sexta-feira, 23 de maio de 2008

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APELO AOS CIDADÃOS IRLANDESES: "NÃO" AO TRATADO EUROPEU
("Tratado de Lisboa")

5 comentários:

Paulo Pedroso disse...

Cara Kaotica,

Que este comentário não seja tido como fazendo a apologia do federalismo europeu.

Pessoalmente sempre fui a favor da realização em Portugal de um referendo sobre a questão europeia.

No entanto, acho que a maior parte das pessoas ainda não percebeu muito bem o quadro de mudanças que se avizinham. A nível mundial, os problemas e os desafios já não podem ser resolvidos no quadro dos Estados-Nação. Cada vez mais, cada Estado representa apenas uma pequena parcela do que está em jogo. Não é por acaso que, nas últimas décadas, se tem assistido a um "aglutinar" de interesses (políticos, económicos e geo-estratégicos) particulares (nacionais) em organizações regionais à escala mundial.

Não é que eu seja adepto de uma Federação Europeia. Limito-me a constatar o óbvio. A maior parte das pessoas continua a raciocinar no quadro formal dos Estado-Nação, quando é cada vez mais visível que o Estado-Nação pode estar prestes a tornar-se obsoleto devido aos desafios e aos problemas que se aproximam.

E, entenda-se, adoro e valorizo a minha identidade e a minha cidadania portuguesas. Assim como a minha identidade e a minha cidadania europeias.

Ou somos capazes de construir a "união na diversidade" ou é a diversidade que nos pode tramar.

Kaotica disse...

paulo pedroso

A falência do sistema está à vista. Não sou a favor de que voltemos ao antigamente, não desejo que Portugal se volte a tornar num país salazarento orgulhosamente só e nacionalista no mau sentido. Mas não posso deixar de desejar que a Irlanda recuse este Tratado Europeu que dá pelo nome de "Tratado de Lisboa", para nossa vergonha. Porque este tratado não serve senão aos países mais poderosos da União Europeia: assiná-lo será dar-lhes o aval de terem ainda mais poder para continuar a fazer as mesmas políticas neoliberais em nome da globalização, que não é senão o capitalismo exacerbado implantado ao nível mundial que se limita a defender os seus interesses à custa da pobreza universal. Basta que, à luz desse tratado, Portugal possa ser envolvido numa guerra, se os senhores de Bruxelas a apoiarem, independentemente da nossa vontade de colaborar nela, para que eu discorde totalmente que seja imposto aos povos sem sequer os consultar ou informar das consequências da sua aplicação. Se este tratado viesse beneficiar os povos europeus, ele seria explicado às pessoas e seria discutido e referendado. A prova de que ele é perigoso é a forma escondida e anti-democrática como está a ser ratificado. Só a Irlanda poderá inverter esta situação. Sou pela cooperação dos povos europeus que mais do que nunca precisam de governos sensatos que racionalmente partilhem os seus recursos e o potencial de cada um em benefício de todos (e não apenas de alguns).

e-ko disse...

Paulo,

a necessidade duma concertação sobre como a europa se deve situar em relação aos USA em particular e ao mundo em geral não se deve sobrepor à necessidade democracia interna de cada um dos países... e aqui houve uma jogada que excluíu os cidadãos.

Paulo Pedroso disse...

Sem dúvida, E-Ko!

Por isso mesmo, eu disse que sempre defendi a realização de um referendo sobre a construção da UE.

Já defendo isso desde os meus 20 anos.

Há um grande défice de comunicação por parte dos dirigentes e políticos da UE, face aos seus cidadãos. Os cidadãos desconfiam da bondade do aprofundamento da União e os políticos desconfiam que não se pode ir a lado nenhum sem esse aprofundamento. A coisa não está famosa.

E o problema é que a grande maior parte dos cidadãos continua a olhar para o Mundo com os óculos da sua nacionalidade. O Mundo está a mudar, não importa se para o bem ou para o mal. É importante perceber que podemos estar à beira de um limiar histórico importante: o limiar em que o conceito de Estado-Nação pode estar a tornar-se obsoleto devido à natureza, à qualidade e ao tipo de desafios que estão a emergir.

Alma Elétrica disse...

Este post está no top 5 dos mais ridiculos que já alguma vez li.

Querida, os irlandeses não lêem português, muito menos este blogue da 2ª divisão local.
Fofa, os irlandeses, não estão à espera que uma tuguita lhes indique o seu sentido de voto.
Não seja ridícula!