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segunda-feira, 14 de julho de 2008

São antes de mais estes que me preocupam…


Trinta e cinco por cento dos portugueses pobres têm emprego


Estes relatórios que surgem amiúde no nosso país, revelam-nos quão mal tratamos os nossos concidadãos e dever-nos-iam fazer perceber que devem ser estes os alvos prioritários das políticas sociais. Sobretudo estes que trabalham, muitas vezes, duramente para apenas continuarem ser os pobres para quem ninguém liga, ninguém dá casas, subsídios e todas essas regalias, que nada exigem e que não têm carros caríssimos e dispendiosos estacionados à porta de casa como certos parasitas que andam para aí aos tiros. Limitam-se a ser pobres calados e trabalhadores, por isso ninguém os vê, ninguém se lembra deles para nada, a não ser que precise…

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quinta-feira, 10 de julho de 2008

Discursos reais...

Sócrates anuncia “passe escolar” e triplica alunos beneficiários da acção social




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domingo, 6 de julho de 2008

Polícias-espiões e muitos outros a fazer de tudo um pouco, para complementar ordenados que não chegam…

ENCURRALADOS





Das coisas que me parece serem mais tristes e perversas em Portugal é estarmos constantemente a querer esconder o Sol com a peneira. Vem na sequência de se ter noticiado que uns polícias estariam a trabalhar para detectives privados, algo que, como é noticiado era do conhecimento de todos, apenas foi, agora, noticiado; ao que parece por motivo de uma denúncia motivada pela inveja de não conseguirem todos fazer o mesmo.
Algumas questões se levantam… desde logo os serviços gratificados… pergunto não serão, em si, já a negação do próprio dever policial? Não serão, desde logo, aceitar que para haver segurança tem que haver dinheiro para pagar a protecção policial que deveria ser paga pelo Estado? Pois claro que sim, qual é a diferença de ser um banco ou um supermercado a pagar ou um detective particular? São várias, em primeiro lugar, e mais grave, o Estado não come nada, pagassem eles boas maquias em impostos a ver se já não era tudo legalizado e fomentado… em segundo, é melhor pago, menos chato e perigoso e não se tem que esperar pelo fim do mês para ver as garras das finanças a devorarem o trabalho de árduas horas… Mas há ainda outra questão não menos grave, se um homem ao fim de oito horas de serviço for fazer mais seis, legais ou não, estará a trabalhar mais do que deve, não podendo, pelo menos ao fim de uns tempos, responder da forma mais eficaz às solicitações que uma profissão difícil e desgastante tem, nem poderá dar o devido apoio à família, nem descansar, etc., etc.
Poder-se-á ser levado a pensar que é um problema dos polícias… Não é, é um problema de um país, em que os salários são tão miseráveis que estas práticas são, não só necessárias, como a própria tutela já conta com elas, o que as legitima… O professor ganha mal? Mas pode dar umas explicações, o amanuense camarário ganha mal? Mas o pato bravo dá-lhe uns trocos para as coisas andarem mais depressa lá dentro, o fiscal ganha mal, mas o mesmo pato bravo completa-lhe o salário para que ele feche os olhos aqui e ali, o jardineiro da câmara ganha mal? Mas depois trata de uns jardinzitos particulares, o empregado de mesa ganha mal? Mas tem as gorjetas e dá umas facaditas no patrão quando este se distrai, o médico atende mal na caixa ou no hospital porque ganha mal? Mas tem o consultório, etc., etc., etc. Todos nós sabemos como as coisas são e ninguém parece ralar-se muito com isso… o pior é que quanto mais se sobe na hierarquia pior é a corrupção e maiores são as verbas a despender… um presidente de câmara, um deputado, um secretário de estado ou um ministro ganham mal? Mas eles não parecem queixar-se, nem viver mal…
Portugal é assim, todos o sabemos. Um país de corruptos e corruptores com salários miseráveis, mas que ‘se vai safando,’ com o velho chavão: isso arranja-se eu falo lá com um gajo… Só que enquanto isto durar e não derem a todos a possibilidade de terem uma vida digna, fruto do seu trabalho, Portugal será um país a fingir, doente e sem qualquer esperança de futuro, encurralado na própria estrutura que criou.


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quarta-feira, 18 de junho de 2008

A Grécia, de Sócrates, vem ver em que estado é que Sócrates está a deixar Portugal


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sexta-feira, 13 de junho de 2008

Seja estúpido quem quiser… Eles agradecem…


Cada vez mais vou gostando menos de ter razão… No último post descrevi claramente as propostas assinadas entre o governo e a Antram… Após as ler, compreendi logo que os mesmos de sempre já nos tinham, mais uma vez, entrado no bolso. E fiquei a pensar… como é que estes governantes que se recusam a dialogar e a falar seja com quem for se vão agora sair desta… A resposta a que cheguei foi simples e rápida: como sempre fazem, isto é, mentindo e gozando com o pagode alienado que não lê, não pensa, não sabe fazer contas e, ainda por cima, todos os sacanas têm sorte, estão a viver e viverão, pelo menos mais uns dias, a euforia do futebol, da selecção e companhia limitada…Mas, vejamos… Se como transcreve o Público o ministro diz: "Não tenho um levantamento exacto dos custos das medidas", disse hoje o ministro dos Transportes, Obras Públicas e Comunicações, Mário Lino, como é que pode assegurar que as medidas não terão "qualquer peso orçamental"? Será que os jornalistas não sabem dar-se conta de contradições? Se não fez contas é óbvio que só um lorpa não sabe que, então, não pode saber coisa nenhuma… Para além disso, é apenas ler o documento que refiro e, sobretudo, acreditar que a Brisa é uma instituição de caridade… A Brisa? A pagar as contas do estado ou seja lá de quem for? Quais serão as contrapartidas? De quanto mais virá a ser a factura, por agora ajudar a esconder e a lavar a cara à pandilha que nos governa?Seja estúpido quem quiser… Eles agradecem… Ah! E já agora não se esqueçam de pôr mais bandeirinhas portuguesas à janela…



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quarta-feira, 11 de junho de 2008

Voltamos a ter o Polvo a entrar-nos em casa…

Voltamos a ter o Polvo a entrar-nos em casa…


ANTRAM alcança acordo e apela ao retomar da actividade

A ANTRAM acaba de chegar a acordo com o Ministério das Obras Públicas nos seguintes dossiers:

Consagração legal de fórmula de revisão automática dos preços dos serviços, de acordo com as variações do preço do combustível, e estabelecimento de coimas pelo seu incumprimento;
Consagração legal do prazo máximo de 30 dias para o pagamento dos serviços de transporte, e estabelecimento de coimas pelo seu incumprimento;
Majoração em 20% dos custos com combustível para efeitos de IRC;
Diferimento do pagamento do IVA ao Estado para o momento do recebimento efectivo do serviço de transporte, a partir de 2009;
Criação de incentivo à renovação de frotas (prémio ao abate, incentivo à instalação de filtros de partículas e pagamento do diferencial de custo entre veículos Euro 4 e Euro 5, na aquisição de um veículo Euro 5);
Reintrodução dos descontos nas portagens das auto-estradas (entre 30% e 50%);
Manutenção do valor do ISP para 2009;
Manutenção do valor do IUC nos próximos três anos;
Criação de apoios à formação no sector e criação do Centro de Novas Oportunidades para Transportes;
Assumpção pelo Ministro dos Transportes do dossier das Ajudas de Custo TIR;
Criação de um grupo de trabalho envolvendo os Ministérios dos Transportes e do Trabalho, para adaptação da legislação laboral à especificidade do sector.

A ANTRAM incita os seus Associados que eventualmente se encontrem em paralisação a retomar a sua actividade. Agradece a todos os que, com civismo e respeito pela ordem pública, tornaram possível este desfecho e, mais uma vez, lamenta o falecimento de um empresário de transportes e os danos patrimoniais causados durante os protestos.

Lá vem a esperada notícia do velho sistema português que só compreende a força, o compadrio e as negociatas por baixo da mesa… Vejam como se consegue com meia dúzia de empresários o que manifestações de milhares de pessoas, os de sempre, nunca conseguem… Meia dúzia de ricaços, enquadrados por alguns pequenos empresários que facilmente manipulam, reúnem-se e resolvem impor as regras do jogo, aos senhores que não negoceiam com ninguém e não se deixam impressionar pelos números. Estes, como sempre que se vêem em apertos mais sérios, assustados, abrem a perninha e concedem tudo, obviamente para os ricos e poderosos, já que os camionistas, em si, acabam por ganhar coisa nenhuma… Vejam as medidas negociadas pela Antram e vejam se não tenho razão… Será que não estará na hora dos pequenos automobilistas, enfim, daqueles que vão acabar por ter que pagar nos seus impostos estas medidas todas, fazerem eles próprios as suas marchas lentas e entupirem meia dúzia de cidades? Somos muito mais do que os camionistas e, se os nossos carros não são tão pesados, juntos acabam por pesar bem mais do que os camiões. Por outro lado, se as pessoas não se importam em fazer gincanas a apitar como loucos porque a selecção portuguesa ganha um jogo, com certeza, também não se importarão de fazer umas gincanas buzinantes para zelarem pelo que, de facto, é importante para as suas lutas…
O quê que distingue o gasóleo profissional, já o questionei anteriormente e não vi que deixasse de ter razão no que afirmo, inúmeras pessoas que não pertencem às Antrams e afins deste país, precisam de se deslocar nas suas viaturas, com os combustíveis ao preço que estiverem, porque não têm outra hipótese…
Uma vez mais, temos o polvo a entrar-nos em casa…

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terça-feira, 3 de junho de 2008

Do mesmo café já queimado? Borras?


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domingo, 1 de junho de 2008

Peço Alguma Decência



Agravamento de desiguldades é «empiricamente

falso», diz Santos Silva

Creio que alguns limites da falta decência, mesmo em política, não devem ser ultrapassados e esta afirmação de Santos Silva é disso um bom exemplo. Com efeito, se estivesse a fazer a tal lista de políticos que abomino profundamente, este senhor estaria muitíssimo bem colocado… Mas, deixando isso para trás, vejamos o que só pode querer dizer tal afirmação e aí tenho que me calar, pois não sei assim tanto da vida do homem que possa falar sobre isso. Deve querer dizer que entre ele e os que o rodeiam, amigos da pandilha, família, parentes, secretárias, eu sei lá… diminuiu essa desigualdade social, nos últimos três anos, terá conseguido elevar bastante o nível de vida monetário e social dessas pessoas e, se calhar, já deixa algum pessoal intermédio tratá-lo por tu… Só pode querer dizer qualquer coisa como isso, mais nada…
Para quem vive em Portugal, para quem anda na rua, fala com as pessoas, lê os jornais e procura andar minimamente informado é uma atoarda da pior espécie, daquelas que temos que nos beliscar para nos certificarmos de que estamos acordados, é quase com ouvir o nosso primeiro-ministro, como ouvimos claramente noutro dia, a chamar mentiroso a alguém… quer dizer, não faz sentido, como é que alguém que chega ao topo do poder em Portugal não sabe um provérbio tão popular e elementar como o que diz que quem telhados de vidro, não deve andar à pedrada com o vizinho… Enfim, bizarrias que eu não entendo… Talvez seja melhor assim…
Quanto ao que me é dado a observar, ninguém, a não ser os numerosos políticos que nos governam e os seus apaniguados, anda satisfeito, as pessoas andam acabrunhadas, vergadas, amedrontadas e cada vez mais sentem o fosso social entre os que tudo podem e os outros. Esta é uma sociedade que está doente, uma sociedade que precisava de um bom tratamento com qualquer anti-depressivo bem forte e de alguma ajuda especializada, algo bom, para variar. E o que vemos? Vir este sujeito dizer uma alarvice destas, quase que o imagino, ainda por cima com aquele ar hipócrita sonso dizer-se estupefacto por outros lhe afirmarem o contrário? Com números não sei de quê? Toda a gente sabe, como disse não sei quem, que os números bem torturados dizem o que nós queremos. O que sei, e julgo que muitos de nós o sabem, é que cada dia do dinheiro é mais curto, neste milagroso país onde tudo sobe, excepto os ordenados e o poder de compra, as poucas regalias sociais que ainda íamos tendo e, claro, a inflação… Como? É só mudar a forma de a calcular… O pão subiu muito? Retira-se o pão; os combustíveis subiram? Retiram-se os combustíveis, etc, etc.
Será que ainda por cima disso tudo pedir alguma decência e vergonha é pedir muito?

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terça-feira, 20 de maio de 2008

Vivemos no paraíso e nem por isso alguns conseguem deixar de fazer da nossa vida um inferno

Hoje, ainda no Porto, fui tomar café com a minha irmã depois do almoço. Tinha acabado de me sentar quando, ao passar os olhos pela Televisão, dei conta de uma daquelas imagens que dizem tudo num único segundo, capazes de pôr a mais empedernida das pedras de calçada a chorar: uma idosa birmanesa estendia a mão, implorando um pouco de comida, num gesto drámático e com mil tragédias expressas em cada ruga do rosto. Foi nesse mesmo momento que surgiu a ideia deste post.
Logo de seguida, por volta das 14:30, pus-me a caminho da minha terra natal, onde cheguei por volta das 18:30. Quando cheguei, tive a oportunidade de ver as notícias das sete e tomar conhecimento do que se está agora a passar na África do Sul.
De facto, vivemos no paraíso! Mas, parafraseando um famoso impostor intelectual francês, nem por isso há quem consiga evitar deixar de fazer da vida dos outros um inferno. Quem sabe, talvez por isso mesmo.



domingo, 18 de maio de 2008

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Ao fim de anos de sussurros e de insinuações, em que toda a gente sabia tudo mas ninguém confirmava nada, Mário Jardel decidiu revelar que teve um problema de dependência de drogas e que começou a consumir cocaína quando jogou em Portugal. Que Jardel queira fazer uma confissão pública dos seus vícios com o objectivo de obter a redenção dos fãs ou, prosaicamente, um emprego, é inteiramente com ele; mas que os jornalistas portugueses o tratem como um respeitável atleta merecedor de misericórdia, é totalmente connosco. Se a RTP, por exemplo, vai entrevistar Jardel, não é para se comover com o drama do "homem" ou com a desgraça da "família", mas para descobrir quem sabia do consumo de dorga: médicos, dirigentes do clube, responsáveis da Liga? Para saber quem encobriu a situação. Para perguntar de que forma conseguia a droga. Um dos principais jogadores do nosso campeonato fez a sua carreira a utilizar substâncias ilegais sem que fosse descoberto ou denunciado. Não foi castigado na altura e é premiado agora. Este País não aprende.

Sábado, A Direcção

E se fosse eu?