Prontos, a modos que estamos assim, porque sim e porque este lugar, como se proclama bem alto, é um sítio de liberdade de expressão.
Eu já tinha dito que não recorria ao uso da proclamação, não porque não concordasse com a mesma e muito menos como forma de criticar quem a usava, mas sim porque considero ser meu dever de cidadão não perder o meu tempo a proclamar a liberdade e sim a praticá-la.
Parece que as coisas sempre andaram mais ou menos serenas enquanto os meus colegas de Esquerda puderam dizer tudo o que lhes apetecesse, sobre o que quer que lhes apetecesse e, principalmente, sobre quem quer que lhes apetecesse. A modos que este é um sítio de liberdade onde a E-ko podia falar livremente, bem ou mal, de tudo e todos, segundo as suas conveniências, interesses ou motivações mas, aqui o Paulo Pedroso devia manter-se em low profile, isto é, podia publicar umas brincadeiritas, uns vídeos do Youtube, umas musiquitas, desde que não incomodasse com a sua liberdade de opinião.
Portanto, aqui chegados, importa destacar a atitude de quem considera este um espaço de liberdade, desde que seja a liberdade de uma determinada área política. Se o Paulo Pedroso abrir a boca para tecer um elogio a Portas, isso é considerado inadmissível e intolerável. E se o Paulo Pedroso perder algum do seu tempo a mostrar que os defeitos dos EUA são, em grande medida, os defeitos da Europa, e que as qualidades da Europa são, em grande medida, as qualidades dos EUA, isso é considerado igualmente inadmissível e intolerável.
Portanto, a E-ko podia falar do que lhe apetecesse, de quem lhe apetecesse e como lhe apetecesse, que estava a exercer o seu "direito de expressão próprio das sociedades avançadas". Quando o Paulo Pedroso decidiu exercer os mesmos direitos, sua magestade E-kophónica entrou em delírio e, num arroubou de democracia, decidiu desconsiderar a pessoa em vez de discutir argumentos. Foi pena que ela não tivesse tido o cuidado de seguir caminhos minimamente objectivos. Posso não concordar com muitas ideias de Esquerda, que aliás são defendidas por uma boa parte dos autores e comentadores do BM, mas, enquanto o debate se mantiver nesse domínio, serei eu próprio a respeitar a diferença.
Intolerável, isso sim, é a afirmação de que este é um espaço de liberdade e depois temos de aturar quem ache que tem mais prerrogativas que outros. É certo que a polémica entre mim e a E-ko atingiu proporções desproporcionadas e desgastantes. Não julguem que adorei este confronto. Mas não estou aqui para que a E-ko possa abrir a boca para me criticar e eu não lhe possa responder. Isso queria ela. Mas teve o azar de apanhar pela frente alguém que não partilha o seu conceito de democracia. Apesar de todo o fragor da contenda, jamais desejei o abandono da E-ko do BM. Antes pelo contrário. Por mim, ela está cá muito bem. Desde que fique bem ciente que jamais exigirei para mim mais direitos do que os dela mas, jamais abdicarei da minha liberdade e dos meus direitos.
No início de Junho, a E-ko saiu do BM. Devo ter sido dos primeiros, e dos poucos, que notou esse abandono. No mesmo dia em que ela saiu, enviei-lhe um email declarando-lhe a minha tristeza por tal facto. Disse-lhe que o BM é um espaço de liberdade, onde todos têm lugar. Por mim, ela devia regressar. Esse email, ficou sem resposta, tal é a natureza humana do que ali está. Enfim, a dita cuja regressou mas voltou com os mesmos tiques. Continuou a achar que tinha mais prerrogativas que eu, que podia falar mal de Portas e bem da Odete Santos, mas já era intolerável se eu fizesse o contrário.
Sim, sou apoiante de Paulo Portas. Mas qualquer colaborador, comentador ou leitor do BM (nas suas diferentes versões) tem a noção de que a minha presença aqui não foi dedicada a fazer a apologia de Portas ou o proselitismo do CDS. Devo ter publicado mais de mil posts no BM e, provavelmente, nem 1% deles foram dedicados ao CDS ou a Portas. Além do mais, algumas dessas publicações foram de carácter humorístico e outras foram de natureza crítica em relação ao CDS. Acusar-me de usar o espaço do BM para fazer proselitismo do CDS é uma acusação falsa, desajustada e desproporcionada. Em todo o caso, se o fizesse, presumo que não estaria a ultrapassar as barreira da liberdade que aqui são proclamadas. Muitos outros colegas criticaram e apoiaram políticos e Partidos, à Esquerda e à Direita, incluindo a E-Ko. Uma vez mais, limitei-me a orientar-me por parâmetros de absoluta liberdade e igualdade de critérios. Nunca pedi, para mim, nada que não concedesse aos outros. O espaço do BM foi usado para fazer a apologia política de formas muito dibersificadas. A maior parte das vezes, de forma dissimulada ou velada. Outras, de forma bem explícita. Nunca se ouviu uma palavra de desconforto, por parte da E-ko, pelo facto dessas apologias políticas aqui serem apresentadas. Só achou que era inaceitável a muy escassa apologia que eu possa ter feito do CDS ou de Portas. Uma vez mais, atitude que só reforça o merecido epíteto de hipócrita. Ao contrário do que ela diz, eu não odeio a Esquerda e muito menos os Esquerdistas. Já disse e repito que considero o ódio um sentimento primário que sou incapaz de nutir por outras pessoas. Posso discordar, posso detestar, posso confrontar, mas dificilmente poderei odiar. Sentimentos primários é coisa que, felizmente, não tenho. Discordo profundamente de muitas ideias de Esquerda... e concordo com algumas. Posso concordar com muitas ideias de Portas... mas também discordo de algumas. É por isso que muitos já me viram defender teses de Direita e de Esquerda e já me viram atacar teses de Direita e de Esquerda. O meu território político encontra-se apenas dentro das fronteiras da Democracia. Aos extremos, sejam eles de Direita ou de Esquerda, reservo-me o direito do ataque frontal às suas ideias, aos seus objectivos e aos seus programas políticos. Não os odeio. Tenho muitos Esquerdistas na minha família e a pessoa que mais amei na minha vida era comunista. Por isso, ao contrário do que certas mentes primárias pensam, não nutro sentimentos de ódio por ninguém.
Jamais assumirei qualquer responsabilidade pelo facto de lutar pelos meus direitos e pela minha liberdade, num sítio como este onde se proclama isso mesmo. Das duas uma, ou este é um espaço de liberdade para todos, e eu fico com todo o orgulho, ou é um lugar destinado a hipócritas como a E-ko que acham que a liberdade é só para alguns... e, se for esse o caso, saberei qual o caminho a tomar.
Sei que sou polemista e que defendo com entusiasmo as minhas ideias. Detesto profundamente quem não consegue exercer a sua liberdade no confronto de ideias e de argumentos e se refugia no ataque pessoal. Se a E-ko ouviu de mim o que não gostou, só o ouviu porque eu tomei para mim exactamente a mesma liberdade que ela tomou para ela.
Está na altura do BM decidir se é um espaço de liberdade para todos ou um espaço de liberdade só para alguns. Eu saberei se estou a mais ou não. Afinal de contas, nas sociedades avançadas, a liberdade pratica-se!
Eu já tinha dito que não recorria ao uso da proclamação, não porque não concordasse com a mesma e muito menos como forma de criticar quem a usava, mas sim porque considero ser meu dever de cidadão não perder o meu tempo a proclamar a liberdade e sim a praticá-la.
Parece que as coisas sempre andaram mais ou menos serenas enquanto os meus colegas de Esquerda puderam dizer tudo o que lhes apetecesse, sobre o que quer que lhes apetecesse e, principalmente, sobre quem quer que lhes apetecesse. A modos que este é um sítio de liberdade onde a E-ko podia falar livremente, bem ou mal, de tudo e todos, segundo as suas conveniências, interesses ou motivações mas, aqui o Paulo Pedroso devia manter-se em low profile, isto é, podia publicar umas brincadeiritas, uns vídeos do Youtube, umas musiquitas, desde que não incomodasse com a sua liberdade de opinião.
Portanto, aqui chegados, importa destacar a atitude de quem considera este um espaço de liberdade, desde que seja a liberdade de uma determinada área política. Se o Paulo Pedroso abrir a boca para tecer um elogio a Portas, isso é considerado inadmissível e intolerável. E se o Paulo Pedroso perder algum do seu tempo a mostrar que os defeitos dos EUA são, em grande medida, os defeitos da Europa, e que as qualidades da Europa são, em grande medida, as qualidades dos EUA, isso é considerado igualmente inadmissível e intolerável.
Portanto, a E-ko podia falar do que lhe apetecesse, de quem lhe apetecesse e como lhe apetecesse, que estava a exercer o seu "direito de expressão próprio das sociedades avançadas". Quando o Paulo Pedroso decidiu exercer os mesmos direitos, sua magestade E-kophónica entrou em delírio e, num arroubou de democracia, decidiu desconsiderar a pessoa em vez de discutir argumentos. Foi pena que ela não tivesse tido o cuidado de seguir caminhos minimamente objectivos. Posso não concordar com muitas ideias de Esquerda, que aliás são defendidas por uma boa parte dos autores e comentadores do BM, mas, enquanto o debate se mantiver nesse domínio, serei eu próprio a respeitar a diferença.
Intolerável, isso sim, é a afirmação de que este é um espaço de liberdade e depois temos de aturar quem ache que tem mais prerrogativas que outros. É certo que a polémica entre mim e a E-ko atingiu proporções desproporcionadas e desgastantes. Não julguem que adorei este confronto. Mas não estou aqui para que a E-ko possa abrir a boca para me criticar e eu não lhe possa responder. Isso queria ela. Mas teve o azar de apanhar pela frente alguém que não partilha o seu conceito de democracia. Apesar de todo o fragor da contenda, jamais desejei o abandono da E-ko do BM. Antes pelo contrário. Por mim, ela está cá muito bem. Desde que fique bem ciente que jamais exigirei para mim mais direitos do que os dela mas, jamais abdicarei da minha liberdade e dos meus direitos.
No início de Junho, a E-ko saiu do BM. Devo ter sido dos primeiros, e dos poucos, que notou esse abandono. No mesmo dia em que ela saiu, enviei-lhe um email declarando-lhe a minha tristeza por tal facto. Disse-lhe que o BM é um espaço de liberdade, onde todos têm lugar. Por mim, ela devia regressar. Esse email, ficou sem resposta, tal é a natureza humana do que ali está. Enfim, a dita cuja regressou mas voltou com os mesmos tiques. Continuou a achar que tinha mais prerrogativas que eu, que podia falar mal de Portas e bem da Odete Santos, mas já era intolerável se eu fizesse o contrário.
Sim, sou apoiante de Paulo Portas. Mas qualquer colaborador, comentador ou leitor do BM (nas suas diferentes versões) tem a noção de que a minha presença aqui não foi dedicada a fazer a apologia de Portas ou o proselitismo do CDS. Devo ter publicado mais de mil posts no BM e, provavelmente, nem 1% deles foram dedicados ao CDS ou a Portas. Além do mais, algumas dessas publicações foram de carácter humorístico e outras foram de natureza crítica em relação ao CDS. Acusar-me de usar o espaço do BM para fazer proselitismo do CDS é uma acusação falsa, desajustada e desproporcionada. Em todo o caso, se o fizesse, presumo que não estaria a ultrapassar as barreira da liberdade que aqui são proclamadas. Muitos outros colegas criticaram e apoiaram políticos e Partidos, à Esquerda e à Direita, incluindo a E-Ko. Uma vez mais, limitei-me a orientar-me por parâmetros de absoluta liberdade e igualdade de critérios. Nunca pedi, para mim, nada que não concedesse aos outros. O espaço do BM foi usado para fazer a apologia política de formas muito dibersificadas. A maior parte das vezes, de forma dissimulada ou velada. Outras, de forma bem explícita. Nunca se ouviu uma palavra de desconforto, por parte da E-ko, pelo facto dessas apologias políticas aqui serem apresentadas. Só achou que era inaceitável a muy escassa apologia que eu possa ter feito do CDS ou de Portas. Uma vez mais, atitude que só reforça o merecido epíteto de hipócrita. Ao contrário do que ela diz, eu não odeio a Esquerda e muito menos os Esquerdistas. Já disse e repito que considero o ódio um sentimento primário que sou incapaz de nutir por outras pessoas. Posso discordar, posso detestar, posso confrontar, mas dificilmente poderei odiar. Sentimentos primários é coisa que, felizmente, não tenho. Discordo profundamente de muitas ideias de Esquerda... e concordo com algumas. Posso concordar com muitas ideias de Portas... mas também discordo de algumas. É por isso que muitos já me viram defender teses de Direita e de Esquerda e já me viram atacar teses de Direita e de Esquerda. O meu território político encontra-se apenas dentro das fronteiras da Democracia. Aos extremos, sejam eles de Direita ou de Esquerda, reservo-me o direito do ataque frontal às suas ideias, aos seus objectivos e aos seus programas políticos. Não os odeio. Tenho muitos Esquerdistas na minha família e a pessoa que mais amei na minha vida era comunista. Por isso, ao contrário do que certas mentes primárias pensam, não nutro sentimentos de ódio por ninguém.
Jamais assumirei qualquer responsabilidade pelo facto de lutar pelos meus direitos e pela minha liberdade, num sítio como este onde se proclama isso mesmo. Das duas uma, ou este é um espaço de liberdade para todos, e eu fico com todo o orgulho, ou é um lugar destinado a hipócritas como a E-ko que acham que a liberdade é só para alguns... e, se for esse o caso, saberei qual o caminho a tomar.
Sei que sou polemista e que defendo com entusiasmo as minhas ideias. Detesto profundamente quem não consegue exercer a sua liberdade no confronto de ideias e de argumentos e se refugia no ataque pessoal. Se a E-ko ouviu de mim o que não gostou, só o ouviu porque eu tomei para mim exactamente a mesma liberdade que ela tomou para ela.
Está na altura do BM decidir se é um espaço de liberdade para todos ou um espaço de liberdade só para alguns. Eu saberei se estou a mais ou não. Afinal de contas, nas sociedades avançadas, a liberdade pratica-se!

