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terça-feira, 24 de junho de 2008

E-Kokophonices











Costuma dizer-se que “Uma imagem vale mil palavras”. É por isso que, tantas vezes, se publicam imagens sem qualquer palavra adicional. Não é necessário. A imagem basta!
Seria assim, não fosse termos de aturar quem goste de fazer o papel de burro (perdão, desculpem lá, machos, eu queria dizer burra), e termos de satisfazer certas alimárias hipócritas com o poder das palavras. Sem as palavras, claro, trata-se de um abuso!
Não, para certas cabecinhas de alfinete, não há eloquência bastante em certas imagens. Para essas cabeças pequeninas, o poder das imagens que valem mil palavras desvanece-se se o seu autor for aqui o Paulo Pedroso que, obviamente, só as pode publicar como forma de cinismo ou abuso, mas jamais como um sentimento de compaixão, jamais como uma forma de interrogação sobre a nossa existência e a nossa condição humanas, nunca como um apelo à valorização do essencial, nunca como uma desvalorização do supérfluo, do superficial, do banal, do imediato, da beleza pueril.
Seria assim, não fosse estarmos perante um dos actos mais evidentes de hipocrisia que já tivemos oportunidade de assistir aqui no BM (versões I e II, incluindo o Vicentinas). Querem provas? Vamos a elas…
Alguém ouviu um piu, um piuzinho que fosse à nossa hipócrita E-Ko, quando foram publicadas estas fotos? Uma única desconsideração, um único lamento, uma lamúria que fosse, por alguém se ter atrevido a expor as misérias, as doenças ou as fealdades destas pessoas?
Alguém ouviu uma intervençãozinha que fosse da nossa “inteligente” E-Ko para lamentar o abuso da imagem de pessoas doentes? Alguém ouviu uma palavrinha que fosse para invectivar aqueles que publicaram imagens do sofrimento de terceiros? Uma única? Principalmente quando muitas dessas imagens foram publicadas sem qualquer contexto adicional ou foram incluídas completamente fora de contexto, para ilustrar, por exemplo, aspectos da política nacional? Segundo a nossa querida E-ko, nada disso constituiu um abuso. Pelo menos a avaliar pelo seu SINISTRO SILÊNCIO!
Ah, pois é! Eram publicações da Lola Chupa y Mete, do Arrebenta, do Frei Pedófilo, da Aleijadinha, do Santo Sepulcro, etc. Não eram do Paulo Pedroso! Logo, não incomodaram a epiderme cerebral de Sua Excelência E-kokophónica. Vai daí, aqui o Paulo Pedroso lembra-se de ilustrar muitas mil palavras com algumas imagens e cai o Carmo, a Santíssima Trindade e a Virgem Maria. E só nos faltava esta “virgem” hipócrita para nos fazer crer que é mesmo virgem nestas coisas e que sempre se preocupou com coisas humanitárias e que fica muito horrorizada quando a imagem de um doente é “atirada às feras”. Ela nunca viu, no BM, imagens deste tipo. Acordou, de repente, cheia de entusiasmos humanitaristas, porque o Paulo Pedroso publicou fotos de um doente.
O Braganza Mothers (em todas as suas diferentes versões), sempre apresentou imagens excessivas. Não estou a discutir (e acho que ninguém está) a bondade ou a maldade dessas publicações. O que está em causa é o direito à salvaguarda da imagem de terceiros, segundo a consciência recentemente desperta da E-Ko. Direito à imagem têm os doentes, diz ela. As fotos de pobres ou de crianças indigentes que ela publicou já não beneficiam desse tratamento. Certamente porque é ela a publicá-las e, como bem sabemos, ela é useira e vezeira a exigir para ela direitos que não concede aos outros. Também podemos discutir, à luz dos mesmos argumentos, o direito à imagem dos políticos cujas magníficas manipulações o Kaos realiza tão bem. No entanto, por estranho que pareça, jamais se ouviu uma única lamúria da E-ko, em nome do direito à imagem que ela agora tanto proclama. Mas, mesmo perdoando estas distracções da E-ko, sobre a publicação e a manipulação de imagens de pobres e de políticos, não podemos deixar de nos interrogar sobre o estranho silêncio que sempre pairou sobre a publicação, no BM, de imagens de pessoas doentes, vítimas mais que evidentes de um grande sofrimento.
Só é pena, querida, que o teu silêncio do passado seja tão estrondosamente ensurdecedor, para todos podermos constatar os limites da tua hipocrisia. E agora, querida, vai lamber as feridas da tua própria hipocrisia porque já ficou bem claro que só te lembraste de abrir a boca porque fui eu a publicar aquelas fotos. E ainda apareces aqui a fingir que te preocupas com o sofrimento alheio ou com o abuso de imagens de terceiros. Não fossem as tuas omissões do passado a melhor prova da tua rematada hipocrisia.

PS: Para além das fotos aqui publicadas, retiradas do Braganza Mothers e do Vicentinas de Braganza, que não mereceram qualquer reparo da E-ko, deixo-vos também estes links, onde poderão constatar a inexistência de qualquer preocupação humanitária da E-ko, quanto ao sofrimento alheio.
Provas da Inexistência de Deus: Publicado no Vicentinas por Arrebenta