sexta-feira, 13 de junho de 2008

estamos entregues à bicharada, com ou sem tratado...



A seis meses do fim do seu mandato na Casa Branca, Bush anda a dar a volta da Europa com o fim de tentar ainda avançar para uma nova guerra já anunciada há algum tempo, há quem afirme que tudo está pronto para um ataque ao Irão antes do fim do mês de Agosto, quando os Estados Unidos e alguns países ocidentais se encontram numa situação difícil com os conflitos no Iraque e Afganistão.

Hoje os médias divulgaram: "O Supremo Tribunal dos EUA decidiu hoje que os suspeitos de terrorismo detidos na base militar de Guantánamo, em Cuba, têm o direito de recorrer aos tribunais federais para contestar a sua detenção. A decisão representa um novo revés para a Administração Bush, que recusou sempre dar a estes detidos o acesso aos tribunais cíveis." aqui e mais detalhadamente aqui deixando vagamente prever o que se vai passar durante os próximos julgamentos dos prisioneiros daquela base detidos à margem do direito.
Agora, surpreende-me que os médias não tenham divuldado ter sido lançado um processo por "impeachement" contra George Bush por "traição, corrupção ou outros crimes e delitos" no exercício das suas funções de presidente. Li o que ontem era uma pequena notícia no le monde e procurei na nossa imprensa e na internacional a mesma notícia e praticamente nada como resultado. O procedimento foi lançado por Denis Kucinich, representante do Ohio no Congresso e por aqui o assunto continua a ser actualizado.
a primeira imagem vem do WP e é uma manifestação anti Bush em Roma durante a sua actual visita, e a segunda da sua visita a Lubliana onde decorre a actual presidência da UE.

vindo daqui

8 comentários:

alucino disse...

Ladies and gents, you are here assembled
To hear why earth and heaven trembled

Paulo Pedroso disse...

Adoro ver certos europeus levantar a garimpa por causa de umas escassas centenas de prisioneiros (a maior parte deles seguramente terroristas e criminosos) em Guantanamo, mas nunca se lembram que, ali ao lado, as prisões de Cuba encerram milhares de dissidentes políticos, pessoas cujo único crime foi ousar terem um pensamento político distinto do grande regime cubano.

Fico satisfeito pelo facto do Supremo ter reposto a legalidade do Estado de Direito. Fico à espera que outros proclamem a necessidade do Estado de Direito chegar a outras paragens.

Gostava, isso sim, de ver uma única razão, clara e objectiva, para certas pessoas se preocuparem tanto com os coitadinhos dos 500 prisioneiros de Guantanamo, e nunca se preocupam com os milhares de prisioneiros políticos nas prisões de Cuba, da China e da Coreia do Norte.

Há prisioneiros mais iguais que outros?

A Esquerda Europeia no seu melhor, como sempre.

e-ko disse...

os erros de uns não justificam os erros dos outros...

e para um país que pretende dar lições de democracia ao mundo e que avança com um tecido de mentiras para todas as guerras e conflitos que respondem aos seus interesses económicos, só pecam por vir tarde estas decisões.

Bush, com apenas 25% de satisfeitos com as suas políticas não tem só a "esquerda no seu melhor contra ele"!!!!!!!!!!!!!!!

Paulo Pedroso disse...

É por isso que os "erros de uns" (aos milhares) não incomodam ninguém e os "erros dos outros" (às centenas) incomodam muita gente, não é?

É por isso que o silêncio total e absoluto sobre os "erros de uns" transformam os clamores constantes sobre os "erros dos outros" em gritos de hipócritas e de fingidos.

Se estivessem realmente preocupados com as violações dos direitos humanos, demonstravam um mínimo de igualdade de critérios.

Parece que estão mais preocupados com umas centenas de terrotistas, que são os primeiros a lutar contra uma sociedade livre e democrática, mas já não estão nada preocupados com os prisioneiros políticos que defendem sociedades livres e democráticas.

E, sim, por acaso, por muito que o negue ou queira virar o bico ao prego, os EUA podem dar e têm muitas lições de democracia a dar ao mundo. Só um vesgo não vê isso.

Quanto a guerras e conflitos baseados em mentiras, que eu saiba, só o caso do Iraque se sustenta na questão da inexistência das armas de destruição massiva.

Não me vai dizer que a invasão do Afeganistão também foi ilegal, pois não?

Finalmente, os 25% de apoio a Bush, creio eu que dizem respeito à aprovação que os cidadãos dos EUA fazem sobre a presidência de Bush, na sua globalidade, e tendo em conta toda a sua política, e não sobre a questão dos prisioneiros de Guantanamo. Usar números que englobam insatisfação económica, financeira, política e social para fins específicos é, no mínimo, pouco credível.

e-ko disse...

parece-me que mais uma vez o Paulo não lê tudo, não sabe ler ou está de má fé...

e o que diz da segunda parte do postal que diz respeito ao procedimento de "impeachement" que esse diz respeito à política global do Bush e de como foi lançada e conduzida a guerra no Iraque em particular ?

é a imagem do cherne borroso que incomoda e com a proximidade às posições do seu ídolo ? até esses ainda sarão julgados, espero, é uma questão de tempo!!!

Paulo Pedroso disse...

Felizmente, como vivo numa democracia, comento o que me apetece e não o que lhe interessa a si.

Eu li tudo, e com muita atenção. Mas, como não tenho, de momento, mais nenhuma informação sobre a questão do impeachement, não me pronuncio sobre ela. Não tenho por hábito pronunciar-me sobre assuntos sem ter um mínimo de informações sólidas e consistentes. Ao contrário de outras pessoas, não começo a salivar nem a saltar de contentamento com base em informações mínimas.

Já vi muitas pessoas fazerem figuras tristes por comentarem assuntos com base em notícias "em primeira mão".

Vamos ver primeiro o que se passa e depois terei todo o gosto em beneficiá-la com a minha opinião sobre o assunto.

Já agora, não invente: o impeachement não diz respeito à política global de Bush. Não sabia que se podiam "inventar" impeachements com base nas decisões económicas ou sociais. Não confunda as coisas, ok?

Vejo que está muito preocupada com os julgamentos dos dirigentes políticos democraticamente eleitos. Parece que não está nada preocupada com o julgamento de Bin Laden e dos seus sequazes.

E sou eu que não leio tudo, não sei ler ou estou de má fé? LOL LOL LOL

e-ko disse...

o Bin Laden, ao que disse a Benazir Bhuto, já foi desta pera melhor e a seguir foi ela... talvez que fosse uma verdade inconveniente para alguns!

e se está vivo, porque é que ainda não foi apanhado ? mistério... não é ?

Paulo Pedroso disse...

O Bin Laden não sei se está vivo ou morto. De uma forma ou de outra, a Benazir Bhuto não era especialista em medicina forense.

Depois, só um ingénuo poderia limitar o terrorismo a um único nome. Lamentavelmente há muitos Bin Ladens.

E não falta quem esteja interessado em assumir a defesa deles. E isso já não é nenhum mistério!