sábado, 5 de julho de 2008

Salazar!... Salazar!... Salazar!...

Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas
Imagem do KAOS

Hoje só saí de casa para ir roubar umas cerejas a uma velha do comércio tradicional, que há ali em baixo, e que tem ar de ir fechar em breve. Pensei, "deixa-me roubar as cerejas antes de que a velha feche, senão, este ano, não vou comer nenhumas". Li que o consumo do pão baixou 20%, e nem vou comentar...
Portugal entrou na sua última "Silly Season", ou "Estação Idiota", ou "Crepúsculo de Vilar de Maçada", ou "Época Cavacal", ou "Ferreira-Leital", ou o que quiserem. A próxima lua-cheia vai trazer surpresas, e o ataque ao computador do Paulo Pedroso, a instabilidade nas caixas de comentários do "Do Portugal Profundo", as estranhas aparições no teclado (!) do Santo Sepúlcro, o encontro que eu tive, no dia 2, com o nojento do Pedroso do P.S., bem à porta do I.S.C.T.E., e o esforço que tive de fazer, para não baixar o vidro do carro e soltar um niquinho do que me ia na alma, o vergonhoso filme de Ingrid Bétancourt, que a TV5 passou hoje em directo, ela a dizer horrores da selva, quando devia era dizer horrores dos raptores, de mão dada com o canalha Sarkozy, o Tumor de Estado Francês, a colar-se à desgraçada, e ela, naquele estertor pós-traumático, a dizer que devia tudo àquele homem (!) -- meu deus, ninguém deve nada a Sarkozy, excepto, se algum dia ele, numa piela de champanhe ou de vodka se lembrar de ir dançar as Czardas, na altura da passagem do "Tallis", a caminho de Bruxelas: um judeu sefardita, filho de imigrantes, caneco e completamente ressaibiado com as origens, polido por Bilderberg, só vai ao fundo com uma bruta passagem de TGV por cima -- e deve, a ele, aos serviços secretos americanos, à agenda dos Senhores do Mundo, ao Estado Israelita, e talvez, como já os Suíços avançaram, terem "comprado" a Bétancourt, através de um resgate aos terroristas do mato.
Sarkozy, o sarcoma europeu, estava "ravi": um pequeno presente para a sua incompetência, e agora a coisa vai seguir os habituais circuitos telenovelescos do mundo baixo em que vivemos: a visita ao ex-nazi Ratzinger, e, se conseguirmos meter uma bucha, um encontro com Cristiano Ronaldo e Mourinho, uma passagenzita por Fátima, e não tardará que ela apareça nua, ao pé da Bruni, na "Playboy", em prol dos esfomeados do Darfur, ou cheia de odor de cadáver, e de mão dada com a Kate, em prol dos filhos de cadáver ocultado dos "swingers" alcoólicos bem relacionados. Aparentemente a mulher está taralhouca, e os psiquíatras já anunciaram que aquela euforia faz parte da síndroma pós-traumática do sequestrado, ou frequentador de cenários de guerra. É uma espécie de "ya meu, tudo numa curte, tudo na boa....", que quando cair em si pode levar à emissão de uma série de disparates que não convenham nada ao Sistema, e tenha de ser outra vez abafada. Imaginem o que seria uma semi-francesa, cheia de "Prozac", a apresentar-se eleitoralmente contra o palhaço que ocupa o Elyseu e o Trono da Europa?
A Europa, entretanto, já está em pleno Tratado de Bilderberg: os Ministros da Energia marcaram as eleições para o Parlamento Europeu para o dia 7 de Junho de 2009, sem sequer terem ouvido o Saloio de Boliqueime. Por mim, acho sensato, mas gostava de que também nos governassem, em nome de Sócrates, da nossa duvidosa Maioria e da Oposição.

Quanto à Oposição, não há Oposição, e não voltará a haver. Sempre que oiço a Ferreira Leite, tenho vontade de fugir e ir ter um parto a Badajoz e não voltar. Não gosto de fradaria laica, e o PCP mostrou, ao não se regojizar com a libertação de reféns de mãos de terroristas que estava na mesma, desde a sua fundação. Aliás, o problema deste país é estar cada vez mais na mesma. Tudo a que assistimos, nestes últimos anos, não foi mais do que a uma poeirada, epifenomenicamente levantada por uma espécie de reboque escangalhado que passou, e que está agora a assentar, deixando-nos ver a Realidade. A Realidade é a mesmíssima do tempo da Cova da Iria, como parece estar descrita naquele inédito de Fernando Pessoa, e consuma-se no Museu Salazar. Nisso, estou totalmente de acordo com a Bruxa Empalhada do PSD: temos de cortar nas Obras Públicas e essa é uma delas. Não precisamos do Museu Salazar para nada: o país inteiro já se tornou nesse museu...

2 comentários:

gotika disse...

Era bom que fosse mesmo a última silly season.
Aliás, não me parece que este ano vá haver silly season. Está tudo demasiado sério para ser silly. Mas ainda não está quente a rebentar.

e-ko disse...

isto de política, é assim, cada político e cada facção tenta puxar brasa ao seu peixe às suas peixeiradas e que os franceses dizem "tirer la couverture à soi"; ora, puxar um cobertor de pequenas dimensões para se proteger desprotege os outros e, nesta matéria, todos tiveram um papel mais ou menos importante. o Sarkozy só continuou o que Dominique de Villepin, um amigo pessoal de Ingrid, que foi seu professor, tinha começado, durante a presidência de Chirac, e há que reconhecer que a França teve um papel importante neste processo de libertação, também pela pressão de grupos de cidadãos, ao impedir que o governo de Uribe tivesse agido brutalmente contra as Farc pondo em perigo a vida dos reféns, e ao tentar entrar em negociação com as mesmas FARC através de um personagem polémico para o ocidente liberal que é Hugo Chavés.

Hoje, depois da libertação destes reféns, sem uma gota de sangue, aperecem todos os actores de todos os planos, a recuperar o acontecimento... os Estados Unidos, os republicanos e McCain em particular, porque fez uma visita mistério à Colômbia, também querem retirar proveitos do ocorrido. parece que foi por aqui que se teria feito a transacção por milhões de dólares.

Ingrid só quis agradecer a quem tentou algo para a sua libertação e não esqueceu os presidentes de outros países sul-americanos e destacou em particular Chavés.

do resto, nem vale a pena falar, é sempre o mesmo... um país que se transformou num imenso museu do Estado sempre Novo, do Salazar e da sua salazarenta economia, e, a MFL é a conservadora em chefe desse museu!

pobre país, pobres políticos, pobres portugueses... como é que havemos de saír da cepa torta?!!!!