Portugal tem, em 2006 … dois pontos acima da média da UE, está ao nível da Irlanda, três pontos abaixo da Grécia, dois pontos abaixo da Espanha e da Itália e um ponto abaixo do Reino Unido. Longe da Noruega, da Dinamarca, da Suécia e da Holanda.
Quem fala assim não é o Gabriel Alves, mas uma das mais reputadas jornalistas económicas portuguesas.
Porque sobre o que ela fala é sobre a economia.
E porque é que ela fala, hoje, sobre a economia?
Ora muito bem, porque o namorado foi criticado por não ligar peva aos problemas económicos do rebanho que pastoreia, e como todos sabemos o Amor é a coisa mais linda do Mundo.
Adiante.
Quem também veio falar da pobreza dos outros foi o excelentíssimo Doutor Mário Soares.
Ele ordena aos jovens que de momento estão a tomar conta do PS que “façam uma "reflexão profunda" sobre "a pobreza; as desigualdades sociais; o descontentamento das classes médias" e sobre "questões prioritárias", como "a saúde, a educação, o desemprego, a previdência social, o trabalho”.
Meu senhores, vindo de quem nunca teve um trabalho na vida, de quem governou os tugas durante anos a fio, de quem espatifou milhões e milhões em passeatas pelo globo (lembram-se do simpático casal montado no elefante e dele montado (salvo seja) na tartaruga, de quem tem uma reforma mais que milionária, de quem tem carro, secretária adjunto e mordomo às ordens, a quem a Câmara Municipal de Lisboa ofereceu meio milhão de contos para guardar os seus livros e a quem os portugueses pagam os polícias que lhe guardam as várias casas particulares e que mesmo assim ainda quer, e tem, as contas telefónicas pagar por nós, parece ser um bocadinho de atrevimento.
Mas a este velhote tudo lhe perdoam.
sexta-feira, 30 de maio de 2008
O Frei Tomás Português
Ditado da semana: em casa onde não há petróleo, todos se e-koam e ninguém tem pedrosão...
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Correio da Lola - Das mulheres histéricas
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Basta de especulação, basta de crises !
Desde há duas décadas, a evolução da finança mundial mais não é do que uma longa série de crises : 1987, craque da bolsa ; 1990, crise imobiliária nos Estados Unidos da América, na Europa e no Japão ; 1994, craque obrigacionista americano ; 1997 e 1998, crise financeira internacional ; 2000-2002, craque da "nova economia" ; e, por fim, 2007-2008, crise imobiliária e talvez crise financeira global.
Porquê tal repetição ? Porque foram abolidos todos os entraves à circulação dos capitais e à « inovação » financeira. Quantos aos bancos centrais, que deixaram engordar a bolha financeira, não têm outra solução senão acorrer em auxílio dos bancos e dos fundos especulativos com falta de liquidez.
Não vamos esperar a próxima crise de braços cruzados, nem suportaremos mais as extravagantes desigualdades propiciadas pela finança de mercado. É que, sendo a instabilidade inerente à desregulamentação financeira, como poderão os irrisórios apelos à « transparência » e à « moralização » mudar seja o que for – e impedir que as mesmas causas venham a produzir os mesmos efeitos ? Pôr cobro a isso pressupõe que se intervenha no cerne do « jogo », isto é, que se transforme radicalmente as suas estruturas. Ora, na União Europeia, toda e qualquer transformação vem a chocar se com a incrível protecção que os tratados acharam por bem conceder ao capital financeiro.
Assim sendo, nós, cidadãos europeus, pedimos :
a revogação do artigo 56.º do Tratado de Lisboa, que, proibindo toda e qualquer restrição aos movimentos desses capitais, proporciona ao capital financeiro todas as condições para exercer um domínio esmagador sobre a sociedade.
Pedimos ainda :
a restrição da « liberdade de estabelecimento » (art. 48.º) que dá ao capital a oportunidade de se deslocar para onde as condições lhe são mais favoráveis, permitindo às instituições financeiras encontrar asilo na City de Londres ou noutro sítio qualquer. Se, por « liberdade », há que entender a liberdade de as potências dominantes (hoje encarnadas na finança) reduzirem o resto da sociedade à servidão, digamos imediatamente que a não queremos : preferimos a liberdade dos povos, a liberdade de viverem livres da servidão da rentabilidade financeira.
Antigamente, o Corpo Diplomático mamava em Belém. Com a crise do "Casa Pia", têm de ir, como as outras, ó meu, ó meu, ao "Atrium Saldanha"...
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quinta-feira, 29 de maio de 2008
Teorias E-Konómicas
ASSIM… NADA SERIA MAIS FÁCIL DE IMPOR E MANTER DO QUE A PAZ….
ASSIM… NADA SERIA MAIS FÁCIL DE MANTER E
IMPOR DO QUE A PAZ...
QUEREM PAZ?
MAS QUEREM MESMO?

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RAPA-NUI - Aqui, quando se acabaram as árvores, ficaram apenas as Cabeçorras de Pedra
e depois não digam que não são capazes de o fazer!!!!
Bruxelas infligiu no total uma multa de 183 milhões de euros às cinco empresas envolvidas na concertação de preços: BP, Repsol, Cepsa, Nynas e Galp.
A Comissão Europeia argumenta que entre 1991 e 2002, estas empresas partilharam o mercado do betume para asfalto em Espanha e concertaram os preços.
A BP foi a primeira empresa a divulgar as informações relativas à prática de cartelização no âmbito do estatuto de clemência dado por Bruxelas a quem cooperar neste tipo denúncia, tendo por isso obtido imunidade, pelo que lhe viu perdoada a multa no valor de 66 milhões de euros.
NOVA ÁGUIA
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A Maldição da Amélia das Marmitas
E AFINAL É TÃO FÁCIL...

Vou tentar vender a patente à GNR...
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andamos a pagar a medalha do Portas e o lugar de presidente da Comissão da UE "oferecido" ao Cherne de águas turvas
A mistificação do pico petrolífero, quer dizer o argumento segundo o qual a produção petrolífera teria esgotado mais da metade das reservas, o que teria levado o petróleo barato e abundante ao declínio do mundo, permitiu que esta cara fraude perdurasse, desde a invasão do Iraque em 2003, com a ajuda dos principais bancos, dos negociantes e dos principais operadores do sector petrolífero. No seu último relatório sobre as perspectivas energéticas a curto prazo, l’EIA (Energy Information Administration) do governo dos USA concluía que as necessidades internas em produtos petrolíferos deveriam baixar em 190.000 baris por dia em 2008, sobretudo por causa da recessão económica. Isto quer dizer que a principal nação consumidora de petróleo, os USA, vêem uma baixa de consumo importante da procura e que a China que apenas consome um terço, apenas verá um pequeno aumento do seu consumo em ½ % da sua procura global.
vigilantes contra o carjacking
quando é que os preços baixam agora?

Com a redução do consumo nos USA a especulação e os preços do petróleo estão a baixar e, cá pelo burgo, são as receitas do imposto sobre os combustíveis e o do iva que estão a baixar, porque já se consome menos por um lado e que por outro lado há mais portugueses a comprar em Espanha... espero também que a nosso "grande" boicote seja um sinal ao mercado para acabar com a especulação e lucros fabulosos, que, nem se justificam, com o choradinho de que as margens não dão margem para reduções! e para o governo que não tem consciência de que um demasiado abrandamento da procura não é favorável às receitas do estado...
O preço do petróleo valia hoje quase menos nove dólares (5,75 euros) em Nova Iorque, face ao recorde histórico de 135,09 dólares (86,31 euros) atingido a 22 de Maio, reagindo ao efeito da queda do consumo de combustíveis nos EUA.
Em Londres, o preço do petróleo de “Brent” negociava-se a 127,17 dólares o barril às 11h56."
Imagem de RAIM para ver aqui.
JorgeRitto@foreignministry.pt, ferrodrigues@foreignministry.pt, mmcarrilho@foreignministry.pt, jaimegama@foreignministry.pt...
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Assim se explica a pressa em ensinar Inglês Técnico no 1º Ciclo...
Hoje é dia grande, Carlos Cruz, um dos peões do "Casa Pia", vai ser ouvido no Tribunal
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Podemos desde já adiantar, violando o Segredo de Justiça, que repetirá a sua célebre frase: "Sou adulto, heterossexual e ACTIVO". Muito vão tremer, hoje, em Portugal, os heterossexuais passivos... Paulo Pedroso, pela primeira vez, comenta o assunto frontalmente, no "Banco Corrido".
O Mercado tanto há-de funcionar que acabaremos todos aos restos dos caixotes da lota...
Os McCann não querem repetir a bruta piela de Maio. Acho mal: o Gerry vai sentir falta daqueles corpos masculinos todos...
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Inspirado numa alfinetada da E-Ko
Deixo as duas cenas finais deste filme. No primeiro vídeo poderão ver como uma mulher de feições asiáticas, que nunca conseguiu alcançar um orgasmo, tenta atingi-lo, masturbando-se num banco perto de uma praia. A frustração por não o conseguir leva-a a "sugar" toda a energia eléctrica de Nova Iorque. A cidade fica às escuras e será essa ausência de luz que encaminha todos os protagonistas para o clube nocturno que costumam frequentar.
O segundo vídeo, que corresponde ao final do filme, passa-se no clube nocturno onde se costuma reunir uma população muito heterogénea, e onde todas as tensões, frustrações, emoções e sensibilidades acumuladas vão (re)encontrar-se, esclarecer-se e resolver-se. Podem assistir, nesse segundo vídeo, a um dos momentos mais emocionantes do filme: ao som de uma belíssima canção ("In the End") os sentimentos mais autênticos de cada um dos protagonistas vêm ao de cima e libertam-se as emoções e os desejos. O espaço transforma-se e fica carregado de ternura e paixão. Será nessa altura que aquela personagem alcança, pela primeira vez na sua vida, um orgasmo, libertando toda a energia nela acumulada, devolvendo a luz à cidade de Nova Iorque. Belíssima metáfora!
terça-feira, 27 de maio de 2008
O senhor não tem idade nem curriculum! Sócrates vs Louça
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O Primeiro-ministro José Sócrates num momento de alucinação dirigindo-se a Francisco Louçã disse: " Você não tem idade nem curriculum ...".
Uma boa piada, diz o jornalista do Portugal Diário! Eu fui à Internet verificar o curriculum e não resisto a publicar:
Actividade política:
*Louçã, nasceu em 12 de Novembro de 1956. Participou na luta contra a Ditadura e a Guerra no movimento estudantil dos anos setenta, foi preso em Dezembro de 1972 com apenas 16 anos e libertado de Caxias sob caução, aderindo à LCI/PSR em 1972 e em 1999 fundou o Bloco de Esquerda. Foi eleito deputado em 1999 e reeleito em 2002 e 2005. É membro das comissões de economia e finanças e antes comissão de liberdades, direitos e garantias. Foi candidato presidencial em 2006.
Actividades académicas:
Frequentou a escola em Lisboa no Liceu Padre António Vieira (prémio Sagres para os melhores alunos do país), o Instituto Superior de Economia (prémio Banco de Portugal para o melhor aluno de economia), onde ainda fez o mestrado (prémio JNICT para o melhor aluno) e onde concluiu o doutoramento em 1996.
Em 1999 fez as provas de agregação (aprovação por unanimidade) e em 2004 venceu o concurso para Professor Associado, ainda por unanimidade do júri. É professor no ISEG ( Universidade Técnica de Lisboa), onde tem continuado a dar aulas e onde preside a um dos centros de investigação científica (Unidade de Estudos sobre a Complexidade na Economia).
Recebeu em 1999 o prémio da History of Economics Association para o melhor artigo publicado em revista científica internacional. É membro da American Association of Economists e de outras associações internacionais, tendo tido posições de direcção em algumas; membro do conselho editorial de revistas científicas em Inglaterra, Brasil e Portugal; "referee" para algumas das principais revistas científicas internacionais (American Economic Review, Economic Journal, Journal of Economic Literature, Cambridge Journal of Economics, Metroeconomica, History of Political Economy, Journal of Evolutionary Economics, etc.).
Foi professor visitante na Universidade de Utrecht e apresentou conferências nos EUA, Inglaterra, França, Itália, Grécia, Brasil, Venezuela, Noruega, Alemanha, Suíça, Polónia, Holanda, Dinamarca, Espanha.
Publicou artigos em revistas internacionais de referência em economia e física teórica e é um dos economistas portugueses com mais livros e artigos publicados (traduções em inglês, francês, alemão, italiano, russo, turco, espanhol, japonês).
Em 2005, foi convidado pelo Banco Mundial para participar com quatro outros economistas, incluindo um Prémio Nobel, numa conferência científica em Pequim, foi desconvidado por pressão directa do governo chinês alegando razões políticas.
Terminou em Agosto um livro sobre "The Years of High Econometrics" que será publicado brevemente nos EUA e em Inglaterra.
Obras publicadas:
Ensaios políticos
Ensaio para uma Revolução (1984, Edição CM)
Herança Tricolor (1989, Edição Cotovia)
A Maldição de Midas - A Cultura do Capitalismo Tardio (1994, Edição Cotovia)
A Guerra Infinita, com Jorge Costa (Edições Afrontamento, 2003)
A Globalização Armada - As Aventuras de George W. Bush na Babilónia, com Jorge Costa (Edições Afrontamento, 2004)
Ensaio Geral - Passado e Futuro do 25 de Abril, co-editor com Fernando Rosas (Edições D. Quixote, 2004)
Livros de Economia
Turbulence in Economics (edição Edward Elgar, Inglaterra e EUA, 1997), traduzido como Turbulência na Economia (edição Afrontamento, 1997)
The Foundations of Long Wave Theory, com Jan Reinjders, da Universidade de Utrecht (edição Elgar, 1999), dois volumes
Perspectives on Complexity in Economics, editor, 1999 (Lisboa: UECE-ISEG)
Is Economics an Evolutionary Science?, com Mark Perlman, Universidade de Pittsburgh (edição Elgar, 2000)
Coisas da Mecânica Misteriosa (Afrontamento, 1999)
Introdução à Macroeconomia, com João Ferreira do Amaral, G. Caetano, S. Santos, Mº C. Ferreira, E. Fontainha (Escolar Editora, 2002)
As Time Goes By, com Chris Freeman (2001 e 2002, Oxford University Press, Inglaterra e EUA); já traduzido para português (Ciclos e Crises no Capitalismo Global - Das revoluções industriais à revolução da informação, edições Afrontamento, 2004) e chinês (Edições Universitárias de Pequim, 2005)
* Fonte Wikipédia
Sobre Sócrates, sabe-se que é engenheiro civil tirado na Universidade Independente, ainda sob suspeita de ilegalidades. Que assinava como Engenheiro quando era Engenheiro-Técnico. Que elaborou ou pelo menos assinou uns projectos de habitação caricatos. Que a sua actividade política se deu com o 25 de Abril na JSD/PSD e depois no PS como deputado e como governante. Do seu curriculum sabe-se ainda (embora ele o desconhecesse) que teve uma incursão fugaz como empresário-sócio de uma empresa de venda de combustíveis.
Quanto a curriculuns estamos conversados!
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Quanto à idade o Jose Socrates nasceu em 6 de Setembro de 1957, numa pobre, apagada e minúscula vila de Alijó, portanto é cerca de um ano mais novo... Isto diz tudo quanto à sua coerência e rigor analítico.....e é por isso podemos esperar MUITO deste pigmeu!
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António Marinho Pinto gosta de ter opiniões sobre tudo. (...)
Em relação à violência doméstica, o bastonário entende, de forma original, que esta deve deixar de ser um crime público. (...) E depois, em mais uma prova de anti demagogia, explicou as suas reticências. Em primeiro lugar, existe nestas leis "uma espécie de feminismo impertinente", "um certo fundamentalismo" de defesa das mulheres. O bastonário considera que, depois de ter sido espancada - desde que o marido não tenha deixado marcas "irreversíveis" -, a mulher "deve poder escolher em liberdade" se quer apresentar queixa ou desistir desta, seguramente após ponderar bem as ameaças físicas do marido, a vergonha perante os filhos e as consequências financeiras da sua decisão.
Marinho Pinto considera que é preciso alguma prudência nas penas e na obrigação de levar os processos até ao fim.
O bastonário não compreende porque é que o Estado se deve substituir à queixosa, mesmo que a violência provoque traumas profundos nas crianças menores, seja praticada à sua frente e comprometa para sempre a sua formação, e mesmo que grande parte das mulheres se arrependam de apresentar queixa depois de voltarem a ser ameaçadas e quando não têm dinheiro para sair de casa.
Para o bastonário, isso são detalhes. Os casos de violência doméstica resolvem-se em casa entre uma palmadinha na cara e um beijinho na testa. E quanto menos o Estado se meter, melhor. Em muitas das situações, diz Marinho Pinto, "a vítima não quer justiça - quer vingança" e isso, evidentemente, não se admite.
Perante argumentos com esta força, é difícil encontrar objecções consistentes.
Sábado, A Direcção
Alguém que espanque esta criatura?!
O Velho mundo das velhas "The Braganza Mothers"
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Somos mais que muitos a querer o mesmo
Introduzi os valores de 3 variáveis, para todos os países do Mundo (*) e calculei as respectivas correlações (Rxy Pearson). As variáveis analisadas para cada país, foram as seguintes:
- PIB per capita, em dólares americanos, em Paridade de Poder de Compra (2005)
- Consumo de Electricidade per Capita, em Kw/Hora
Para quem não tenha noções mínimas de Estatística, a Correlação Rxy de Pearson mede o grau de associação (relação linear) entre duas varáveis quantitativas. Quanto mais próximo da unidade (100%) maior a força linear das variáveis em estudo. Assim, simplificando o mais possível, a probabilidade da variável x aumentar (ou diminuir) é tanto maior, quanto maior for a correlação existente com a variável y. Uma correlação de 15% significa que a força de relação entre as variáveis é relativamente fraca: a variação de uma delas não influencia significativamente a outra. Uma correlação de 80% expressa, pelo contrário, uma relação forte entre as duas variáveis: a variação de uma delas aumenta significativamente a probabilidade de ocorrer o mesmo à outra variável (embora não necessariamente no mesmo sentido, porque a correlação pode ser negativa ou positiva).
As correlações obtidas foram as seguintes:
- IDH vs. PIB pc = 77.6%
- IDH vs. Kw/H pc = 64.7%
- PIB pc vs. Kw/H pc = 84.9%
Estas correlações expressam duas coisas muito simples:
- quanto maior o Desenvolvimento de um país, maior o consumo energético per capita;
- quanto maior o Rendimento per capita, maior o consumo energético per capita.
Esta segunda relação é, como podem constatar, mais intensa do que a primeira. Presumo que nada disto seja novidade para ninguém mas, em todo o caso, nada como recordar algumas coisas básicas para perceber o que está a contecer. Embora os dados analisados digam respeito apenas ao consumo de electricidade, não há alterações significativas a registar no que diz respeito ao consumo global de energia.
(*) Todos, não! Lesoto, Suazilândia, Namíbia, Botsuana, Butão, Timor-Leste e Territórios Ocupados da Palestina não tinham valores para uma ou para duas das variáveis em análise. O PNUD também deixa de fora um país conhecido internacionalmente por "Farol do Progresso" Norte-Coreano. I wonder Why! Provavelmente por rebentar com as escalas dos indicadores!
Bué Meu
Trabalhava no import-export.
Comprava droga e revendia-a com apreciável sucesso nas ruas.
Conforme os senhores da polícia dizem “tudo indica que o jovem baleado constava dos ficheiros como um dos elementos associados ao tráfico de estupefacientes no Bairro Alto.”
Mas o jovem Banú tinha muitos sonhos queria progredir.
E conforme um jornal dizia, estando desempregado, frequentava um curso de formação profissional e também estava no fundo do desemprego.
E, é claro, o senhor formador, não achava nada estranho que o jovem se por acaso lá aparecia, aparecesse sonolento.
Sente que lhe estão a mexer na carteira?
Tem razão!
Après nous le déluge
Modelos de Vida
Mas, como cada um de nós é só um, acha que não tem nada a ver com o assunto. Queremos é ter direito à manutenção do regabofe consumista como se os recursos do planeta fossem infinitos.
Do 1º trimestre de 2007 para o 1º trimestre de 2008, a GALP reduziu a sua margem de lucro no negócio da refinação, em mais de 50%. Neste momento, a GALP está a refinar cada barril com uma margem de lucro na casa dos 2 euros, quando há um ano andava por mais do dobro. É possível pedir à GALP que reduza ainda mais a sua margem de lucro mas as possibilidades dessa redução encontram-se significativamente apertadas.
Como disse Manuela Ferreira Leite, o preço da energia (e não apenas do petróleo) atingiu um determinado patamar e muito dificilmente vai baixar. Neste momento, o Estado Português só pode intervir (se achar por bem fazê-lo!) ao nível das taxas e impostos, visto que o preço é determinado internacionalmente e Portugal não tem peso económico para modificar a formação do preço do petróleo.
segunda-feira, 26 de maio de 2008
O Túnel do prazer
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Um dos desaparecidos centros de interesse de Lisboa, era o famoso túnel do Campo Grande, cenário de epopeias que preencheram a vida de milhares que por lá passaram ao longo de décadas. Hoje encontra-se fechado com grades e cadeado, tal a fúria moralista que por esta cidade grassa. De local de prazer, passou a mera recordação de um passado que deixa saudades a todos. O seu fecho coincidiu com uma devastação sem igual na mata circundante, onde árvores, arbustos e cercas foram destruídos a bem da tranquilidade solitária e onanista de quem manda e tudo pode.
Quem é que não teve uns minutos de folia naquele canal de ligação entre o jardim e a burguesa avenida da Igreja?
Nos bons tempos, os convivas chegavam por volta das 5.30 da tarde, quando no inverno a noite cai depressa, propiciando as necessárias e tranquilizadoras sombras. Rondavam o local e sentavam-se distraídamente nos bancos à coca de um alvo agradável, por lá ficando uns momentos até ao início daquilo que ali os tinha conduzido. Existiam os que faziam parte da casa, pois ali assentavam arraiais todos os dias, por vezes até altas horas da noite, num corropio alucinante e devorador de velhos conhecimentos ou de apetitosas novidades. Quem não se lembra do "almirante"? Este era um tipo que vivia ali para os lados da av. de Roma e que trabalhando numa companhia de navegação, beneficiava do estatuto imaginário que as bichas têm por hábito atribuir aos semelhantes, exagerando as funções: assim, de manga de alpaca, via-se após as 5 da tarde, promovido a almirante. Era um guloso altamente impopular, porque se tornara expert em sabotar os engates alheios, intrometendo-se descaradamente e não conseguindo os seus fins, destruía o forró dos outros. Uma peste.
E o sacristão da igreja do Campo Grande? Era um rapaz com uns vinte anos que despachava a granel e sendo bonito, tinha sempre casa cheia.
E a Rendeira? Era uma bicha-muito-bicha que caminhava sempre com os antebraços virados um para o outro, juntando-se as mãos costas com costas, numa atitude que parecia próxima à das senhoras que fazem o naperon para o frigorífico. Como era nova e engraçada, tinha muita procura, embora não se pudesse andar com a criatura na rua à luz do dia, tal era o embaraço causado.
Existia também aquele que era conhecido pela gira alcunha de A Penitente. Tratava-se de um respeitável senhor sempre de fato e gravata, idoso de mais de 70 anos que ao fim da tarde lá vinha com o seu passo lento e curto, colocar-se nas imediações do túnel. Assim que escurecia, calmamente descia a rampa que dava acesso à catacumba e então, ajoelhava-se sobre a almofadinha de napa que trazia sempre pronta a proteger-lhe as dobradiças. Ficava ali durante horas, especado e de boca aberta, à espera de alguém que lhe desse alimento. Não sei porquê, sempre me fez lembrar um carro numa bomba de gasolina. Á hora do jantar e decerto com o depósito meio cheio, lá ia ter com a família a casa, com certeza contando como as flores começavam a desabrochar mais cedo naquele inverno ameno.
E a jornaleira vesga? Essa nem entrava no túnel, porque preferia ficar ali perto atrás de um arbusto, mostrando o seu gordo e voraz rabo a quem por ali andava à caça de gambozinos.
E o caboverdiano "os Pedro"? Tinha uns dois metros de altura e um autêntico extintor de incêndios dentro das calças. Famosíssimo e sempre muito procurado.
E os "atletas" do jogging? Belo pretexto tinham, correndo distraidamente de um lado para o outro, até porem os mirones em cima de algo que lhes oferecesse a oportunidade de um salto mortal. O fato de treino dá muito jeito!
Um bem conhecido era um fulano que trabalhava num café lá para os lados da Rio de Janeiro, um gajão muito bem armado e nada esquisito, exibicionista e que estava apto para tudo e mais alguma coisa. Às vezes passeava por ali acompanhado pela mulher e pelos dois filhos ao fim de semana e ia cumprimentando os conhecidos com o maior dos à vontades. Um benemérito. Muitas vezes fiquei a pensar no que diria ele à esposa devido ao tão grande número de conhecidos naquele parque.
O suiço-mamão era um perigo para os mais tímidos. Altíssimo e com cara de poucos amigos, mas de uma inacreditável lata. É que nem sequer havia conversas preliminares, porque dizia logo o típico ..."kerrerrr mamarrrr, eu gostarrr"...
Por lá passavam todos, desde os tropas do BST (actual Lusófona) e de outros quartéis, até aos estudantes das faculdades e da escola da Cidade Universitária. Recordo-me também da época em que os tropas mudavam de roupa em plena alameda do jardim, local exacto para umas manobras militares de grande envolvimento pela rectaguarda, pois na sua maior parte eram uns bimbos prontos para o que desse e viesse. E adoravam, ficavam logo com contactos e até telefonavam a marcar nova revista à coluna! A ciganagem do Campo Grande e avenida do Brasil também por lá andava na maior e para grande contentamento dos apreciadores de petiscos exóticos e incertos. Homens das obras, tipos a caminho do encontro com a namorada que trabalhava no Centro Alvalade, gajos que iam ou vinham da bola no Sporting ou Benfica, gente dos comícios do PC ao CDS no Campo Pequeno, enfim, uma chusma imparável e heterogénea. Um fartote, para não falar das dactilógrafas habituais do Bric que por lá corajosamente se aventuravam.
Ali em baixo, batendo as 7 da tarde, chegavam a estar mais de 30 gajos enrolados para o vale tudo. Por vezes entravam casais ou mulheres que pretendendo atravessar com segurança para o outro lado da rua, nem sabiam no que se metiam. Desciam normalmente a rampa e entravam no túnel que estava já bastante escuro. Os primeiros passos eram dados com a firmeza do andar normal, mas poucos metros passados, os incautos ou desprevenidos reparavam infalivelmente com a azáfama que por lá ia e assim, começando a andar mais depressa, saiam em corrida disparada, apavorados com o que lhes podia acontecer. Nem sabiam o que perdiam e alguns, os mais curiosos, concluíam ter descoberto mais um imprescindível ponto de apoio moral às suas insípidas vidas de estudantes ou trabalhadores. Tinham encontrado uma forma simples e gratuita de ter o que apenas sonhavam. E quantos que por lá passavam, tinham inicialmente a mesma reacção e chegando ao fim da rampa de saída, decidiam voltar para trás e aproveitar a oportunidade? Era fácil e numa questão de minutos seguiam o seu caminho.
A coisa estava aberta toda a noite, mas por vezes as altas horas eram perigosas, porque nestes locais existem quase sempre oportunistas que depois de gozarem, querem vingar-se do parceiro, roubando-o ou dando o clássico arrebenta que deixa marcas. Mas valia a pena correr o risco.
Quanta gente despreocupadamente conhecida àquelas paredes se encostou! Alguns engatavam in loco para depois saírem acompanhados em direcção a um local mais íntimo, fosse ele uma árvore, moita num dos lavabos das faculdades, do Quarteto ou do Centro Alvalade. Um espectáculo!
Hoje, tudo acabou e o que existe mais perto, é o circuito automóvel da Cidade Universitária, onde o bichame idiota contribui poderosamente para o efeito de estufa, queimando milhões de litros de gasolina para nada. Muito licradas e apertadinhas com o topo do cabelo em popa idiota, calças a cair pelos chupados cús abaixo, lá fazem o rallye como se estivessem no Chiado. Não valem um corno e o enconanço é total.
O túnel encontra-se por vezes aberto durante o dia, para ser abusivamente encerrado logo que a tarde ameaça chegar ao fim. É a Lisboa que morre aos poucos, uma cidade que não necessita de um Vesúvio que a cubra de cinzas, pois a estupidez e preconceito queimam mais que nunca. Tempos modernos, estes.
O nosso jantar...
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Eu sugeri um jantar entre os colaboradores do Braganza Mothers. Será o acontecimento do ano! Penso que todos já deliram com este jantar...
Parece que continua tudo muito parado, por isso dou as seguintes datas:
6.ª feira - 6 de Junho;
Sábado - 7 de Junho;
2.ª feira - 9 de Junho (véspera de feriado);
5.ª feira - 12 de Junho (véspera de feriado);
6.ª feira - 13 de Junho;
Sábado - 14 de Junho;
etc...
Esta é dedicada ao Fado Alexandrino. Não faz anos, mas anda há anos nisto. A foto veio via email...
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Estes homens estão a instalar pilares de ferro numa calçada de betão, para impedir o estacionamento de carros em frente de um bar de Lisboa.
No momento da foto eles estão a limpar e a terminar o trabalho.
Quanto tempo acha que vai levar para perceberem onde está têm estacionado o próprio carro?
A Sonda Phoenix aterra em Marte à procura de vida, esperemos que diferente da de cá...
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GRANDES FORTUNAS, MAIORES IDEIAS

Organismo do Ministério das Finanças estuda proposta de lei que isenta grandes fortunas
26.05.2008 - 08h56
Por João Ramos de Almeida
Como é que ainda ninguém se tinha lembrado disso? Esta sim, seria uma medida justa, pois as grandes fortunas pagam muitos impostos o que é injusto. Os impostos foram feitos para os pobres, para os pensionistas, para os velhos, os feios e os deficientes, quem os deve pagar são a ralé, gajos com os dentes podres ou desdentados… os ricos, sobretudo os detentores das grandes fortunas não, por vários motivos que podem escapar ao cidadão mais distraído:
Em 1º lugar não vale a pena pois, como eles já fogem aos impostos, é inútil tentar fazê-los pagar, pelo que assim poupa-se dinheiro do erário público a tentar apanhar aqueles que já se sabe que vão fugir.
Depois, em 2º lugar, se as grandes fortunas pagassem os impostos que nós, os pés descalços, pagamos ficavam também pobres, o que iria agravar a pobreza em Portugal e seria péssimo para a nossa imagem no estrangeiro, sobretudo na Europa.
Por 3º lugar, convém não esquecer que se não houver grandes fortunas, não serão precisos os lacaios e inúmeros trabalhadores que são necessários para que se criem as grandes fortunas e, desta forma, teríamos que ir todos para Espanha e deixar o país só para eles.
Em 4º os vendedores de automóveis de luxo, de jóias, aviões, helicópteros e caviar, se as grandes fortunas pagassem impostos, iriam com certeza à falência, isto se ainda não tivessem ido para Espanha.
Finalmente, os cretinos que fizeram este estudo não seriam pagos…
Proposta: um tiro nos (perdão) na cabeça, deles, seria a única resposta à altura.
Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas
Feliz Aniversário: tive de passar a noite a trabalhar uns extras, para poder comprar isto na "Versalhes". Quando entrei, ia sendo posta na rua, mas...
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