segunda-feira, 30 de junho de 2008

Mais Antiamericanismo

Esta vai assim, a correr e sem estilos literários, que atirar pérolas a porcos era coisa que já Lord Byron, com toda a sua aristocracia, dizia dos portugueses e de Sintra.
Várias acusações recorrentes ouvimos dos antiamericanos, em relação aos EUA, que, vindas da África, da Ásia ou da América do Sul, assumem uma dimensão zenitalmente ridícula mas que, tendo origem na velha Europa, não podem deixar de nos fazer sorrir. Essas acusações, repetidas à saciedade nos dircursos antiamericanos, são as seguintes:
- Anti-democráticos
- Totalitários
- Fascistas
- Imperialistas
- Belicistas... (entre muitos outros mimos)
Quantas vezes não ouviu já os civilizados europeus proferirem estas acusações? Seria de espantar que, sendo nós tão civilizados e conhecendo nós tão bem a nossa civilizada História, não sejamos capazes de sorrir de espanto perante tamanhas atoardas. No entanto, estas acusações escorrem da boca dos antiamericanos raivosos a todo o momento e parece que ninguém tem espírito crítico suficiente para livremente questionar estes discursos... Mas isso, como bem sabemos, é apenas um sinal de Avanço Social... Adiante!
Então, os EUA são anti-democráticos? Julgava eu que, desde a sua fundação, 1776, os EUA sempre tinham sido um país livre, democrático (dentro dos limites contextuais da época) e plural. Segundo os antiamericanos não é assim. Aliás, como bem recordamos, o "essencial" da visão europeia sobre os EUA resume-se à ideia de que eles passaram directamente da barbárie à decadência, sem nunca terem snifado civilizados pozinhos de rapé.
Eu gostaria de recordar, limitando-me APENAS ao que sucedeu no último século, que, enquanto os EUA sempre foram uma democracia (apesar das suas discriminações raciais... que, como sabemos, nunca existiram na Europa), a civilizada Europa, perdão, a civilizadissima Europa, andou entretida a coleccionar regimes totalitários, uns atrás dos outros, numa sequência de horrores altamente civilizados, a ver quem é mais civilizado, ora-agora-sou-eu-ora-agora-és-tu. Portanto, segundo os altamente esclarecidos e civilizados europeus, os incivilizados e os anti-democráticos da pior espécie são os habitantes dos EUA e, os Europeus, pois claro, são os verdadeiros aristocratas do refinamento, da cultura democrática, da liberdade.
Só é pena que, no último século (valerá a pena recuar mais?), a Europa tenha sido um exemplo de colecção de totalitarismos, qual deles os de pior espécie, alguns com décadas de existência e, curiosamente, como somos muito civilizados, até nos demos ao cuidado de viver diversificadamente esse civilizado totalitarismo: Portugal, Espanha, França, Itália, Alemanha, Grécia, Jugoslávia, Polónia, Checoslováquia, Hungria, RDA, Roménia, União Soviética, etc, foram exemplos vivos e flagrantes da altíssima civilização anti-totalitária europeia. E os EUA é que são anti-democráticos, certo? Só nos falta ouvir, aos antiamericanos, a afirmação de que a Europa de hoje é que é civilizada... Isto é, que é civilizada depois de ter abandonado esses totalitarismos. O que, quer dizer, no mínimo que, afinal de contas, os EUA têm mais "História" que a Europa. Mas, é claro, isso não dizem porque, como sabemos, já somos civilizados há muitos séculos e ninguém quer abdicar de séculos de civilização. Deve ter sido por isso mesmo que coleccionámos tantos regimes totalitários.
Então, os EUA são totalitários? Tendo em conta que esse país nunca sofreu um único golpe de Estado, nenhuma tentativa de assalto ao poder, nenhum golpe militar, é uma acusação deveras caricata, tendo em conta que ela é proferida por europeus... dos civilizados, certamente, isto é, daqueles que sabem distinguir as fantasias dos factos. Aliás, sobre totalitarismos, talvez fosse importante recordar aos mais distraídos, que as acusações primárias dirigidas aos EUA partem precisamente daqueles que sabemos terem discursos totalitários, à Direita ou à Esquerda. É curioso ver como os deserdados do Muro de Berlim e os Neo-Nazis partilham com tanto gosto os discursos antiamericanos. Talvez muitos não se recordem mas, no 11 de Setembro de 2001 e dias seguintes, ouviram-se festejos e abriram-se garrafas de champanhe na civilizada Europa e foram logo os civilizados sindicalistas e simpatizantes dos Partidos Comunistas Europeus, assim como os não menos civilizados apoiantes das Extremas-Direitas, a começar pelos refinados apoiantes de Jean-Marie Le Pen. Portanto, só pela composição altamente civilizada destas orquestras, devíamos concluir alguma coisa sobre a autenticidade dos discursos. Mas, enfim, até a distracção deve ser civilizada.
Já agora, talvez seja por demais (in)conveniente recordar que, na civilizadíssima França, ainda não há muitos anos, se viveu a vergonha de um candidato totalitário (Le Pen, nem mais) lutar pela presidência da república, tendo alcançado a segunda volta e ultrapassado a Esquerda democrática. E, se acrescentarmos aos votos de Le Pen, os votos obtidos pelos candidatos da Extrema-Esquerda, ficamos com uma excelente ideia sobre a magnífica concepção que impera, entre os civilizados europeus, sobre a Democracia e o Totalitarismo. Portanto, na velha França, uma percentagem elevadíssima dos democráticos votos dos civilizados cidadãos europeus são destinados a candidatos que defendem discursos totalitários (à Esquerda e à Direita) e, pasme-se, nem por isso perdem o seu verniz civilizacional e os EUA, esses sim, é que são totalitários.
Pois, então, os EUA são Fascistas! Como, nunca ouviu dizer? Não é esta uma frase absoluta? Um dogma? Pois, os EUA poderão ter muitos defeitos mas, certamente que este não têm... pelo menos se tivermos a hombridade de colocar na balança as capacidades fascistas já demonstradas pelos civilizados europeus. A não ser que, para tão civilizadas cabecinhas, os fascismos (e principalmente os seus excessos) sejam perdoáveis na Europa e sejam imperdoáveis nos EUA. O problema é que, com o mais rombo dos instrumentos de medição, é possível comparar o fascismo dos EUA com as experiências levadas a cabo pelos civilizados europeus e, fazendo batota, concluir que eles tenham sido ou sejam mais fascistas do que alguma vez nós fomos. Perdoamos, assim, a Hitler, a Mussolini, a Salazar e a Franco, todos os seus horrores, apenas para podermos execrar os EUA como o mais fascista de todos os regimes que a Terra já viu.
Continuando na senda do Totalitarismo, deve ser um pequeno pormenor, insignificante aos olhos dos antiamericanos, recordar esse estranho facto de terem sido os cultos, educados, refinados e civilizados europeus que inventaram as duas piores ideologias que já pisaram a face da Terra (Nazismo e Comunismo) e que foram precisamente europeus que, em nome dessas ideologias, num impressionante sinal da sua elevadíssima, portentosíssima, magnificente e esplendorosa civilização, conduziram a barbárie a níveis jamais vistos ou imaginados. Eu agradeço ao acaso, e os crentes devem agradecer aos céus, pelo facto da imaginação europeia ter alcançado patamares tão elevados de civilização. Portanto, os europeus inventam duas ideologias perfeitamente aberrantes e execráveis, elevam a barbárie a limites jamais presenciados, assassinando em massa dezenas de milhões de seres humanos e os EUA é que são bárbaros, decadentes e incivilizados?
Ah, sim, é claro que os EUA são belicistas e imperialistas. Mais uma frase que de certeza já ouviu e que deve soar nos seus neurónios como uma verdade insofismável, certo? Ora, como bem sabemos, os EUA já andaram metidos numa série de conflitos militares, os mais mediáticos dos quais no Vietname e agora no Iraque. Talvez fosse importante recordar que, conflitos como o do Vietname decorreram precisamente das impotências de algumas potências europeias e que, precisamente quando os EUA andavam aos tiros por aquelas regiões da Ásia, a civilizada França andava aos tiros na Argélia e outros países europeus andavam ou tinham andado recentemente aos tiros noutros lugares. E talvez seja de todo inconveniente recordar que a magnífica embrulhada existente, desde há décadas, no Médio Oriente, é, em grande medida, o resultado das grandes ocupações imperialistas das grandes e civilizadas potências europeias e ainda, que muitos conflitos hoje existentes no Médio Oriente, decorrem precisamente dos clamorosos e ignóbeis erros cometidos por franceses, ingleses, italianos e alemães, entre outros, desde o início do Século XX até ao final da II Guerra Mundial. Mas isso, obviamente, devem ser pequenos pormenores que não têm nada a ver com a civilizada Europa. Afinal de contas, a herança de Pilatos faz parte da nossa civilizada Cultura Europeia...
E, já que falamos de Guerra e os EUA são tão vivamente acusados de belicismo, talvez fosse conveniente recordar esse facto desprezível (em todos os sentidos) de termos sido nós, civilizados europeus a desencadear uma Primeira Guerra MUNDIAL. Tudo, obviamente, porque éramos e somos o supra-sumo da civilização. Aliás, ainda hoje temos uma série de povos que não param de realizar procissões a caminho da Europa, entoando hossanas, pelo facto de sermos tão civilizados. Eles só nos podem agradecer por sermos tão civilizados e termos desencadeado a Primeira Guerra Mundial. Esses povos ainda hoje nos agradecem entusiasticamente porque, como podem crer, eles têm imaginação suficiente para perceber o que teríamos feito se não fossemos tão civilizados. Eu confesso que partilho dessa satisfação por sermos tão civilizados. Caso contrário, nem quero imaginar!
Mas, continuando a falar de belicismos, não ficámos civilizacionalmente contentes. Por isso, como não nos bastava termos desencadeado uma Primeira Guerra MUNDIAL, achámos por bem que a civilização podia ser elevada a novos patamares. Foi o que fizemos: Arranjámos uma II Guerra MUNDIAL! Mas, não há problema! Nós, somos os civilizados. Os belicistas, como bem sabemos, são os EUA. Que, aliás, tiveram de se meter duas vezes nestas embrulhadas europeias, a segunda vez, por sinal, para evitar que a Europa Ocidental ficasse ainda mais totalitária do que já era anteriormente. Já para não falar da magnífica capacidade de decisão e de intervenção dos europeus, em relação aos recentes conflitos resultantes do desmembramento dos Balcãs, porque tiveram de ser os EUA a mexer-se para que se conseguisse um mínimo de estabilidade nessa região europeia.
Quanto à acusação de Imperialismo, sabemos que este é um dos mais famosos e queridos adjectivos proferidos pelos antiamericanos... Que, como bem sabemos, não são precisamente aqueles que, na Extrema-Direita ou na Extrema-Esquerda, mais saudades têm de outros Impérios. Talvez fosse importante, uma vez mais, recorrer a essa coisa tão incomodativa conhecida por factos históricos, e recordar que a maior parte dos impérios coloniais europeus foram desfeitos no Século XX, e não propriamente com a maior das benevolências por parte dos Europeus e não sem recorrer a essa coisa horrível chamada guerra, que parece ser apanágio apenas dos EUA. Além do mais, sobre matérias imperialistas, talvez fosse bom lembrar que os civilizados europeus mantiveram Impérios durante séculos (Portugal, Espanha, França, Itália, Bélgica, Holanda, Inglaterra, Alemanha, Rússia, etc.), onde não lhes faltaram oportunidades para promover a educação, o progresso e a civilização entre os povos das colónias mas, estranhamente, entretiveram-se a escravizar, dominar, abusar, guerrear, aniquilar, trucidar, etc. Tudo, uma vez mais, porque éramos os mais civilizados. Os povos do Mundo inteiro devem, de facto, erguer as mãos, agradecendo aos céus, a civilização europeia.
Já agora, sobre proibições, talvez fosse necessário recordar que a revolução de mentalidades, as liberdades civis, a revolução sexual, o feminismo, a luta pela igualdade de direitos, etc., ocorreu nos EUA nos anos 50 e 60 e só, depois, alcançou a civilizada Europa. Mas, para certas cabecinhas, o Maio de 1968 deve ter ocorrido cronologicamente uma década antes, para poderem fingir que as liberdades foram primeiro alcançadas na civilizada Europa e, só depois, chegaram aos decadentes EUA. E, por favor, não me venham com histórias sobre as lutas pelos direitos civis dos Negros nos EUA, nos anos 60, porque, que eu saiba, os civilizados europeus não aplaudiam casamentos entre pessoas de raças distintas. Aliás, lamentavelmente, em pleno Século XXI, na civilizada Europa, ouço civilizados europeus dizer que "o maior desgosto que a minha filha me poderia dar era casar-se com um preto" (ipsis verbis, ouvido pelo meu primário sistema auditivo, numa civilizada e muito bem frequentada cafetaria europeia).
PS: Tudo isto foi escrito agora, ao correr da pena e sem grande cuidados literários; Já tinha escrito muitas destas coisas mas, como já disse, perdi um ficheiro onde tinha horas de trabalho.
PPS: Seria importante que certas cabeças percebessem o óbvio: se os EUA têm muitos defeitos (e é claro que os têm), a civilizada Europa não fica atrás (e, em muitos aspectos, fica à frente a anos-luz); e se a Europa tem muitas qualidades (e é mais que óbvio que as tem), os EUA não ficam muito atrás (e, em muitos aspectos, conseguem estar bem à nossa frente). Se isto for muito difícil de entender, por favor, não deixe de considerar um aspecto crucial: eu sou orgulhosamente português, europeu e cosmopolita, logo, como tal, não posso ser inteiramente civilizado...

10 comentários:

missixty disse...

Não tive tempo de ler tudo na íntegra, porque isso é um testamento, pior que alguns sermões,mas deu para perceber a ideia. Nos EUA, é como em todo o lado, existem pessoas civilizadas e outras que nem tanto. Existe sempre o lado negro da coisa e a Europa também não é nehuma florzinha de cheiro em muitos aspectos.

Anarca disse...

"As coisas são como são, e não como gostaríamos que fossem"

Gosto de muitas coisas dos EUA, mas não gosto mesmo dos Americanos...

Sempre os vi como crianças mimadas, egoístas e com taras de Rambos...

Paulo Pedroso disse...

"Sempre os vi como crianças mimadas, egoístas e com taras de Rambos..."

Conhecendo a História do Século XX da Europa, Anarca, para não falarmos na História anterior, nada disto se aplica aos europeus, pois não?

Eu não olhos para os EUA como se fossem um paraíso. Estou muito longe de considerar tal e tenho uma visão muito crítica, em muitos aspectos, da sociedade norte-americana. Presumo, no entanto, que há muitas considerações recorrentemente proferidas sobre os EUA que nada têm de verdadeiro nem de justo. Principalmente se essas considerações forem colocadas numa balança minimamente objectiva e criteriosa.

A Besta disse...

Eh pá, esqueceste-te de falar nalgumas coisas importantíssimas que só vêm abonar ainda mais o carácter deste maravilhoso povo...
1 - A sua antiquíssima história, cujas origens datam de há mais de 4.000.000.000 de anos quando numa galáxia distante já existia um Império cujos indígenas se expressavam num inglês/americano correctíssimo e cujo líder era o "Senhor do raio", mais conhecido por Darth Sith, o qual, mais tarde entre os gregos e os romanos, na sua mitologia ficou conhecido como Zeus ou Júpiter e que era considerado o Senhor do Olimpo.
2 - A maneira como este povo exemplar tratou e trata os autóctones das terras que eles agora ocupam, o que é uma maravilha que deve ser seguida como exemplo em todo o mundo civilizado.
3 - Não esquecer que quem colonizou e deu origem a este maravilhoso povo foram as estirpes mais finas, quer da burguesia, quer da aristocracia existentes na então obscura e decadente Europa.
4 - A mitologia deste maravilhoso povo é totalmente constituída por deuses completamente humanizados,(o que é louvável a todos os títulos) tais como o Super-homem, cujas origens também remontam há alguns milhões de anos no planeta Krypton, o Homem-aranha, o Capitão América, o incrível Hulk (o Hercules da nossa mitologia, só que é verde e salta como um super gafanhoto), o homem de borracha, o tocha humana, etc., etc., etc..
Ó Paulinho, vê lá se deixas de ser tão primário!!!

Paulo Pedroso disse...

Cara Besta,

Em 1º lugar, eu não estou a falar sobre as maravilhas dos EUA. Se ainda não percebeu essa pequena nuance, devia prestar um pouco mais de atenção. Eu estou ocupado em criticar e analisar a natureza, as características e a validade dos discursos antiamericanos. E isso, não para elevar os EUA a qualquer categoria divina, mas sim para colocar numa perspectiva mais objectiva o discurso produzido em torno dos EUA.

Devia ter reparado, portanto, que o cerne do meu post não vai no sentido de elogiar os EUA mas sim de criticar o discurso antiamericano. O que não é bem a mesma coisa, certo?

Aliás, com um pouco de atenção, devia ter lido o PPS do meu post para perceber algo muito simples: se os EUA têm defeitos (e têm) a Europa também os tem e muitas das acusações que são feitas aos EUA são, no mínimo, injustas, quando confrontadas com a realidade histórica recente. Parece-me, por exemplo, altamente caricato ouvir europeus dizer que os EUA são um país anti-democrático ou totalitário, quando o regime deles sempre foi democrático e, em compensação, a Europa teve todo o tipo de regimes totalitários só no último século.

Relativamente às suas leituras míticas cinematográficas e de BD, resta-me apenas recordar-lhe que, como bem sabemos, na Europa, não existem coisas desse tipo ou de outro.

O seu ponto 2, se colocado em perspectiva histórica, pode levar-nos a conclusões fantásticas sobre a natureza altamente civilizada dos europeus. E, julgo eu, na minha ignorância, que temos uma vasta experiência nesse domínio...

O seu ponto 3 está errado porque não foram as estirpes mais finas da burguesia e da aristocracia europeia que deram origem a este povo. Foi uma mistura de milhões de europeus, provenientes de todas as classes sociais e de uma grande diversidade de nações. Se tivesse lido os meus anteriores posts sobre antiamericanismo, teria visto que eu já tinha dito isso.

O seu ponto 4 é, apenas, sinal do seu primarismo.

A Besta disse...

Meu caro PP,
Se não compreendeste a ironia contida em todos os pontos do meu post, paciência.
Uma coisa tens tu de perceber:
- O antiamericanismo que actualmente grassa em quase todos os países do mundo - que cada vez é mais forte - não pode ser analisado à luz da história passada mas sim à luz da história presente do povo em questão.
É por causa das acções cometidas pela cambada de idiotas que têm composto a última Administração americana que esse sentimento tem vindo a alastrar no mundo actual em que vivemos, percebeste?
Imagina-te a tentares convencer os tugas que o antisocratinismo actualmente vigente na nossa sociedade não tinha razão de ser porque nos finais do Séc.XV princípios do Séc.XVI nós, tugas, fomos uma das duas superpotências existentes no mundo de então!!!
No mínimo, a análise que fizeste é completamente despropositada, por isso, caga nela, a não ser que a tenhas feito só para nos mostrares a tua elevadíssima cultura geral.

Paulo Pedroso disse...

És digno do teu nome, pá!

Olha, não deves ter percebido uma coisa muito simples: as acusações que dirigem agora aos EUA são as mesmas que já se ouvem há décadas.

Não me venhas com a história da actual administração (que justifica parcialmente as coisas) porque os discursos antiamericanos já têm décadas, são normalmente do mesmo teor, independentemente das administrações e têm sempre origem nos mesmos "espertos" de Extrema-Esquerda ou de Extrema-Direita.

Vejo que és capaz de argumentar argutamente, principalmente quando saltas para a discussão pessoal... Parabéns!

A Besta disse...

Muito me orgulha o meu nome, pá! (:->
Olha que também já têm décadas os dicursos antisocratinistas, anticavaquistas, antibochechistas, antiguterristas, antibarrosistas, etc., etc., etc. e que são normalmente do mesmo teor, independentemente das acções das suas governações e, caso curioso, também têm sempre origem nos mesmos "espertos" de Extrema-Esquerda ou de Extrema-Direita.
Será que este facto nos permite utilizar a História com o fito de justificar que os mesmos não têm razão de ser???
Vê lá se te encontras "meu"!!!
O antiamericanismo actual, quer queiras quer não queiras, é mesmo fruto das cavalidades desta "Desadministração" "liderada" pelo paradigma do antropóide sem cérebro que dá pelo nome de Bush.

Paulo Pedroso disse...

Tens esperto nu cabeço, tu!

Ou seja, há décadas que os discursos antiamericanos apontam o dedo aos EUA, dizendo que são anti-democráticos, totalitaristas, belicistas, militaristas, imperialistas, fascistas, etc., e não devemos escrutinar a validade desses discursos só porque isso incomoda uma besta?

O essencial sobre os EUA resume-se terem passado da barbárie à decadência sem nunca terem limpado os pés à porta da civilização?

Olha, só por curiosidade, os factos históricos incomodam-te? E não sejas besta invocando o que se passou no século XV porque, que eu saiba, até agora limitei-me ao que se passou no último século.

Que, como se vê, chega!

A Besta disse...

Pergunta: - Olha, só por curiosidade, os factos históricos incomodam-te?

Resposta: - Não, desde que sejam verídicos.

Afirmação: - E não sejas besta invocando o que se passou no século XV porque, que eu saiba, até agora limitei-me ao que se passou no último século.

Comentário: - Evidentemente, porque no Séc. XV este admirável povo ainda não existia logo, o Séc. em causa só é aplicável, como eu disse, aos tugas.

Pergunta polémica: - Já ouviste falar no revisionismo histórico???