diferentes, bem como a sua relação com a língua.