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sexta-feira, 20 de junho de 2008

Vai arrancar o Congresso do PSD: vamos lá estar em força, para acompanhar a evolução na continuidade


Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas

Leya AQUI

terça-feira, 17 de junho de 2008

Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas

José Dias Ferreira, bisavô da nova líder do PSD, foi ministro da Educação - Manuela Ferreira Leite também; foi ministro das Finanças - ela também; e foi presidente do Conselho - e aí vamos ter que esperar um ano para ver.

Esta similitude espanta, mas não excessivamente. Portugal é um país muito pequeno.

Tão pequeno que, em 1892, se juntaram no mesmo governo os antepassados de Manuela Ferreira Leite, de Joaquim Ferreira do Amaral (antigo ministro de Cavaco Silva) e de Guilherme d'Oliveira Martins (antigo ministro das Finanças e actual presidente do tribunal de Contas).

O bisavô de Manuela Ferreira Leite dizia que a política era como "um molho de bróculos". E, de facto, um séculos depois o molho é diferente, mas os bróculos são os mesmos.

Sábado, Miguel Pinheiro

segunda-feira, 2 de junho de 2008

O Pesadelo de Gerôncio

Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas
Imagem do KAOS
Como já várias vezes disse, ando numa fase de fazer pouquíssimo humor. O humor faz-se quando não nos arriscamos a ir ao fundo com ele, e estamos, precisamente, nessa fase de barco e ratos irem parar, em bloco, à cova lodosa desta plataforma continental da Cauda da Europa.
Algures, aí para baixo, o quink644 diz que Sócrates e Ferreira Leite seria o pior cenário possível. É possível, mas nunca pratiquei bruxaria para tentar analisar, a fundo, todos os outros, portanto, vamos ficar com essa tirada do quink, e imaginar que anda no ar o fedor do Centrão.
Todavia, há uma centelha positiva, e vamos a ela: pela primeira vez, na História do Portugal Recente, existe uma mulher que assume a chefia de um partido proeminente, e de aqui, da bancada da mais profunda oposição, lhe dou, a ela, e ao P.S.D., os sinceros parabéns. A seu modo há, nesta eleição, uma pedrada no charco, só que o charco ainda é o Pântano do Guterres, mas depois de mais meia década de apodrecimento. Qualquer dia, só aqui sobreviverão aqueles vermes das profundezas, sem olhos, olfacto ou paladar, e que funcionam por apalpão, salvo seja.
O segundo ponto positivo é que quem convida para jantar deve pagar o jantar, e Ferreira Leite, mediana, canhota, somítica e sem qualquer aspiração a altos voos, foi a inventora do desastre recente português, melhor, não do desastre, mas do seu tornar público. É a Madona do "Deficit", a Nossa Senhora do País de Tanga, e a Poupadinha do Colchão: tivesse umas botas, um chapéu, e uma coisinha murcha pendurada entre as pernas, e seria a Maior Portuguesa de Sempre, a Vacona de Santa Comba Dona.
Para o Cavaco, que, quando ainda não estava senil, lhe deu o justo chuto no cu, que merece qualquer incompetência financeira -- e, logo a seguir, a Pasta da Educação, a única que... não, uma das duas únicas, a par com a da Cultura, que pode ser ocupada por qualquer um -- esse mesmo Cavaco, que já não aguenta as águas entre os dois extremos do Palácio de Belém, e teve de mandar construir um mijadouro a meio, não fosse pingar-se todo pelas calças de manequim dos anos 50 da Rua dos Fanqueiros abaixo, esse mesmo Cavaco apadrinhou-a, de novo. Há uma fase na nossa vida, em que desaparecidas todas as grandes figuras do regimento, os bêbedos, aos pares, amparam-se, pelas esquinas, a contar velhas histórias, de peixes de 50 quilos, e de gajas que davam umas baldas, e coisas afins.
A esta hora, entre dois copitos de moscatel, o Aníbal da Bomba e a Bruxa do P.S.D., que parece uma daquelas múmias incas, empalhadas, mas com um chuto nas nalgas, para endireitar as espondiloses e fingir que está de pé, devem estar a rememorar o glorioso passado em que fizeram ir pelo cano abaixo os Fundos Estruturais, os dinheiros das Privatizações, e os Orçamentos Assim-Assim, em que a gaja se enganava toda nas vírgulas e nos zeros, e nós mergulhámos nos maiores "deficits-ever", da Cauda da Europa. Felizmente que a memória é curta, em Portugal, excepto para os golos do Quaresma.
Dizia-me o Paulo Pedroso que, para o bem e para o mal, mais de esquerda, ou mais de direita, todos os governos desta terra estéril tinham sido keynesianistas, ao que lhe obstei que até era verdade, só com a pequena ressalva de que o keynesianismo clássico pressupunha um saudável desequilíbrio deficitário, como função de motor de desenvolvimento. O Keynesianismo Português, como não podia deixar de ser, acabou em carros de brutas cilindradas, em salários chorudos para administradores incompetentes e respectivos gabinetes de amantes de todos os sexos, ou em puro desfalque do Erário Público, mas, pronto, contas feitas, também fomos keynesianistas, assim como também fomos à Lua, através daquela bandeira americana que lá ficou, feita pelas hábeis mãos analfabetas das bordadeiras lusitanas, que cantavam as janeiras, enquanto desenhavam as estrelas da Federação.
No meio disto tudo, só me apetece dizer palavrões. Há uma cor, que creio ser a pior de todas, que a é a cor do burro quando foge. Chegámos, em política, ao cromatismo do Burro quando foge, ou seja, nunca se viu, que me lembre, cenário tão pardo.
Quanto ao Zé Povinho, coitado, já tinha uma Oposição à sua Felicidade, chamada José Sócrates. Com a eleição de Ferreira Leite, passou a ter duas oposições, em simultâneo. Somos um povo de sorte, e até nisso somos diferentes, vá, meninos, toca de ir a Fátima acender uma velinha, que vos saiu, ao mesmo tempo, a Sorte Grande e a Aproximação...
(Quadrado editado no "Arrebenta-Sol", no "Democracia em Portugal", no "KLANDESTINO", e no "The Braganza Mothers" )

domingo, 1 de junho de 2008

Quem espera sempre alcança: basta poupar nos cremes depilatórios...


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Dedicado à Kaotica, autora da imagem e uma visionária, cof, cof, cof...

Boicote à GALP, à BP e...

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By KAOS
Dedicado à Moriae, que está doentinha
Hoje, vinha aqui fazer tudo, menos escrever, mas a vida é mesmo assim. A tarde foi passada na Feira do Livro, a tentar não passar por aquela merda da "Leya", até que descobri uma coisa tão má que não percebi o que era: pois era a "Leya". A "Leya" é uma espécie de "self-service", onde as pessoas não entram, e que parece o Pavilhão do "Livro do Dia", onde as pessoas vão procurar as pechinchas. Como tudo, em Portugal, tentou-se dar um ar de... "requinte", mas o nosso requinte nunca consegue passar das carruagens de terceira classe, no Reino da Dinamarca. Estavam uns palhaços, que não percebi se era a Teté, a fingir que ler Saramago era a mesma coisa que falar "blhabadubálhá", e umas criancinhas, com ar de atrasadas mentais, a olharem para aquilo, e os pais a morfarem algodão doce cor-de-rosa, uma coisa nojenta. Os seguranças estavam ali, para evitar que se roubasse, mas há uma infinita diferença, que nunca será superada, entre o segurança da "Versace", na Quinta Avenida, e aqueles gajos, com as proporções do corpo todas erradas, quer para Praxíteles, quer para Fídias: aquilo, só mesmo no Portugal Profundo, não o blogue, mas a Santa Terrinha. Dava vontade de lhes perguntar se estavam ali para ler, ou para ser folheados. Infelizmente, o mais certo era estarem para ser folheados, e até à lombada, e quando um segurança chega à fase de ser folheado até à lombada é sinal de que já entrámos no ciclo infernal dos heterossexuais passivos, o que não é de espantar, numa coisa saída das mãos do Paes do Amaral.
O único momento alto foi ver a Fernanda Câncio ali sentada, para dar autógrafos. Para mim, foi uma revelação, já que nem sabia que a mulher escrevia. Estava, então, a dar autógrafos. A sorte dela foi eu não estar nos meus dias, senão, tinha-me aprochegado e dito, "olhe, querida, eu sou o autor do "Arrebenta"... quer que lhe dê um autógrafo?..." Felizmente que parei a tempo. Acho que foi o Fado que quis que eu não estivesse em dia de provocar um terrível motim em plena Feira da Leya...
O resto já vocês sabem: a partir de hoje, NADA DE ABASTECER NAS GASOLINEIRAS QUE ROUBAM, COM A GALP E A BP À CABEÇA...
Ah, sim, e aviso desde já que, NUNCA, JAMAIS, EM ERA ALGUMA, atestarei o depósito da Manuela Ferreira Leite.
Fosga-se, antes desmanchar um pé!...

quinta-feira, 8 de maio de 2008

As metempsicoses de Manuela Ferreira Leite

Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas
Dedicado ao Quink644 (não te trates, não, filho, que um dia destes ainda vou ter de te levar ao Centro de Desintoxicação do Cartaxo...)
Hoje, tudo o que eu vou escrever é mentira. The Braganza Mothers são como os Cretenses: todos os Braganza Mothers são uns grandes mentirosos, e isso já era velho no tempo em que Platão inventou Sócrates, que era o "Arrebenta" dele, e até parece que neto, mas essas coisas só confirmadas pelo teste do ADN, ou no "Alcibíades III", um livro tão maravilhoso que nunca chegou a ser escrito, como a "Comédia", de Aristóteles, que achava que a vida, já nessa altura, era um Vale de Lágrimas, e uma perpétua contenção orçamental.
Por razões várias, tenho andado a tentar evitar escrever este texto. A primeira, porque a casa continua desarrumada; a segunda, porque sempre acreditei em que fazia falta, em Portugal, uma mulher à frente um Partido; a terceira, decorrente da segunda, porque lá por ser mulher não era argumento para que fosse uma qualquer, e eu não tinha, assim, a absoluta certeza de ir escrever sobre uma mulher, e aqui entra outra vez Platão, embora a coisa já fosse velha desde Pitágoras e as crendices hindús, e mais atrás.
Falo, obviamente, de Manuela Ferreira Leite, e das suas Metempsicoses.
Para além das coisas que correm por todas as más-línguas, que não é o meu caso, numerário da Opus Dei e servidor de motoristas da Carris em dias de folga, em regime de "franchising", herdado da Amélia da Marmitas, sempre houve qualquer coisa no fácies da Man'ela que me inquietava, não sabia se era chuva, se era gente, mas coisa boa não era, certamente, ora, sensação semelhante só quando deixo, de Ferrari, a Lola, na sua esquina de trabalho, e, mal me vira as costas, penso, "há meia hora, ainda rapavas os pelos as pernas, agora olhando bem para esses silicones, até pareces a Sovício Aparício..."
A razão, estava, como sempre, na leitura dos Clássicos: Manuela Ferreira Leite estava numa das metamorfoses da sua longa Metempsicose. Platão, misógino até à quinta casa, se me não falha a memória da leitura do "Alcibíades III" -- esse Alcibíades, se tivesse vivido hoje, era daqueles que iria trocar uns favores no Jardim de Belém, por um ténis da "Nike", com a Felícia Cabrita a assistir a tudo, sem perceber que se tratava do Mercado Livre, a funcionar, enfim... -- Platão, "dizia eu de que" começava por afirmar que as almas incarnavam, não sei lá de onde, no Homem, depois, o Homem morria de fome, devido à especulação dos bancos, cheios de crédito mal-parado, em redor dos alimentos, e nascia, reincarnado em Mulher, para depois se finar, intoxicado em botoxes e dietas radicais, e vir renascer num leão -- suponho que daqueles do Sporting --, e depois lá seguia por ali fora, de animal em animal, até passar pela lesma, pela alface e até pelos pedregulhos da calçada.
Platão era um gajo cheio de imaginação, porque suponho que cada uma destas transmigrações da Alma, apesar de serem em sentido descendente, implicava um renascer, coisa impossível hoje em dia, porque um tipo decente apagava-se, e, apesar de renascer em Paula Bobone, tinha logo à perna um gajo do B.E.S. a lembrar-lhe que ainda tinha 25 anos de crédito à habitação para pagar, e os gajos são ferozes, porque consta que perseguem tudo, até aos cães sarnentos, e até estar liquidada, ou a alma, ou o último cêntimo, com precedência para o segundo.
Manuela Ferreira Leite, se formos à "Wikipédia", secção do Comboio Fantasma, começou por ser um tal de José Dias Ferreira, Chefe de um dos Governos em que a Monarquia já estava mais para lá do que para cá. Aparentemente -- e isso é um sinal da sua modernidade -- tentou reincarnar em vários homens, mas sem sucesso, já que o Demiúrgo lhe tinha reservado aquele inigualável fácies de equídeo, que tanto a celebrizou nos derradeiros anos do séc. XX. As metempsicoses de Ferreira Leite levaram-na, então, a ser Secretária de Estado do Orçamento de um dos Governos do Cavaco, de onde foi corrida, como profundamente incompetente, e onde logo morreu, para reincarnar, um pouco mais abaixo, já como Secretária de Estado Adjunta e do Orçamento, aliás, dos Três Orçamentos, já que Cavaco governava com o de Estado, o das Privatizações e o dos Fundos Comunitários.
A par com Mira Amaral, foi assim que conseguiu o prodígio de nos colocar na Cauda da Europa de então, o que muito lhes agradecemos, ainda hoje em dia.
Nessa fase, já a degradação ia tão avançada, que teve de se metempsicosar num dos postos mais decadentes de qualquer Governo, o cargo de Ministra da Educação (!), o que representou o abandonar definitivamente a sua anterior forma humana, para se transformar num dos chamados Ministros do Enche-Chouriços -- a par da Pasta da Cultura -- onde ganhou a camada capilar escura que a celebrizou, a Ministra do Mato Grosso e das Retenções. Desse período animalesco, vem a célebre autorização da declaração de Utilidade Pública da defunta Universidade "Independente", que tanto jeito deu a tanta gente boa, de ambas as cores de pele, uns mais de cá, outros mais de Angola. Foi a chamada Era da Academia do Diamante, com esplendores do Diploma comprado de Huíla.
De degradação em degradação, foi depois Ministra de Estado e das Finanças do pior Governo de Portugal, antes de Sócrates, no Período da Tanga, o que até pareceu uma ascensão, mas não era: era tão-só o palco que estava ainda mais embaixo do que outroras-eras...
A sua mente brilhante inventou então um objectivo para Portugal, que era o "Deficit", que já estava em Freud, que dizia que o período sado-anal, de retenção das fezes no esfíncter, relacionado com a Poupança, representava uma estranha forma de vida, ou de prazer, como a defunta Amália diria.
Como cantaria o Outro, o Príncipe Orlowsky, no "Morcego", de Johann Strauss, "chacun à son goût", não fosse a megera achar que 10 000 000 de Portugueses deveriam partilhar com ela o prazer da retenção das fezes, na sala-de-estar do cólon...
Obviamente que tanta rentenção, ou dava um volgo, ou um estouro.
Como Portugal é um país muito imaginativo, uma espécie de Finlândia de Cacilhas, deu ao mesmo tempo o estouro e o volgo... O estouro é o que estamos a viver agora; o volgo chama-se José Sócrates, e corresponde, mais coisa, menos coisa, a expelir pela boca as fezes muito tempo retidas no aparelho digestivo. Eu sei que soa mal, mas é a Real Politik, ou "é a vida", com diria o Guterres.
Nesta fase, já Ferreira Leite se tinha metempsicosisado num agrião mal lavado, e preparava-se, mesmo, para se transformar num grelo definhado, em forma de Farda Mortuária Final da Servilusa, ponto, pt, quando o Patrão de Bilderberg se lembrou de a reincarnar numa coisa ainda mais vil, a candidata do PSD de Rui Rio, Cavaco Silva, Marcelo Rebelo de Sousa e outros dos responsáveis pelo Desastre Nacional.
Em Platão, tudo o que já tinha sido bom degenerava; em Portugal, tudo o que sempre foi péssimo... promove-se.
Eu sei que esta ficção ainda poderia ser pior, e ela ter reincarnado, pelo caminho, em Vítor Constâncio, Paulo Teixeira Pinto, Proença de Carvalho ou Vasco Graça-Moura, mas vamos ficar por aqui.
Por mim, tudo bem, sendo já dado adquirido que o vencedor das próximas eleições será o novo partido, o Partido de Bilderberg, nas suas duas epifanias: ou Sócrates, todo bom e todo-poderoso e todo absoluto e reforçado -- se até lá o Mundo não se tiver extinguido... -- ou Sócrates coligado, no Centrão, com o Mamarracho do P.S.D.
Balsemão já pensou em tudo: para que nada falte aos dois, a próxima metempsicose de Ferreira Leite vai ser um lançamento simultâneo da metempsicose de Sócrates: vão ser geneticamente modificados, e vão nascer siameses, colados pela rata e pelo abdómen, de modo que vão passar quatro anos a dar linguados um ao outro.
Não se ria, prezado leitor: por cada beijo, cada um deles terá de cuspir de nojo para o lado, e as cabeças nas quais eles irão cuspir serão as nossas, como está previsto no tal Sistema Chinês do escarro Cultural.
Muito boa noite, e espero ter-vos estragado o resto da semana.
(Edição Pentagramática hermética no "Arrebenta-Sol","A Sinistra Ministra", "Democracia em Portugal", "KLANDESTINO" e "The Braganza Mothers". Um verdadeiro asco...)

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Calamity Jane


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Imagem by KAOS

Tenho andado naquela fase do no-pachorra-man, para televisões: hoje, caí no erro de ligar a SIC-Monhé, e apanhar com um gaja com alguns títulos promissores, a dizer que havia fome no Mundo, como se isso fosse uma coisa que um noticiário pudesse decretar, ou que tivesse assim caído, de um dia para o outro, para o pessoal ficar ainda mais assustado, e a começar a guardar bofes, tripas e chouriços, debaixo do colchão... Por mim, comi hoje entremeada, e felizmente que não estava ninguém do Bangla-Desh ou de Darfur a ver, porque acho que o próximo passo da estratégia de Bilderberg vai ser pôr os que ainda comem entremeada, a serem logo em seguida postos a ser comidos por aqueles que não têm nada para morfar. Avizinham-se tempos lindos: a Múmia de Boliqueime avisa o outro das cadeiras feitas à pressão para equilibrar as contas, como se equilibrar as contas fosse baixar o preço artificialmente subido da gasolina, do trigo, do arroz, e dessas coisas horríveis que as pessoas pobres são obrigadas a comer. Espero que isto não vá provocar um baque no preço do chocolate com trufas, que aí é que a minha dieta para criar estrias e olhos azuis, de boga, esbugalhados vai ao fundo. Nem quero pensar nisso, prefiro acabar ao pé do Louçã, a fingir que grito pelas vítimas da fome, defronte de uma posta de salmão fumado selvagem, e uma taça de Moët...

A montante, Manuela Ferreira Liete já sofreu as intervenções possíveis dos especialistas de imagem... não, não foram cremes, nem botox, nem pasta de pérola moída: aquilo foi mesmo com tosquiadoras, com martelos pneumáticos e com rectro-escavadoras, em força. Aparentemente, assim, do relance das primeiras páginas dos jornais, enquanto estava a engatar no Colombo, deu-me ideia de que lhe fizeram uma desmatação, tipo o que estão a praticar na Floresta Amazónica, e que repuxaram as crinas todas para trás, nuns ondeados que estão agora na moda, e que me fazem sempre lembrar, o Nuno Rogeiro, na fase terminal da Marquesa de Alorna, em que já fazia subir indiscriminadamente os mulatos ao quarto. Ora, ao desmatarem a Ferreire Leite, aconteceu uma coisa terrível: tudo aquilo que a floresta tropical húmida escondia ficou à vista, as rugas, as estrias, as olheiras, aquela estrutura facial, ditada pela Secção de Ouro dos Equídeos, as manchas de muitos anos de exposição às brumas do PSD profundo, e aquela horrível série de verrugas, que, imediatamente, aproveitaram para dar nas vistas, o Pacheco Pereira, a Marcela, cheia de tesão mental, o Rui Rio, com um cadastro de fazer esvaziar Vale de Judeus, mais uns tarecos que estão lá sempre, muitos deles, da Esquerda e da Extrema-Esquerda reciclada, que é a pior coisa que há, porque são capazes de passar uma estreira parte da vida a gritar umas coisas vermelhas, mas, quando toca a Sineta da Realidade, sentam logo as almôndegas no sofá mais próximo que está perto, e que, geralmente, é uma coisa das tias, mete crucifixos, brocados, reposteiros, rezas, morais e decências, tudo o que é o oposto do meu quotidiano e ideal de vida, que também tenho o direito, não é?...

Aquele repuxar das crinas da Ferreira Leite para trás só me faz lembrar quando descobriram Angkhor Vat, com aquelas carantonhas esfíngicas fabulosas, e trataram de tirar o mato todo, mas as marcas das raízes, os buracos que tinham aberto na zona de ciselamento das pedras, os desmoronamentos, estava lá tudo, como na cara da Ferreira Leite, com a pequena diferença de que a Civilização Khmer foi um ponto alto da História da Cultura, e a Manela não passou de um epifenómeno aqui da taberna, um Khmer Laranja, com ar de Civilização em fase de "rebajas", enfim, uma profetisa da Igreja Universal dos Saldos dos Últimos Dias, e com a caixa de esmolas bem controladinha. Para os mais esqucidos, devemos àquela carranca o primeiro grito de tarzona sobre o "Déficit", e recordo que foi a fase em que mais fiz o contrário e gastei tudo o que tinha e não tinha, só para chatear e as contas dela ainda ficarem mais desiquilibradas: lá terei dado de comer às fiadeiras da Dunhill, da "Richard's", da "Osklen", aos "resorts" do Brasil, às Editoras de Luxo Inglesas, Francesas e Americanas, e aos antiquários de Túnis e Fez. Foi uma alegria, mas a verdade é que começo a ficar preocupado: sendo o Português um povo masoquista, com sexualidade difusa, perturbada e mal assumida; sendo esta gente capaz de se lixar a si própria, desde que, com isso, a vida do parceiro se torne mais difícil, o que eu estou a ver, em hipótese, é um Vigarista da "Independente", sem Maioria Absoluta, em 2009, e uma gaja com cara de cavalo, a dar-lhe imediatamente a mão, e a fazerem a pior das coligações "ever", o Centrão, onde estão alojados 90% dos gajos que destruíram este país desde 25 de Abril, para poder pôr em ordem todas as políticas de contenção, mas a contenção do cidadão comum, claro, nunca, jamais, em incarnação alguma, a dos Grandes Interesses, que esses não se contêm, expandem-se, globalizam-se e oprimem, sem qualquer excrúpulo.

No fundo, o Português, votante e eleitoralista, de 2009, vai ser chamado à Emoção: na Manela reverá a esposa, como muitos gostam, masculinizada, autoritária e frígida, para depois poder ir para a rebaldaria com os amigos e as punhetas virtuais. O Português sentimental vê na Manela a esposa à altura que o Cavaco nunca teve, reduzido à sua fraca Maria corcunda, de chitas de Centro-Esquerda. Talvez tenhamos um "ménage", em Belém, o que não deixaria de ser interessante... Por outro lado, a nível de Governo, Sócrates/Manela seria o equilíbrio dos opostos: a masculinizada e frígida, em conúbio -- hymenaeus -- com o homem-senhora, destravado e com tendências histéricas. Talvez fosse maravilhoso, talvez fosse um belíssimo convite para a Emigração, no fundo, España não está assim tão distante, e ficava o Nuno Rogeiro cá sozinho, para apagar as luzes, depois de ter aviado, no seu avatar de Marquesa de Alorna, o último negrinho do "Rapto no Serralho".

Este texto é apenas metade do que tinha para escrever, mas vai ficar por aqui, porque o próximo vai direitinho ao Acordo Ortográphico, e a todas as benesses e inconvenientes que acarreta.

Obrigado pela atenção.

( Edição em forma de mesa-de-pé-de-galo, simultaneamente no "A Sinistra Ministra", "Democracia em Portugal", "KLANDESTINO" e "The Braganza Mothers" )

segunda-feira, 28 de abril de 2008

O Crepúsculo dos Adeuses

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Com todas as inconveniências que possam ter o mudar de casa, tenho andado impedido de reflectir sobre certos temas, e agora aqui vêm eles, ao sabor da pena.
O primeiro, porque mais caseiro, é que alguém rasgou um dos bastidores do PSD, e a gente, "nózes", vimos tudo aquilo que não gostaríamos de ver. Vou simplificar, em linguagem médica, profissão que reneguei, desde tenra idade: O PSD, foi à mesa de operações, e, como diz a tia Emília, "voltaram-no a fechar"... Na linguagem popular, isto quer dizer que a "coisa" já estava por toda a parte, seis semanas de vida, e só por causa dos Rebuçados do Doutor Bayard...
Tratando os bois, aliás, as vacas pelos nomes, de Manuela Ferreira Leite acho que, historicamente, até devia ia para a frente do PSD, já que, medíocre, saneada pelo Sr. Silva, de Boliqueime, porque ineficaz, Ministra do Desespero do pior governo de Portugal, antes de Sócrates, e inventora daquilo que o Keynesianismo sempre renegou, ou seja, que mais vale ter um corpo vivo a dever dinheiro do que um morto com as contas em dia, e que Sócrates ainda esmerou depois, já que se tornou num hiper-keynesianista, que conseguiu ter um corpo morto, e ainda a dever dinheiro...
adiante,
já me perdi, a Manuela Ferreira Leite só me faz lembrar uma expressão da "Luisona", uma "veterana" dos chichis do Castil, que, ainda aquilo funcionava, com as tias todas à porta, a comprar os trapinhos da Loja das Meias, mais umas de que já nem sequer me lembro, porque as pessoas decentes iam ali mesmo era ver se havia caça de urinol, a "Luisona", quando não conseguia presa, levantava a voz -- o gajo tinha corpo de fuzileiro, e aquilo era um escândalo -- e soltava o seu célebre "lá vou eu sair daqui com a cona toda enresinada!...", naquela voz de frequências de trompete-surdina, que certas bichas têm, e que fazem lembrar as vozes de caixa-de-sapato da BBC, durante a Grande Depressão.
Ora acontece que a Manuela Ferreira Leite tem cara de quem anda com a cona enresinada há bué anos, ainda não havia deficit, excepto o deficit da cona enresinada dela, e, então, naquelas crises que eu tenho, porque, para o ano VAMOS TER DE IR VOTAR EM FORÇA, deu-me uma angústia horrível, do vou votar em quem, e aparece o Alberto João. Ora, o Alberto João, com todos os seus "defeitos maus" tem uma costela que ainda poderemos chamar de nacional, num timbre muito próximo daquelas enxovalhadeiras de Fernão Lopes, as serigaitas de Gil Vicente, ou a Padeira de Aljubarrota: é uma Maria da Fonte com o fontanário todo arrombado, por décadas de deboche, garrafão, garganta grossa, palavrões, insultos aos piolhos do Sistema Político continental, tratou de sacar os fundinhos, para desenvolver a terra dela, que, por acaso, também é orgulhosamente nossa, e das poucas de que nos devemos ufanar, tirando aquela fome das furnas, que nós agora até em Telheiras e na Avenida de Roma temos, e as porcarias da Pedofilia de Câmara de Lobos, mas parece que muitos dos rapazitos até estão bem colocados no Estrangeiro, não por Erasmus, mas por Orgasmos, e, então, só me lembrei do Cunhal, no RTP-Memória, a dizer que ia aconselhar os Comunistas a votar na Mana Gorda Soares, e que iam engolir um sapo...
Ao votar no Alberto João Jardim, se a coisa se puser a jeito, vou engolir um hipopótamo do tamanho da Clara Pinto-Correia (gostaram do guinchinho que ela solta no final do "Samba"?... Aqulo são ultra-sons, só que captados por microfone especial: é com aquilo que ela consegue pôr os cães a dar o nó, segredos da casa...), mas parece-me que, para ter alternância, temos de mesmo de votar no Gingão da Madeira, deus me perdoe, já o estou a ver nos jantares oficiais em Belém, o Sr. Silva com as mãos todas transpiradas -- apertar aquilo é um suplício, pior do que visitar os Grandes Lábios do Cláudio Ramos... -- mais a Maria, com o dedo enfiado na orelha, coisa que aprendeu em Bukhingham, coisa que lhe ensinaram, quando se agarra na chavená, estender o mindinho, e ela, mulher de centro-esquerda, perguntou, "esticar para meter... onde?..."
Na orelha, obviamente, como manda o Protocolo da Casa de Windsor.
A parte dois é mais sinistra, e trouxe-me à memória uns enigmáticos emails do Wahsse Fudher, quando negociámos a entrada dele para este espaço: "no questions about...", e que BILDERBERG IA ACELERAR A COISA. Não me esqueço desta frase, porque encaixa, na perfeição, no que está a suceder, as estratégias do medo, em crescendo, a situação de insegurança, a ascensão dos extremismos políticos, a encenação do colapso dos recursos econónimos e alimentares, e o deixar criar uma nova frente de batalha, que não exclui o Extermínio e o alvo fácil do Imigrante.
Vem aí qualquer coisa de fantástico, ao pé do qual, as guerras eram simples torneios de xadrez.
O importante é que a Blogosfera virá a ter um papel fulcral, como teve a Resistência Francesa, durante Vichy, e vamos ter de nos preparar para isso, saltando por porcarias do passado, comentadores dementes, piolhos do outrora, elementos de desestabilização, e centrar a atenção e as energias na transmissão e desencriptação do sucedido.
Eu não quero voltar à Idade Média, e quero que façamos a vida negra a esses gajos até ao fim dos nossos recursos.
Já me foderam computadores, já me destruíram telemóveis e Ipods, já censuraram, já criaram ratoeiras de comentários, já ameaçaram com tudo, e, portanto, só falta agora matarem-me, coisa que, no estado de claustrofobia em que estou, sempre era um favor que me faziam.
Vamos, portanto ao Alberto, assumindo todo o Barroco deste lugar; queria ver a expressão "frequentar outros colos", dita pelo Santana, na boca do João, embora o Boneco de Plástico do Largo do Rato já seja mais do que insensível ao que quer que seja, depois da frequência dos diâmetros XXXL.
É evidente que a crise do arroz não é nada, face à morte da "Amélia das Marmitas", já que, se não pudérmos comer arroz, comeremos "pralinés" Neuhaus, embora vá ser difícil explicar isto no Darfur... A Morte da Amélia das Marmitas devia ter posto Wall Sreeet em queda, e comparada, pela UNESCO, ao incêndio da Bibiloteca de Alexandria: figurada e literalmente, perdeu-se ali uma fabulosa parte da tradição oral portuguesa. Do Campo Grande, nunca presenciei, mas o nosso colaborador Nuno Castelo-Branco lá saberá desenhar a coisa na minúcia,. Ainda anteontem, na Costa, pensei que as dunas devem ter sido das raras zonas não batidas por aquele herói de guerra, mas parece-me vê-lo num meio de umas toalhas de praia, no trecos-larecos, de certeza, a destruir, com a verdade, a reputação de algum cavalheiro casado e pai de três filhos. Deitada, tinha a forma de uma sereia ressequida, desde que a presa se lhe não chegasse perto, porque senão, com areia ou sem areia, a jibóia da mamada, desengonçava os maxilares, e entrava por ali dentro tudo o que coubesse, e entre a laringe e o o colón vai bem um metro bem medido de extensão. Gloriosa garganta...
A morte da "Amélia das Marmitas" marca uma rotura de paradigma tão grave como o atentado às Torres Gémeas: voltámos ao "Ground Zero", e vamos ter de reconstituir tudo, como já está profetizado nos haikai das portas dos sanitários do Centro de Odivelas.
Dizia-me o meu guarda-costa do táxi que aquilo no "Elefante Branco" estava pior do que nunca, já que esta nova geração, a dos árbitros comprados, das pequenas empresas de sucesso, dos futeboleiros, pagavam duas para irem para os quartos para lhes enfiarem -- ELAS a eles (!) --- vibradores na extremidade de baixo.
Não há país que resista assim: as miúdas, algumas delas fabulosas, não podem suportar isto mais tempo, como nós já olhamos para Sócrates com o ar de piedade de "quem será a mão que te vai o golpe de misericórdia"?..."
Aparentemente, não vai ser só nele, já que vamos todos apanhar com a pastilha em cima, merda após merda, e da grossa.
Eu só queria fugir daqui, mas tenho medo de que vender os patrimónios já nem dê para viver dos rendimentos no Brasil, senão era JÁ AMANHÃ. "Ocean Palace", here I go!!!...

domingo, 27 de abril de 2008

Porra, mas eu ouvi bem?


Agora mesmo ouvi o Professor Marcelo Rebelo de Sousa dizer na RTP1, referindo-se a Manuela Ferreira Leite:
"A imagem de rigor é u mamar cadela".

Foi ele que falou muito depressa ou fui eu que ouvi muito devagar?

Voltando à vaca fria...

Nunca fui grande coisa mas a rapaziada até gosta de mim!

Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas