segunda-feira, 28 de abril de 2008

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Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas

Foto: Dá para ver a base apoia o Alberto!



Movimento de Apoio de Militantes do PSD a Nível Nacional



É obrigatório ser militante, por isso todos os militantes que assinem e apoiem a pessoa que pode mudar Portugal para melhor!

A Mudança Social que se aproxima

Quando pensamos nos nossos tempos, um dos aspectos que mais facilmente destacamos, como característica intrínseca e relevante, é a existência de uma intensa, profunda, extensa e abrangente mudança social. Nas mais variadas dimensões e esferas da nossa vida, da política à economia, da cultura à religião, da tecnologia ao lazer, das relações familiares e íntimas aos eventos sociais, da natureza, diversidade e mistura dos valores e dos princípios à natureza, diversidade e mistura das identidades pessoais, comunitárias, tribais, étnicas, nacionais ou civilizacionais, a mudança social está presente a um ritmo e com um nível de impacto jamais observados.
Apesar de todas estas mudanças, quando pensamos no nosso tempo, raros são os que pensam em mudanças radicais ao ponto de se observarem alterações estruturais, ao ponto do nosso mundo ruir por completo, surgindo das suas cinzas algo de muito diferente. Quantos serão aqueles que acreditam que o mundo, tal como o conhecemos, permanecerá “estruturalmente igual” para os nossos filhos e netos, como se apresenta aos nossos olhos? A maior parte daqueles que perdem algum do seu tempo a pensar o futuro tem tendência para ver um mundo semelhante ao nosso, eventualmente mais justo ou mais injusto, mais igualitário ou menos igualitário, mais desenvolvido e equilibrado ou menos desenvolvido e equilibrado, mas certamente mais dominado pela tecnologia.
No entanto, quantos pensarão que o mundo, nas próximas décadas, poderá sofrer mudanças radicais tão fortes, tão estruturais e tão profundas (ou mais) do que as ocorreram na transição do império romano ocidental para o período de dez séculos que ficou conhecido pela designação de Idade Média?
A questão não é irrelevante e só os distraídos poderão pensar que assim é. No fundo, a questão central é esta: qual a nossa capacidade de antecipar, prever, conhecer (ainda que no campo das probabilidades) o nosso futuro? Será que o homem moderno possui mecanismos, instrumentos de análise e conhecimentos que permitam uma percepção razoável da mudança social que se aproxima, principalmente quando essa mudança social se prefigura como sendo de natureza estrutural? Porque, entendamo-nos, apenas poderemos ter alguma capacidade de intervenção sobre a mudança se tivermos uma percepção mínima do que se aproxima. De outra forma, se continuarmos distraídos, seremos apanhados pela mudança dos tempos com toda a força, como brinquedos infantilmente manipuláveis.
Vejamos a questão através de um exemplo: Quantos cidadãos romanos, de meados do Séc. V, terão antecipado o fim do império romano ocidental? Será que, apesar de todas as mudanças, convulsões e problemas existentes no império romano do ocidente, algum cidadão foi capaz de prever a ruína total do império, com a transformação radical do seu mundo económico, político, cultural e social em algo de profundamente distinto, no espaço de poucos anos ou décadas? E será que, nos dias que correm, seríamos capazes de antecipar algo de semelhante se mudanças desse tipo fossem iminentes?
Vejamos um exemplo bem mais próximo de nós: No final dos anos 80, todo um bloco económico, civilizacional, cultural e político, o império Soviético, ruiu por completo em pouco mais de um ano. Será que alguém se recorda dos Economistas, Sociólogos, Historiadores, Politólogos, Filósofos, Intelectuais ou Pensadores que tenham antecipado a queda do império Soviético? Mesmo aqueles que, por motivações de discordância política, ideológica ou económica com esse Bloco, tivessem razões para desejar semelhante ruína, jamais apareceu alguém a antecipar a queda do bloco comunista a não ser quando ele já era evidente aos olhos de todo o mundo.
Por isso, uma vez mais, voltamos à questão central: apesar de todo o conhecimento acumulado e de todos os instrumentos analíticos que estão ao nosso dispor, ninguém foi capaz de antecipar uma mudança tão significativa, profunda, abrangente e com consequências tão dramáticas como aquelas a que assistimos no final de 1989 e princípios de 1990. E, para os mais distraídos, convém recordar que o Bloco Soviético era SÓ uma das grandes potências mundiais, com tudo o que isso significa no plano do poder geoestratégico, da influência das políticas nacionais e internacionais, da economia mundial, das escolhas e das alternativas políticas para o mundo. Como foi possível que um bloco todo-poderoso desaparecesse assim, numa decadência tão estrepitosa, sem que ninguém tivesse sido capaz de o antecipar, de o prever? Uma coisa é certa: ao contrário de nós, os nossos antepassados romanos não tinham ao seu dispor os instrumentos analíticos da ciência que hoje estão ao nosso dispor. E, no entanto…?!!!! O que terá falhado para que ninguém tivesse antecipado semelhantes mudanças?
Na minha perspectiva, é possível, com algum grau de razoabilidade, antecipar mudanças estruturais significativas, mas apenas e quando somos capazes de pensar criticamente a realidade social para além das limitações que nos são impostas pelo formato civilizacional e pelo caldo cultural em que crescemos e vivemos. Julgo que o mundo em que vivemos se aproxima de mudanças radicais muito semelhantes às que se viveram aquando da queda do império romano e ao surgimento da Idade Média, sendo que, essas mudanças irão ocorrer nas próximas décadas (provavelmente por volta de meados do Séc. XXI), mas apresentar-se-ão numa dimensão jamais vista pela humanidade, tendo em conta, por um lado, a natureza da sociedade global em que vivemos e, por outro, a dimensão absurda do volume demográfico existente actualmente no Planeta Terra.
Nunca fui catastrofista e muito menos adepto de teorias da conspiração. Prefiro analisar, pensar e discutir a realidade à luz de pressupostos científicos, baseando-me em factos, na clarividência dos sábios e na objectividade das técnicas e dos métodos. Por isso, peço desde já aos meus leitores que não confundam estas palavras com visões mirabolantes, crenças em conspirações tenebrosas ou mesmo um pessimismo meramente irrealista.
Também quero desde já deixar bem claro que não estou a defender a tese, e muito menos a fazer a apologia, de um regresso à Idade Média. Se pensarmos bem, a Idade Média representou uma autêntica implosão civilizacional: o mundo contraiu-se de tal forma que as esferas social, económica, política e cultural assumiram outras estruturas, outras regras, outras crenças, outras práticas. Um cidadão romano do início do Séc. V dificilmente se poderia integrar no mundo no início do Séc. VI, tão profundas tinham sido as mudanças. As instituições políticas, as leis, o mercado, a ordem pública, a estrutura social, as práticas culturais, os costumes, as tradições, tudo isto tinha sofrido alterações significativas ou estava a caminho de as sofrer.
Em certa medida podemos dizer que o Império Romano Ocidental se encontrava, à sua escala, à sua dimensão e no seu contexto, “globalizado”. E, por isso, também podemos dizer em certa medida, que a Idade Média significou uma implosão dessa “globalização”, implosão essa que se traduziu numa redução significativa dos conhecimentos e das técnicas, principalmente a nível cultural, nas artes, na Engenharia Civil, na Arquitectura, no Direito, na Filosofia (e como tal na proto-ciência da época) e na Literatura, mas também uma implosão no mundo social, que passou a ser territorial, económica e socialmente mais fechado, limitado, inseguro, pobre e inculto.
Porque razão não somos capazes de antecipar mudanças tão graves quando elas se aproximam? Seremos capazes de as evitar ou a marcha da História é imparável? Julgo que um dos aspectos que mais dificultam a nossa capacidade de antecipar o futuro (dentro de alguns limites razoáveis), decorre das limitações civilizacionais em que fomos socializados e em que vivemos. Os romanos não foram capazes de antecipar mudanças tão radicais, assim como os poderes do Kremlin não foram capazes de evitar a queda do bloco Soviético, porque todos estamos imersos num caldo cultural, composto de formas de pensar, sentir e perceber o mundo que integram um FORMATO que nos impede de questionar toda uma série de valores, princípios e convenções. Só podemos ver mais além se formos capazes de discutir os problemas do nosso tempo fora dos limites axiológicos, ideológicos e culturais que, como se uns óculos coloridos se tratassem, nos impedem de ver a realidade. De certeza que o leitor conhece respostas mecânicas (ideologicamente formatadas, não importa agora o género, tipo ou qualidade dessas ideologias) a toda uma série de questões do nosso tempo, para as quais temos sempre respostas rápidas: a culpa é sempre destes ou daqueles, é do sistema ou da globalização, é desta ou daquela religião... De certa forma, este tipo de atitude é mais confortável, é mais simples, é mais cómoda: não temos de pensar muito, não temos de questionar as verdades feitas do nosso tempo, não temos de pôr em causa as nossas crenças e os nossos valores (coisa que dá trabalho e exige esforço, liberdade de pensamento e, acima de tudo, espírito crítico), não precisamos de discutir as opções dos nossos líderes e limitamo-nos a continuar à espera que eles actuem como os “pais-que-providenciam-o-pão-nosso-de-cada-dia”. Se, desde que nascemos, nos puserem à frente uns óculos coloridos, dos quais não nos apercebemos, que nos fazem ver tudo a azul, verde ou vermelho, não questionamos que a realidade seja, aos nossos olhos, azul, verde ou vermelha. De certa forma, o poder do formato cultural e civilizacional tem o mesmo efeito. Esse formato era tão forte para os romanos quanto o é para nós, apesar do formato actual ser profundamente diferente do deles. Simplesmente, se não conseguirmos olhar a realidade para além das limitações que esse formato nos impõe, só nos iremos aperceber da mudança tarde demais. Os valores, os princípios, a ética, no fundo tudo aquilo que jamais temos a coragem de questionar, de tal forma as convenções se cristalizam, são, em grande parte, aquilo que nos impede de antecipar mudanças estruturais profundas como estas que estou aqui a referir. No fundo, há que dizê-lo: a maior parte dos habitantes deste planeta olham, raciocinam, percepcionam e dão sentido ao mundo no quadro de uma nação, de uma religião ou de uma civilização. São raros aqueles que percebem o mundo fora destes limites culturais. Por isso, não é estranho ouvirmos alguém apontar o dedo, de forma ignorante, e dizer que a culpa é dos EUA ou da China, ou do Catolicismo ou do Islão, ou dos ricos ou dos pobres. Tolos, uns e outros, que não conseguem ver para além dos limites do formato civilizacional em que foram fechados. Enquanto não se libertarem desses casulos ideológicos, jamais poderão compreender o que se está a passar no mundo. E, enquanto se entretêm na tentativa de encontrar respostas (simples), normalmente com bodes expiatórios pré-definidos e ajustados à satisfação das suas visões particulares, num evidente ciclo tautológico, em que a lógica da ideologia justifica o dedo apontado e o dedo apontado justifica a lógica ideológica, são incapazes de perceber de facto porque razão o mundo está a mudar tão intensa, profunda e radicalmente. Conseguem, assim, encontrar respostas particulares e fáceis para questões que exigem um patamar analítico muito mais abrangente, complexo, integrado e objectivo.
E enquanto barafustam, porque a realidade lhes está a escapar das mãos, continuam a não perceber nada do que efectivamente se está a passar à nossa volta, à escala mundial. Continuam a esbracejar e a apontar o dedo em certas direcções, sem perceberem que estão a pedir “SOL NA EIRA E CHUVA NO NABAL” (há décadas) e que há um evidente confronto de interesses (económicos) e de valores (políticos e ideológicos) que ninguém quer discutir, debater ou pensar, principalmente porque esse confronto de interesses e de valores nos colocam perante consequências horríveis, de solução aparentemente impossível, com dilemas civilizacionais profundos, que nos atingem directamente (A TODOS NÓS) nos planos da ética, dos direitos, dos deveres, dos patamares de liberdade e de igualdade a que estamos habituados e a que aspiramos.
Nas próximas décadas o mundo irá mudar muito e não creio que as probabilidades apontem no sentido das melhorias. Muito pelo contrário. Todos nós iremos assistir a um mundo em convulsões, com elevadas probabilidades de se cruzarem fenómenos globais de insegurança, criminalidade, guerra, barbárie, genocídio, fome, ódio, racismo, xenofobia, medo, incivilidade... E tudo a uma escala nunca antes visionada. Por isso, se anda preocupado com o que se está a passar à sua volta (desemprego, precariedade laboral, criminalidade, corrupção, iliteracia, massificação da loucura, da ignorância e da boçalidade, desmantelamento do Estado Providência, baixa da natalidade, etc.), não se preocupe porque o que aí vem fará de todas estas preocupações uma autêntica brincadeira de crianças.

AVELINO FERRREIRA TORRES ─ QUISTOS ISOLADOS NO LISO TECIDO CUTÂNEO DO CARACTER NACIONAL

AVELINO FERRREIRA TORRES ─ QUISTOS ISOLADOS NO LISO TECIDO CUTÂNEO DO CARACTER NACIONAL

A entrevista de Avelino Ferreira Torres à SIC foi constrangedora. Não sei se me parecia uma rábula para humor negro, uma peça de revista de má qualidade, uma manifestação banal do mal…

O homem mente com todos os dentes que tem na bocarra. É o que me parece quando assisto às aparições desta sinistra figura. Indivíduos desta natureza têm normalmente um ego do tamanho do mundo. Autores como Arno Gruen ou Scott Peck, entre outros, denunciam a presença do mal através do extremo narcisismo. Deve ser mais um caso. O problema é que estes sujeitos se imiscuem no tecido social sempre no papel de “salvadores” representantes dos valores da piedade e afins ─ como ele próprio diz, no remate da entrevista branqueadora, trata-se de uma pessoa “humilde” (!) e que “gosta de ajudar os pobres” (!). O que choca é a manifestação verbal explícita pelo próprio e a sensação de posse relativa aos sentimentos dos outros. Os outros aqui são os apoiantes explícitos do figurão. E os apoiantes são, como não podia deixar de ser, do povo ─ humilde, os pobres ─ para fechar o círculo da mente de Avelino e entrarmos novamente pelo portão que circunscreve os domínios que a sua mente previamente mapeou. Avelino torna-se então o possuidor dos pobres que o apoiam, facto que em termos psicológicos tem uma importância quase sobrenatural para as personagens de natureza ditatorial. Possuem-nos, realmente, vampirizam-nos, para usar um termo de Pérel Wilgowicz. Não por acaso a noção de se estar possuído tem um peso notável nas representações das relações humanas através da bruxaria na sociedade portuguesa. Acontece que o vampiro sugador do “sangue” energético trata os outros como partes de um corpo total que lhe pertence. Quando as partes não funcionam para os objectivos traçados pelo imperativo da sobrevivência deste corpo, são amputadas. E os grandes “amigos” transformam-se em inimigos mortais a abater. E boa parte do povo, sobretudo em tempos de medo do desemprego e precariedade económica e social, fará tudo para defender os respectivos caciques. Aqui voltamos às teses do Sr. Reich para quem o povo deseja o fascismo pelo facto do medo de assumir autonomamente as responsabilidades da liberdade, questão fulcral em democracia.

Avelino é apenas e tão só um sintoma de um vasto complexo vampiresco que domina a sociedade portuguesa composta por medrosos e lambedores de botas ─ 48 anos de salazarismo, essa “doença que pôs de rastos o povo português”, nas palavras do J. Gil ─ por um lado, e representantes salvadores nas suas variadas manifestações e intensidades, por outro. O patético da entrevista de Avelino não vai ser reproduzido, de certeza, por um Daniel Sanches sobre os negócios que fez em proveito da sociedade lusa de negócios através do Estado que representou da forma mais porca. Aposto. No entanto, são dois fenómenos da mesmíssima natureza, apenas com variações de intensidade na hierarquia social.

Dito isto convém perguntar agora porque razão fenómenos desta natureza continuam a acontecer no Portugal dito democrático? A razão fundamental consiste no facto de eles constituírem o outro lado de nós próprios. Cada espaço vazio deixado em aberto na cidadania pela nossa cobardia é imediatamente ocupado pelo vampirismo deste tipo de personalidades. Só assim se compreende a satisfação interior que se sente quando Avelino Ferreira Torres grita alto e bom som à porta do tribunal onde vai ser julgado que se ele tem que estar a horas para a audiência não admite que os juízes não estejam! Eles devem dar o exemplo. Extraordinário porque esta é a verdade que muitos sentem mas nunca seriam capazes de dizer e assumir. O vampiro di-lo e assume-o ancorado no nosso medo. Das tripas faz coração e enfrenta o poder instituído na classe dos juízes (onde, pelo que ouvi dizer, ainda não chegou o 25 de Abril). Aqueles que normalmente decidem perversamente a favor dos poderosos. É no entanto um preço alto a pagar porque o que parecem ser duas forças em conflito são afinal filhas do mesmo complexo, faces da mesma moeda. Vampiros que no meio psicossocial emulam a “lei” dos tubarões, trágica e de origem karmica, que assola a espécie humana ─ para manter um grande corpo no oceano da vida é preciso comer os mais pequenos em qualquer escala da existência. Entretanto os pequenos assistem à espera do próximo que caia na boca do gigante…

Atmosfera futura


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"Porás alguma coisa nos Blogues, e ela imediatamente se tornará real. Se o Mundo, exterior à Blogosfera, contrariar os Blogues, toda a gente começará a tentar mudar o Mundo, de modo a que ele se assemelhe ao que leu nos Blogues."
Arrebenta (2007)

Motins durante a ditadura de José Sócrates


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Leia AQUI

Quem é que foi o Cretino?

Professores protestam junto ao Ministério apesar do acordo
PEDRO SOUSA TAVARES



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(...)Quanto às críticas internas que o acordo com a tutela gerou no seio da Fenprof, nomeadamente de alguns sindicalistas lisboetas, Mário Nogueira considerou "normal e saudável que existam vozes discordantes", mas lembrou que a plataforma tinha a "obrigação de reflectir a vontade da maioria", e que 286,3% das escolas votaram favoravelemente ao entendimento". (...)

http://dn.sapo.pt/2008/04/28/sociedade/professores_protestam_junto_minister.html

Aqui vamos, no terceiro dia de "The Braganza Mothers"


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Aparentemente sem sobressaltos, e com os contadores em flecha, parece que a Blogosfera ansiava pelo nosso retorno. Cá estamos, e prometemos não defraudar as expectativas: lançar um blogue num fim de semana prolongado foi um desafio arriscado, mas os contadores indicam o contrário: já tivémos, em três dias, mais visitas do que muita boa gente em um ano inteiro.

A equipa de colaboradores, assim com os direitos de administração ainda não estão em ordem, mas Roma e Pavia não se fizeram num só dia. Para além dos nossos reais colaboradores, continuaremos a manter "personagens" especializadas em áreas específicas: Katia Rebarbado d'Abreu, a nossa jornalista e puta, continuará a assegurar as entrevistas e o relato dos tráficos ... exóticos; a Senhora da Burka continuará como nossa especialista para o Islão e afins, Lola Chupa garantirá o seu consultório, e Ajoelhado e Submisso representará a situação do Português típico, conhecido pelo carrega-mais, ou o homem-do-fardo, velho desde Gil Vicente e Cervantes, assim com como Biatraz Batida tratará dos temas específicos da não-procriação assistida, conhecida por "Lesbianismo". Brevemente, criaremos mais personagens de teatro de revista, para completar o plantel, embora ainda não se tenha decidido qual o rumo temático mais interessante a assumir por este blogue, que continuará a ser generalista, humorístico e cultivador da sátira, com cariz eminentemente cultural.

Obrigado, portanto, aos "viciados" da nossa actuação, e aos comentadores, cuja acção é impagável, e uma especial palavra de apreço para os inimigos, cada vez mais isolados e patéticos.


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Estive uns dias fora. Propositadamente, porque não o quis fazer já que tinha coisas muito mais interessantes para ver, não soube uma única notícia de Portugal. Quando cheguei, resisti à tentação de ir ao computador dar uma rápida vista de olhos, protelei. Faz hoje uns anos, vivia-se o rescaldo de um fogo que queimou e inflamou, destruiu e fez nascer, como todo o fogo que se preze. Confessei a quem me acompanha, vou ver se há novidades, se há algo de novo… a resposta foi curta, corrosiva e lancinante… o quê que achas que pode haver de novo? Bem, penso que nada. Assim era, nada sobre nada e vazio sobre vazio, Sócrates / Ferreira Leite… é fugir! Bem sei que, como dizia o poeta, não se nasce impunemente nas praias de Portugal… mas antes havia a esperança e um inimigo a abater, agora não há nada, só amanhã, que é segunda-feira.




Caixas de Comentários

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Em dias três de de "The Braganza Mothers", o ambiente tornou-se... barroco. Para os futuros estruturalistas e desconstrutivistas dos tempos homéricos da Blogosfera, tudo isto terá um peso académico que não nos competirá avaliar, porque somos os meros intervenientes, e não os analistas do que fazemos. Cada macaco no seu galho, como se costuma dizer.
A advertência é mais séria, e vem de Maquiavel, não como origem, mas como verbalização: aparentemente, como ficou bem explícito AQUI, AQUi e AQUI. haveria aquilo que o senso-comum chama de "destravados", com mais, ou menos, cortes à perna, que, por doença, maldade, inveja, ou, tão-só... porque sim, se entreteriam com andar a tentar provocar problemas a esta equipa de criadores. Parece que Sócrates anda nervoso...
Sinceramente, e por consenso, achámos que não tínhamos tempo para isso.
Acontece que não somos idiotas, e essa era uma velha táctica de Roma: para quê desperdiçar exércitos, se podíamos pôr inimigos a digladiarem-se entre si, sem termos de mexer um dedo?... Pondo por palavras simples: o que já acontecia no "Vicentinas de Braganza", e se estendeu agora aqui, e no "KLANDESTINO", já não parece, para mim, e para a restante equipa de colaboradores de "The Braganza Mothers", um mero fruto de um pessoa doente, ou que se quer vingar de algo, ou alguém, que nunca assumiu, com clareza, qualquer coisa de que tem real medo. Por palavras outras, sabendo-se publicamente dessa... enfim, discórdia, já haverá quem esteja a aproveitar-se -- em hipótese -- do clima de conflito para acirrar ambas as partes, parecendo ser uma, ou outra delas.... A multiplicação de "nicks" disparatados, de comentários anónimos, a despropósito, ou usurpação de "identidades" só me faz lembrar as nauseantes caixas de comentários do "Portugal Profundo", de onde só dá é vontade de fugir...
Pede-se, portanto, aos nosso colaboradores e leitores que mantenham a máxima serenidade, perante aquilo que já não sabemos ser o que é. Só em caso extremo, recorremos à censura dos comentário, caso isso venha a violar quaisquer princípios éticos da nossa permanência na Blogosfera. Agradecemos que também não entrem no jogo do "responder". O resto resume-se no velho ditado "os cães ladram e a caravana passa...".
O lado positivo da coisa é que quem anda nesse frenesi do comenta, usurpa, insulta, difama, insinua, acaba por provocar um efeito benéfico nos contadores: recebemos cada vez mais visitantes, para "saberem em que estado é que está a telenovela", e o "The Braganza Mothers" -- o novo -- vai reganhando o seu velho peso blogosférico, que não era nada de se deitar fora.... Por outro lado, quem, humanamente, comenta, no sentido da sordidez, também revela a sua matriz profundamente sórdida, o que é extremamente benéfico para nós, enquanto clarificação dos protagonistas.
Numa só imagem, porque uma imagem vale mil palavras, é como se estivéssemos agora a assistir a um bando de "desperados", em círculo, a dar permanentes tiros no seus próprios pés... E chega, não chega?... :-)

O Menu do Inspector da ASAE

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The Island of Man, visita, ao 3ª Dia, "The Braganza Mothers"


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domingo, 27 de abril de 2008

O que lhe agrada mais e sente ao humilhar um homem?

Colocar o homem na base da cadeia predatória, no seu lugar, junto aos invertebrados!
Sentir a admiração que emana da pobre alma submissa que depende de mim para viver! Sentir que possuo seu corpo, mente e seu inteiro ser! A cada pedaço de orgulho rasgado, cada ideia e vontade própria destruída , desprovido de sua identidade para ser meu somente, e nada sem Mim!

Prazer.... crueldade e vontade de sangue!

Vote-se SIM pela dignidade de Portugal

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E porque os ingleses não param de nos atacar... O tablóide The Sun está a fazer um sondagem com a seguinte pergunta:

Se acharam que os pais de Madeleine foram tratados justamente
pela polícia portuguesa.

Todos nós devemos responder SIM!

Responda aqui!

formspring.me

Ask me anything http://formspring.me/LadySylvia

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Os ecónomos das dioceses são os padres ou cónegos escolhidos pelos bispos para tratar das finanças. Mas, às vezes, até eles se confundem com números. Um deles tinha anotado na mesma folha o número de telemóvel do redactor principal Pedro Jorge Castro e do ecónomo de uma dioceses vizinha. Mas conseguiu ligação, perguntou: "Olá, sou eu, o padre tal, ecónomo aqui da diocese tal, olhe, anda aí um jornalista da SÀBADO a fazer umas perguntas, o que é que ele quer?"

Resposta delicada: "Deve haver engano, está a falar com o jornalista da SÁBADO. Confirma-se a nossa entrevista(...)?

Miguel Pinheiro, Sábado

Fo**sse, isto não se admite! E ninguém faz nada para parar esta máfia????

Porra, mas eu ouvi bem?


Agora mesmo ouvi o Professor Marcelo Rebelo de Sousa dizer na RTP1, referindo-se a Manuela Ferreira Leite:
"A imagem de rigor é u mamar cadela".

Foi ele que falou muito depressa ou fui eu que ouvi muito devagar?

Maria Custódia precisa de casa


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Acho impressionante como é que é possível uma senhora de 94 anos não ter uma casa digna para viver. O cerne da notícia é o divórcio com o marido, marido que ela pensava estar morto há 57 anos.

FOI UM ALÍVIO. Maria Custódia fala numa linguagem simples, mas clara. Percebe-se, nos olhos, que sente aquilo que diz. Apesar da idade, disse ter encarado com grande naturalidade o divórcio. "Foi um alívio, porque ele não merecia que eu fosse mulher dele. Disse-lhe isso no tribunal e ele nem respondeu", afirmou. Entre sorrisos, e uma franca gargalhada, admitiu que, mal regressou a Amarante "foi logo tratar da actualização do Bilhete de Identidade". A idosa é analfabeta, mas - sublinhou - sabe fazer contas. "Não sei não ler, mas tenho pena de não saber. Mas digo-lhe que nas contas nunca me enganei", garantiu. Os poucos habitantes que restam em Canadelo, na maioria idosos, apreciam a maneira de ser de Maria Custódia. "É a alegria da aldeia", destaca o presidente da Junta, Manuel Claro.

DANÇAR AOS 100 ANOS. Hoje Maria Custódia enfrenta mais um momento difícil. Com um rendimento pouco superior a 20'0 euros por mês, os proprietários da pequena casa que habita sozinha querem que deixe o espaço. "Mas eu não tenho para onde ir", lamenta-se Maria Custódia, enquanto se queixa que o dono da casa até a electricidade lhe cortou. Utiliza velas para iluminar a habitação à noite e nem sequer pode ligar o pequeno frigorífico para conservar os alimentos.

O presidente da Junta garante que a idosa vive numa situação muito precária, precisando da ajuda para sobreviver. Apesar da insistência, recusou-se, por confessada vergonha, a mostrar onde vive. Sente-se muito amargurada e apenas pede que a ajudem a arranjar um espaço onde viver com algum conforto. "Ficava muito feliz se me arranjassem uma casinha", disse a idosa, segurando carinhosamente o braço do jornalista, nele fixando o olhar, num silêncio só perturbado pelo ressoar afastado do rio Olo. Falou também do quanto gostava de chegar aos 100 anos. "Se conseguisse havia de dançar muito nesse dia", prometeu.
Mais...

In Revista Mais – Diário de Notícias

Acho que o presidente da Junta em vez de falar e mandar postas de pescada devia era ter feito alguma coisa, nomeadamente arranjar uma casa para a senhora que com 94 anos merecia melhores condições.

Tenho a certeza se fosse na minha terra (a Madeira) o Dr. Alberto João Jardim (mesmo sem ser socialista) teria resolvido esta situação.

Prevenção!

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Desde que estou na República da Irlanda já vi passar na televisão algumas publicidades de segurança na estrada e são muito impressionantes. Acho que Portugal devia apostar em publicidades destas que chocam as pessoas e pelo medo e receio os portugueses iam-se começar a respeitar nas estradas.

Veja-se:

Esta publicidade é aquela que neste momento anda a rodar nas televisões irlandesas, repare-se nas consequências que poderá ter a “pressa”…


Esta passava por altura do Verão e Outuno e para prevenir as altas velocidades, não uso do cinto de segurança e o álcool na condução, é impressionante:


E finalmente esta passou na altura do Natal e Janeiro, veja-se:


Porra, que se tenha atenção a conduzir, isto pode acontecer a todos. Tome-se consciência. Não é por nada que muitas empresas de rent-car não alugam carros a portugueses, espanhóis e italianos com menos de 31 anos. Precisa-se de publicidades destas.
Acho que um blogue deverá ter uma componente educativa, é importante que todos vejam os vídeos. Não custa nada ver o vídeo, como não custa nada conduzir direitinho, se todos fizermos isso, vamos caminhar para ser um país evoluído. Não é só o Governo que tem que mudar, as pessoas têm que mudar de atitude perante diversas situações, e esta é uma delas.


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'master Giger'


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O país do faz de conta

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Hoje, naqueles dias prolongados do "jour-de-lenteur", passei pela F.I.L., para ver o típico espectáculo do faz-de-conta nacional. É público que eu eu não percebo nada de carros, mas percebo perfeitamente que uma gaja enfiada em cima do "capot" de um carro é para tentar vender gato por lebre. Se fosse a minha amiga "Laura", aproveitava já para fazer uma escandaleira e era elementar: bastava dizer ao labrego-só-sorrisos do pavilhão, das duas, três: "olhe, quero o carro e a gaja"; "olhe, levo o carro e quero que me troque a gaja por uma atençãozinha no preço, ou, pior ainda, "levo a gaja e o carro não me interessa".
Portugal move-se em redor disto: Carros, Futebol e Gajas, e hoje era dia de plena assunção nacionalista, já que vinha tudo ao mesmo tempo, num pacote simplificado.
Eu costumo sentir-me mal nestes momentos, tanto que o carro de que mais gostei -- e eu não gosto de carros -- era cereja, e tinha, em cima, uma tronchuda que não valia um caracol, e não compreendo como se podem levar tantas horas de minúcia de "design", tanto estudo aerodinâmico, tanta engenharia mecânica de ostentação e economia, para depois enfiar em cima... aquilo. É suposto que a Natureza, no seu "Intelligent Design" -- teoria de que sou fervoroso adepto, desde que vi a Manuela Ferreira Leite, os lindos olhos de Mariano Gago e a Inês Pedrosa -- nunca devesse ter criado um obscuro objecto de desejo com bigode, celulite e uns cms a mais naquelas célebres medidas das "passerelles". Acontece que o Português médio é insensível a isso, como a tudo: para ele, uma mulher são duas mamas, sem volante, com um buraco, e, de preferência, com um grande cu: o bigode, obviamente, não conta, e não estou bem a ver os engenheiros daquele espantoso Alfa-Romeu a colocarem, sequer, a hipótese do modelo ter buço, mas isso para o Português não interessa, porque o Português de Lineu acaba por nunca perceber o que está a acontecer, nem é sensível ao que o rodeia: quando Neanderthal terminou, não deu por nada, e casou-se com Cro-Magnon, dando origem aos lindos espécimes que nos rodeiam; quando o outro bateu na mãe, não percebeu o que estava a acontecer, e pensou que eram só umas assinaturas, um chamar "cabrões" aos gajos do lado de lá da fronteira, e toca a andar; quando houve umas Rainhas enfiadas na cama com Espanhóis, acharam natural, já que o sonho de qualquer Português "d'époque", antes da maré das Brasileiras e das Pretas, era ter uma; quando D. Sebastião agarrou na tralha toda e vou para Alcácer-Quibir, toda a gente achou natural, e depois apanhou com os Filipes em cima; quando puseram uma mulher-a-dias como Rainha, dizendo que mais valia ser Rainha um só dia do que mulher-a-dias em forma de Duquesa toda a vida, também acharam que fosse um fenómeno natural; quando veio a Revoluçao Francesa, não perceberam nada, e acharam que era mais um pretexto para a Carlota Joaquina arranjar homens, e meteram os tarecos todos nuns navios semi-naufragados, e foram para o Rio de Janeiro, tentar conquistar o Uruguai; depois, mataram um Rei, e acharam que era uma coisa que só estava destinada a vir nas capas de revista; apanharam logo com uma Ditadura em cima, durante 48 anos, e pensaram que aquilo não era com eles, desde que ainda houvesse uma côdeazinha de pão, e um copinho de vinho; quando veio o 25 de Abril, ninguém percebeu o que estava a acontecer e os tanques até paravam nos semáforos vermelhos (!), porque o respeitinho é uma coisa muito boa; quando deixaram as colónias ao deus-dará pensaram que era um bocado como um divórcio, e depois até iam arranjar uma "gaja-mais-boa", para as substituir; quando Cavaco fez a P.A.C. -- um tal de Arlindo, se bem me lembro, que a vendeu em troca de 80 milhões de contos, e quer agora desfazê-la, porque parece que Bilderberg, com os bancos a especular no preço da Alimentação, nos vai fazer regredir até ao estado do arado e da charrua, e de roer cenouras e enfardar batatas -- toda a gente não percebeu o que tinha acontecido. Ele vai agora tentar explicar aos jovens, duvido é que eles entendam...; quando foram sendo assinados todos os tratados que tornaram Portugal uma zona ainda mais periférica da Europa, toda a gente achou natural, desde que houvesse carros, Futebol e gajas, até que, de repente, de há meia dúzia de anos para cá, quando começaram a perder os empregos, a ver os salários em plena derrapagem, a Corrupção a ferver, como uma panela de pressão, os Fundos Comunitários a esvaírem-se, e todos os males a baterem à porta, subitamente, tiveram ataques de sonambolismo, e toca de começar a votar no partido do lado, para fugir com o rabo à seringa: assim, fugimos do Cavaco, para cair nos braços do Guterres -- que nem era mau gajo, mas tinha uma corte sinistra --; depois, fugiram do Guterres, para cair no País da Tanga, do "Cherne"; depois, deram o golpe do baú, e foram-se entregar, em forma de rendição incondicional, nas mãos da pior coisa que Portugal já produziu.
Quanto ao P.S.D. sou eu que não percebo nada: só vejo um camafeu, o Santana, em regime de paródia, e até lamento que, paródia por paródia, finalmente não ponham o Alberto João, para usar aquela boca gordurosa e desbocada, a insultar os "cont'nentais". A mim, pode insultar de tudo, porque adoro a adrenalina dos insultos, e acho que fazem falta no nível político a que chegámos. Infelizmente, para o ano, é esta nau desgovernada que vai ter de mudar as velas, se velas ainda houver, ou se não andarmos já no regime forçado das galés, 24 horas por dia de remo, como prevê o Novo Código de Trabalho.
(edição em forma de tripé de pitonisa no "A Sinistra Ministra", o "KLANDESTINO" e "The Braganza Mothers" - prometo que, com tempo, e quando o Braganza já estiver firme, farei textos diversos para cada um )

Uma enorme máquina diplomática, tipo a Embaixada de Leão X, já está em marcha para proteger a pureza McCann. Imagine se fosse consigo...


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Leia AQUI

Voltando à vaca fria...

Nunca fui grande coisa mas a rapaziada até gosta de mim!

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Ao 2º Dia, "The Braganza Mothers" é como a Lógica da Corrupção do Betão: já destruiu o litoral todo...


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sábado, 26 de abril de 2008

A perversão total dos organismos do Estado

Parece que a ASAE, organismo que eu respeito em muitos aspectos porque defende os meus direitos e controla o cumprimento das normas por parte dos agentes económicos, anda agora a funcionar por objectivos. Ora, se me permitem, isto é uma autêntica PIDEzição dos organismos do Estado. Porque pressupõe que o Estado sabe de antemão quantos infractores existem, quantos agentes económicos, em cada ramo de actividade e em cada região, não cumprem as regras.
Uma lógica destas, aplicada às forças policiais (PJ, PSP, GNR), seria perfeitamente aberrante num Estado de Direito. Seria bonito se a Direcção da PJ definisse objectivos por inspector e por região: cada inspector deve prender X pedófilos, N ladrões, K violadores, Y corruptos. É óbvio que uma política destas não estaria longe das lógicas de actuação da PIDE, pois os objectivos já estavam definidos à priori, sendo irrelevante se, em cada região, existisse ou não esse número de criminosos.
Mas é isto que o Estado acha que deve fazer na inspeção das actividades económicas. E eu acho que isto é subverter por completo a lógica de actuação de um Estado que se diz de Direito.

Ver notícia AQUI! e AQUI!

Renascer

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Para o meu primeiro post neste renascer do Bragança, isto é The Braganza Mother não há nada como falar do nascimento mais complicado que Portugal teve.

Trata-se de um aborto, isto é deste senhor que coordena Portugal por caminhos da ruína e amargura. Que se poderá dizer dele? Ficaria horas e horas a escrever infindáveis letras e palavras que nada quereriam dizer, já que a propaganda socialista que está nas rádios, nas televisões e na Internet escreveriam outras infindáveis brochuras (e não broches) que fariam deste o D. Sebastião que nunca chegou. Por isso… Como ontem foi o 1.º dia deste maravilhoso blog, há que dar os parabéns a todos os que conseguem contribuir para existência deste blog. Em especial ao Arrebenta e à Joana Dalila.

Ao Arrebenta é fácil, por todos os maravilhosos textos que nos brinda e por fazer a coordenação entre todos.

À Joana Dalila por eu andar sempre a chateá-la para rever os meus textos e por ser comunista, daquelas que anda sempre com o PCP e acaba qualquer frase com: “Avante camarada…” É claro que estou a ser irónico, e ela verá milhares ou milhares de milhões de erros de sintaxe neste post e depois irá dizer que me espanca.

Para acabar este post, pois não ando com paciência de escrever muito, há que dizer que espero sinceramente que o Dr. Alberto João Jardim seja o próximo líder do PSD para ser um verdadeiro Homem (sim com H maiúsculo e nada de ser o Santana nem a Leite) a enfrentar aquele que outrora se aconchegava no colo do Diogo Infante.

Como diria o Herman na sua enciclopédia “The Braganza Mother” que traduzindo para português: As mães de Bragança…

Viva às “mamãs de Bragança”!


Poemas da Servidão

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Renascer

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Fica sempre uma sensação estranha: em 3 anos, já sigo no meu quarto blogue. "The Great Portuguese Disaster" desapareceu, no dia da eleição de Cavaco Silva: era um blogue finito, e eleitoral, e esgotou-se no acto da votação. Seguiu-se o primeiro "The Braganzzzzza Mothers", que representou uma real rotura com uma certa pasmaceira blogosférica, e acabou num acto de horríveis sequelas, que jamais descobriremos, na sua inteira polifonia.
"As Vicentinas de Braganza" foram o resultado de um momento de desânimo, e já era minha intenção, no 1º aniversário da sua fundação, que a equipa voltasse a vestir a camisola que a celebrizou. A vida dá estranhas voltas, e, por vezes, os que, por nós, só conseguem nutrir negatividade acabam por nos favorecer, pelo que reabrimos, dia 25 de Abril, em parto prematuro, as oportuno.
Não é mau, é só uma sensação estranha: eu, abaixo assinado "Arrebenta", não passo de uma mera ficção literária e blogosférica. Várias vezes, pela noite dentro, e pelo mar afora, me questionei sobre quando se cumprirá a minha missão. Aparentemente, criei uma figura com uma aura mítica. A fama é-me indiferente, já que sou tímido, discreto e odeio o estrelato, mas compreendo o carácter de catarse que possa assumir a Escrita, e a Escrita é o começo da História, ou seja, da Tradição que se comunica por signos. Não sei quando terminará "The Braganza Mothers", nem qual o destino do... "Arrebenta".
Há três meses, ao inaugurar-se o ano que antecede as Eleições, pensei que o nosso horizonte de legitimidade fossem as próximas Legislativas: com uma vitória, altamente provável, de Sócrates e de todo o Sistema sinistro que representa, objectivamente teremos de admitir que falhámos, e reflectir, em conjunto, se valerá a pena continuar.
Talvez, nesse dia, por curioso que pareça, o "Arrebenta" se reforme, o mesmo "Arrebenta" que já fez a vida negra ao Governo do "Cherne", que picou as picardias de Guterres, que alterou, de vez, o clima amorfo que se vivia nas caixas de comentários do "Expresso on-line", o "Arrebenta", que não largou as canelas da fraude incarnada por Sócrates, e por aí fora. Convidaram-me para mais blogues, e aceitei, e só não aceitei para mais, porque não sou do género... honorífico. Por outro lado, não sei se terei tempo, nem paciência, para uma Segunda Maioria, ou uma palhaçada em forma de P.S.D., que se lhe suceda. Será um assunto para pebliscitar e eu aceitarei o resultado do oportuno Plebiscito.
Gostaria de ter contribuído para um Portugal melhor, aquele Portugal onde a Revolução dos Cravos não conseguiu penetrar na Máquina da Justiça, nem impedir que os muitos informadores da P.I.D.E. continuassem a ser informadores dos novos sistemas de denúncia e cobardia implantados. Aparentemente, falhado em tudo, sei que me tornei an companhia das noites de muito boas pessoas, que, atenta, e reverentemente, sentem melhoradas as suas vidas no humor, no acintoso e no certeiro do que escrevo.
É o meu único salário, e agradeço-lhes, sinceramente.
Hoje, parece, Cavaco estava muito indignado com a ignorância dos jovens sobre o 25 de Abril. Eu fico mais indignado com a ignorância dos jovens sobre Cavaco, mas cada um na sua: Democracia é mesmo isso.
Talvez tenha sido um sinal, mas as sombras que aí vêem pouco se compadecem com esse tipo de sinais.
A luta continua, mas não sei quanto mais tempo durará o cenário dessa luta.
De qualquer modo, obrigado pela atenção.
( Edição tripé, no "A Sinistra Ministra", o "KLANDESTINO" e "The Braganza Mothers" )

Twingly

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Anarquia


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Leia no "SOL"

Pequeno resumo da Bíblia dos energúmenos de Bilderberg

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Os Protocolos dos Sábios de Sião (pequeno resumo)

1. O controle do dinheiro

[...] O controle das nações será assegurado pela criação de gigantescos monopólios privados que serão os depositários de imensas riquezas das quais dependerão até os gojim (não judeus). [...]
[...] É assim que, no dia seguinte a uma catástrofe política, verá seu aniquilamento ao mesmo tempo que o do crédito concedido aos Estados. [...]
[...] Crises económicas atingirão os Estados inimigos, subtraindo-lhes o dinheiro colocado em circulação. A acumulação de grandes capitais privados é assim subtraída ao Estado; este último será obrigado a dirigir-se a nós para pedir empréstimos desses mesmos capitais. Esses empréstimos concedidos com juros serão uma carga para os Estados, que se tornarão escravos, sem vontade própria. Eles dirigir-se-ão aos nossos banqueiros para pedir-lhes esmola ao invés de exigir impostos do povo. Os empréstimos estrangeiros são como sanguessugas, não há nenhuma possibilidade de tirá-los do corpo do Estado, pois essas dívidas só poderão ser saldadas ou ser rejeitadas pelo próprio Estado. Entretanto, os Estados gojim não os rejeitarão, eles farão sempre mais, o que os levará a um fim inexorável. As dívidas do Estado tornarão os homens de Estado corruptíveis, o que os deixará cada vez mais à nossa mercê. [...]

Observação sobre a situação actual:

As dívidas dos Estados, dos Länder e das comunidades na Alemanha somavam em 1992 a totalidade de 1.300 biliões de marcos alemães.

2. O controle da imprensa

[...] Procederemos da seguinte forma com a imprensa:
Seu papel é o de excitar e inflamar as paixões entre o povo [...] e o público está muito longe de poder imaginar quem é o primeiro beneficiário da imprensa. [...]
Entre todos os jornais, haverá também quem nos atacará, mas como somos os fundadores desses jornais, seus ataques se dirigirão exclusivamente sobre os pontos que lhes teremos determinado com antecedência. [...]
[...] Nenhuma notícia será publicada sem antes ter recebido nossa aprovação. O que desde agora acontece, pois todas as notícias do mundo são reagrupadas somente em algumas agências. Essas agências, estando sob nosso controle, só publicam o que aprovarmos. [...]
[...] Nossos jornais serão de todas as tendências, aristocráticos, socialistas, republicanos, às vezes mesmo anarquistas, enquanto existirem Constituições. [...]
[...] Esses idiotas que acreditarem que o texto de um jornal reflecte sua própria opinião nada fazem, na realidade, a não ser repetir nossa opinião ou aquela que desejamos ver exprimida. [...]

Observação sobre a situação actual:

Quase todas as agências de informação do mundo já estão controladas pela “Comissão Trilateral” e o “CFR” (Council on Foreign Relations), estando os dois estreitamente ligados (explicarei outro dia o que são essas organizações).

3. A extensão do poder

[...] Seremos para o público, o amigo de todos.
[...] Nós apoiaremos todos, anarquistas, comunistas, fascistas e particularmente os operários. Ganharemos a sua confiança e eles se tornarão assim, para nós, um instrumento muito útil. [...]

páginas 61/62/63

4. O controle da fé

[...]É preciso que destruamos a fé, que arranquemos do espírito dos cristãos o próprio princípio da Divindade e do Espírito, a fim de substituí-lo pelos cálculos e pelas necessidades materiais. [...]
[...] Para que os espíritos dos cristãos não tenham tempo de raciocinar e observar, é necessário distraí-los pela indústria e pelo comércio. Desse modo, todas as nações procurarão suas vantagens e, lutando cada uma pelos seus interesses, não notarão o inimigo comum. Mas para que a liberdade possa, assim, desagregar e destruir completamente a sociedade dos cristãos, é preciso fazer da especulação a base da indústria. Desta forma, nenhuma das riquezas que a indústria tirar da terra ficará nas mãos dos industriais, mas serão sorvidas pela especulação, isto é, cairão nas nossas mãos. [...]

5. O meio com o qual provocar a confusão nos espíritos

[...] Para ter domínio sobre a opinião pública, é preciso levar o povo a um certo nível de confusão. [...]
[...] A imprensa será uma boa ferramenta para oferecer aos homens tantas opiniões diferentes quantas as necessárias, de modo a que eles perderão qualquer visão global e se perderão, a si próprios, no labirinto das informações. [...]
[...] Assim, eles chegarão à conclusão que o melhor é não ter opinião e seguir os seus líderes. [...]

6. A aspiração ao luxo

[...] Para acelerar a ruína da indústria dos gojim nós suscitaremos neles uma grande sede de luxo. O comum dos mortais não terá, entretanto, o prazer disso, pois faremos com que os preços sejam cada vez mais altos. Assim, os trabalhadores deverão trabalhar mais do que antes para satisfazer seus desejos e ficarão presos na armadilha do sistema antes de ter podido identificá-lo. [...]

7. A política utilizada como instrumento

[...] Destilando um sopro de liberalismo nos órgãos de Estado, nós modificaremos todo o seu aspecto político. [...]
[...] Uma constituição nada mais é do que uma grande escola de discórdias, de mal-entendidos, de discussões, em resumo, uma escola de tudo o que serve para falsear as administrações do Estado. [...]
[...] Na “época das repúblicas”, substituiremos os dirigentes por uma caricatura de governo com um Presidente eleito pelas nossas marionetas e nossos escravos, que são o povo. [...]
[...] As eleições serão, para nós, um meio de chegar ao trono do mundo, sempre fazendo crer ao modesto cidadão que ele contribui para melhorar o Estado com a sua participação nas mesmas e com a sua adesão ao sistema partidário. [...]
[...] Ao mesmo tempo, reduziremos a nada o impacto da família na sua acção educativa. Faremos tudo
para impedir o surgimento de personalidades independentes carismáticas que se nos oponham. [...]
[...] É excelente deixar um povo governar-se a si próprio durante algum tempo (a democracia) para que ele se transforme, com esta nossa maneira de actuar, numa população rica em caos. [...]
[...] O poder da população é uma força cega, absurda, irracional, jogada sem cessar da direita para a esquerda. Mas um cego não pode conduzir outro sem cair no precipício. Somente aqueles que, desde o seu nascimento, foram educados para se tornarem soberanos independentes poderão ter a compreensão daquilo que é a política. [...]
[...] Nosso sucesso, no tratamento com os homens de que necessitamos, será facilitado pelo nosso modo de apelar sempre ao lado mais sensível da natureza humana, isto é, a ambição, a paixão e a sede insaciável de bens físicos e materiais. [...]

8. O controle da alimentação

[...] Nosso poder reside também na penúria permanente da alimentação. Faremos parecer que o capital tem o direito de exigir, cada vez mais, dos trabalhadores, o que permite ter sobre eles um controle muito mais seguro do que o que teria sobre eles a nobreza com o seu rei. [...]
[...] Controlaremos muito melhor as massas através da inveja e do ódio que disso resulta. [...]
[...] Como todo o proprietário rural pode ser um perigo para nós, pois ele pode querer tornar-se auto-suficiente, torna-se necessário, a todo o custo, privá-lo de suas terras. O meio mais seguro para se alcançar isso é aumentar os encargos rurais e encher de dívidas os seus proprietários. [...]

9. O papel da guerra

[...] Fomentaremos a rivalidade entre todas as forças, para impelir aqueles que têm sede de poder a abusar do mesmo. É preciso fomentar as dissensões e as inimizades por toda a Europa e por intermédio da Europa em outras partes da Terra. [...]

páginas 63/64/65/66

[...] É preciso que sejamos capazes de aniquilar toda a oposição, provocando guerras com os países vizinhos. No caso desses vizinhos ousarem enfrentar-nos, é preciso responder-lhes com uma guerra a nível geral. [...]

10. O controle por meio da educação

[...] Não incitaremos os gojim a obter aplicações práticas da sua observação imparcial da história mas convidá-los-emos a obter algumas reflexões teóricas, sem fazer relações críticas sobre os acontecimentos que se seguirão. [...]
[...] Neste jogo, torna-se necessário convencê-los que a coisa principal é aceitar as necessidades da ciência. [...]
[...] Tendo isso em conta, não pararemos de lhes criar uma confiança cega nas teorias científicas e os jornais auxiliar-nos-ão, muito bem, quanto a isso. Assim, os intelectuais entre os gojim não pararão de se gabar dos seus conhecimentos científicos. [...]
[...] O povo perderá, cada vez mais, o hábito de pensar por si mesmo e de formar sua própria opinião, ele acabará por pronunciar as palavras que desejarmos ouvir pronunciadas. [...]

Comentário: Citação de William Cooper: They just tell you, what they want you to know (Eles apenas vos dirão aquilo que eles querem que vós saibais!).

11. O controle das lojas franco-maçónicas

[...] Criaremos em todos os países da Terra lojas franco-maçónicas, nós as multiplicaremos e atrairemos até nós as personalidades que nelas mais se destacarem. [...]
[...] Colocaremos todas essas lojas sob o domínio da nossa administração central que somente nós conhecemos e que os outros ignoram completamente.
[...] Quem, ou o que é que pode vencer um poder invisível? Eis aí onde se encontra o nosso poder. A franco-maçonaria gojim serve-nos de cobertura sem o saber.
Mas o nosso plano de acção continuará sendo um segredo para todo o povo e mesmo para a restante confraria. [...]

12. A morte

[...] A morte é o fim inevitável para todos, por consequência, torna-se necessário conduzir para ela todos os que são um obstáculo para “nós”.

Após ter elaborado esse projecto para dominar a economia mundial (a “Nova Ordem Mundial” = “Novus Ordo Seclorum”), o banco Rothschild teria encarregue o judeu bávaro Adam Weishaupt de fundar a “Ordem Secreta dos Iluminados da Baviera”, as famosas eminências pardas conhecidas por “Illuminati”.

Alba



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Uma entrevista sobre blogues

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Acabámos de receber um prémio do "Democracia em Portugal": nada mau, para um primeiro dia...


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Carta de uma inútil a um cancro "cultural" e político, chamado Miguel Sousa Tavares


"A inútil"escreveu assim a Miguel de Sousa Tavares :

"Sobre os Professores

É do conhecimento público que o senhor Miguel de Sousa Tavares considerou 'os professores os inúteis mais bem pagos deste país.' Espantar-me-ia uma afirmação tão generalista e imoral, não conhecesse já outras afirmações que não diferem muito desta, quer na forma, quer na índole. Não lhe parece que há inúteis, que fazem coisas inúteis e escrevem coisas inúteis, que são pagos a peso de ouro? Não lhe parece que deveria ter dirigido as suas aberrações a gente que, neste deprimente país, tem mais do que uma sinecura e assim enche os bolsos? Não será esse o seu caso? O que escreveu é um atentado à cultura portuguesa, à educação e aos seus intervenientes, alunos e professores. Alunos e professores de ontem e de hoje, porque eu já fui aluna, logo de 'inúteis', como o senhor também terá sido. Ou pensa hoje de forma diferente para estar de acordo com o sistema?


O senhor tem filhos? – a minha ignorância a este respeito deve-se ao facto de não ser muito dada a ler revistas cor-de-rosa. Se os tem, e se estudam, teve, por acaso, a frontalidade de encarar os seus professores e dizer-lhes que 'são os inúteis mais bem pagos do país.'? Não me parece… Estudam os seus filhos em escolas públicas ou privadas? É que a coisa muda de figura!

Há escolas privadas onde se pagam substancialmente as notas dos alunos, que os professores 'inúteis' são obrigados a atribuir. A alarvidade que escreveu, além de ser insultuosa, revela muita ignorância em relação à educação e ao ensino. E, quem é ignorante, não deve julgar sem conhecimento de causa. Sei que é escritor, porém nunca li qualquer livro seu, por isso não emito julgamentos sobre aquilo que desconheço. Entende ou quer que a professora explique de novo?


Sou professora de Português com imenso prazer. Oxalá nunca nenhuma das suas obras venha a integrar os programas da disciplina, pois acredito que nenhum dos 'inúteis' a que se referiu a leccionasse com prazer. Com prazer e paixão tenho leccionado, ao longo dos meus vinte e sete anos de serviço, a obra de sua mãe, Sophia de Mello Breyner Andersen, que reverencio. O senhor é a prova inequívoca que nem sempre uma sã e bela árvore dá são e belo fruto. Tenho dificuldade em interiorizar que tenha sido ela quem o ensinou a escrever. A sua ilustre mãe era uma humanista convicta. Que pena não ter interiorizado essa lição! A lição do humanismo que não julga sem provas! Já visitou, por acaso, alguma escola pública? Já se deu ao trabalho de ler, com atenção, o documento sobre a avaliação dos professores? Não, claro que não. É mais cómodo fazer afirmações bombásticas, que agitem, no mau sentido, a opinião pública, para assim se auto-publicitar.

Sei que, num jornal desportivo, escreve, de vez em quando, umas crónicas e que defende muito bem o seu clube. Alguma vez lhe ocorreu, quando o seu clube perde, com clubes da terceira divisão, escrever que 'os jogadores de futebol são os inúteis mais bem pagos do país.'? Alguma vez lhe ocorreu escrever que há dirigentes desportivos que 'são os inúteis' mais protegidos do país? Presumo que não, e não tenho qualquer dúvida de que deve entender mais de futebol do que de Educação. Alguma vez lhe ocorreu escrever que os advogados 'são os inúteis mais bem pagos do país'? Ou os políticos? Não, acredito que não, embora também não tenha dúvidas de que deve estar mais familiarizado com essas áreas. Não tenho nada contra os jogadores de futebol, nada contra os dirigentes desportivos, nada contra os advogados. Porque não são eles que me impedem de exercer, com dignidade, a minha profissão. Tenho sim contra os políticos arrogantes, prepotentes, desumanos e inúteis, que querem fazer da educação o caixote do (falso) sucesso para posterior envio para a Europa e para o mundo. Tenho contra pseudo-jornalistas, como o senhor, que são, juntamente com os políticos, 'os inúteis mais bem pagos do país', que se arvoram em salvadores da pátria, quando o que lhes interessa é o seu próprio umbigo.


Assim sendo, sr. Miguel de Sousa Tavares, informe-se, que a informaçãozinha é bem necessária antes de 'escrevinhar' alarvices sobre quem dá a este país, além de grandes lições nas aulas, a alunos que são a razão de ser do professor, lições de democracia ao país. Mas o senhor não entende! Para si, democracia deve ser estar do lado de quem convém.

Por isso, não posso deixar de lhe transmitir uma mensagem com que termina um texto da sua sábia mãe: 'Perdoai-lhes, Senhor

Porque eles sabem o que fazem.'

Ana Maria Gomes


Escola Secundária de Barcelos"

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Recuerdos


sexta-feira, 25 de abril de 2008

A New Braganza Mothers


25 de Abril



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By KAOS

LAMENTO DA NINFA

Lamento da Ninfa - Claudio Monteverdi - Jordi Savall

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Não saíra com ninguém desde que regressara ali, nem tinha encontrado ninguém que lhe interessasse, mesmo remotamente. A culpa era sua, sabia bem. Havia algo que mantinha uma distância entre ele e qualquer mulher que começasse a aproximar-se, algo que ele não tinha a certeza de conseguir mudar ainda que tentasse. E às vezes, nos momentos imediatamente anteriores à chegada do sono, perguntava-se se estaria destinado a ficar só para sempre.

O Diário da Nossa Paixão, Nicholas Sparks (dos piores livros que já li)

Solidão - Paranóia

Paranóia - Obcessão

Obcessão - Doença

Doença - Medusa

Medusa - Fim

Welcome to the Brave New World.

Nada mau, para um primeiro dia de Braganza Mothers


Les larmes blanches

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"Au revoir ici, n'importe où. Conscrits du bon vouloir, nous aurons la philosophie féroce; ignorants pour la science, roués pour le confort; la crevaison pour le monde qui va. C'est la vraie marche. En avant, route!"

Jean-Arthur Rimbaud


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Quadrado branco sobre fundo branco


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