terça-feira, 29 de abril de 2008

Correio da Lola - Uma fama internacional, ou um "franchising?"...

Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas

Querida Lola:


Sou um seu atento leitor, desde que a minha Inês, o Gonçalo, a Mafalda, o David, o Raul, o Luís, a Susana, a Leonor e o Diniz vão para a cama, e eu fico a ver o Futebol e os engates do "Terravista" ponto pt. Li agora no "Sol" que o Ronaldo tinha andado metido com travestis. Pensei logo na menina. Estou enganado, ou tenho um dedinho que adivinha?...
(Estevão Telo de Montalchado Machão, das "Famílias Numerosas", Lisboa, Lapa)
Querido Estevão:
Se, de cada vez que um homem põe uma sainha, calça uns sapatos de salto, e enfia duas almofadas por detrás de um "soutien", para ir "atacar" para a esquina, fosse eu, Lola, estava linda, querido, já não era um ícone de Lisboa-by-night, era Deus-Pai, em pessoa, mais o Espírito Santo, a dar a pombinha por tudo quanto é lado!... Não querido, não fui eu que fui para a cama com o Ronaldo, foi a Gilda Machadão, por acaso, conhecemo-nos do MSN, ainda é noite no Rio, ela ainda a fugir dos tiros da favela, já eu apanho aqui os árbitros, todos, comprados da madrugada, contamos as nossas vidas inteirinhas. Confirmo tudo o que veio no jornal, porque ela contou-me, e até os pormenores. Já me ofereceram uma fortuna para chapar tudo aqui. Querido... é normal que o Ronaldo se tenha enganado, as Brasileiras são umas vadias, começam por dar os buracos todos, e só depois, lá bem no fiiiiiiiiiiiiiiiim da telenovela é que estendem a buceta, com o homem certo, no momento certo, e no dia da procriação. É normal que o rapaz, como futebolista, tenha tentado meter os golos por aquelas balizas todas, e quando foi à última, aquela de que eles menos gostam, em vez de um buraco para meter as bolas, encontrou... sabe, querido, o rapaz transpira inteligência, naquele ar de melão pelado, com um V de dentes invertido, salvo seja, à frente, e deve ter pensado, ao encontrar aquele pau rijo e cabeludo, no lugar do mato grosso da buceta, que tivesse sido mais um desregulamento climático do El Niño, e que aquilo fosse alguma vara de baliza que tivesse resistido de pé, de alguma rajada de vento mais forte, valha-me deus, que levou tudo atrás, a rede, as cordas e a reputação...

Idosa faz o sinal da vitória, depois de ter salvo os tarecos do incêndio do seu Lar de Idosos. Amanhã há mais!...


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Cavaco pede "atenção" ao Governo para impedir "regressão" na política orçamental





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Cavaco pede "atenção" ao Governo para impedir "regressão" na política orçamental.
Sei que os manequins da rua dos Fanqueiros têm a tendência para olhar apenas e só em determinada direcção, a sua rigidez mórbida, de cadáver embalsamado à nascença, fê-los assim e dessa forma continuarão a ver quem passa, o que passa, sem nada fazerem sem nada pensarem ou, então, enganando-nos muito bem, tiram as medidas ao sobretudo de pinho com que nos querem aconchegar. A questão é simples, pode haver e houve regressões em tudo (até se tornaria fastidioso enunciá-las), porém o que não pode é haver regressão na política orçamental… Que coisa estranha, quando já não existirem mais otários a quem sugar, os manequins voltarão a cara e pairarão o seu olhar (às vezes estrábico) sobre outras freguesias…
Começa a chegar a hora de pensar a sério se não teremos, efectivamente, o que merecemos… ou se não teremos que fazer algo para mostrar que não podemos mais ficar calados e se alguém tem de rebentar...









Já começam os visitantes do "No Men's Land", na terra dos homens sem rosto...


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Xutos & Pontapés: "Não Sou o Único" (Circo de Feras, 1987)

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Encontrem alguém nascido entre finais de 60 e arranque de 80 que não saiba de cor a letra deste tema e o mais provável é que: a) nunca tenha posto os pés em Portugal; b) seja verde e venha de outro planeta; c) tenha uma grave deficiência auditiva. Esta é "apenas" uma daquelas músicas que define uma geração.

Blitz

Muito bommmmmmmmmmmm!

O combate dos chefes

Ora vejamos:

um Coelho a beber um copo de Leite, um gajo a-guiar de Branco uma carripana com uma imagem da Santa Ana e um Alberto num Jardim.  A coisa promete e o arsenal de venenos escondidos em cachuchos de brilhantes, garrafas de água das pedras sulfúricas e pistolas made in Kosovo, decerto trarão algum colorido à luta pela liderança dos liberais. Vamos a ver como é que a coisa acaba. Não perdemos por esperar.

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Razões para sorrir

Titanic: Two the surface

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Titanic: Two the surface – Parece um nome sugestivo para o novo filme do Titanic com o Leonardo Di Caprio.

Veja-se o trailer. Esta formidável a ideia, pena que nada tem a ver com o Titanic.


Agora muita atenção: Isto não se trata de um futuro filme nem nada que se parece, mas sim de um montagem de vários filmes e que se transformou neste filme.

Veja aqui o sítio do “realizador” ou do “montador” como queiram chamar.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

O Crepúsculo dos Adeuses

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Com todas as inconveniências que possam ter o mudar de casa, tenho andado impedido de reflectir sobre certos temas, e agora aqui vêm eles, ao sabor da pena.
O primeiro, porque mais caseiro, é que alguém rasgou um dos bastidores do PSD, e a gente, "nózes", vimos tudo aquilo que não gostaríamos de ver. Vou simplificar, em linguagem médica, profissão que reneguei, desde tenra idade: O PSD, foi à mesa de operações, e, como diz a tia Emília, "voltaram-no a fechar"... Na linguagem popular, isto quer dizer que a "coisa" já estava por toda a parte, seis semanas de vida, e só por causa dos Rebuçados do Doutor Bayard...
Tratando os bois, aliás, as vacas pelos nomes, de Manuela Ferreira Leite acho que, historicamente, até devia ia para a frente do PSD, já que, medíocre, saneada pelo Sr. Silva, de Boliqueime, porque ineficaz, Ministra do Desespero do pior governo de Portugal, antes de Sócrates, e inventora daquilo que o Keynesianismo sempre renegou, ou seja, que mais vale ter um corpo vivo a dever dinheiro do que um morto com as contas em dia, e que Sócrates ainda esmerou depois, já que se tornou num hiper-keynesianista, que conseguiu ter um corpo morto, e ainda a dever dinheiro...
adiante,
já me perdi, a Manuela Ferreira Leite só me faz lembrar uma expressão da "Luisona", uma "veterana" dos chichis do Castil, que, ainda aquilo funcionava, com as tias todas à porta, a comprar os trapinhos da Loja das Meias, mais umas de que já nem sequer me lembro, porque as pessoas decentes iam ali mesmo era ver se havia caça de urinol, a "Luisona", quando não conseguia presa, levantava a voz -- o gajo tinha corpo de fuzileiro, e aquilo era um escândalo -- e soltava o seu célebre "lá vou eu sair daqui com a cona toda enresinada!...", naquela voz de frequências de trompete-surdina, que certas bichas têm, e que fazem lembrar as vozes de caixa-de-sapato da BBC, durante a Grande Depressão.
Ora acontece que a Manuela Ferreira Leite tem cara de quem anda com a cona enresinada há bué anos, ainda não havia deficit, excepto o deficit da cona enresinada dela, e, então, naquelas crises que eu tenho, porque, para o ano VAMOS TER DE IR VOTAR EM FORÇA, deu-me uma angústia horrível, do vou votar em quem, e aparece o Alberto João. Ora, o Alberto João, com todos os seus "defeitos maus" tem uma costela que ainda poderemos chamar de nacional, num timbre muito próximo daquelas enxovalhadeiras de Fernão Lopes, as serigaitas de Gil Vicente, ou a Padeira de Aljubarrota: é uma Maria da Fonte com o fontanário todo arrombado, por décadas de deboche, garrafão, garganta grossa, palavrões, insultos aos piolhos do Sistema Político continental, tratou de sacar os fundinhos, para desenvolver a terra dela, que, por acaso, também é orgulhosamente nossa, e das poucas de que nos devemos ufanar, tirando aquela fome das furnas, que nós agora até em Telheiras e na Avenida de Roma temos, e as porcarias da Pedofilia de Câmara de Lobos, mas parece que muitos dos rapazitos até estão bem colocados no Estrangeiro, não por Erasmus, mas por Orgasmos, e, então, só me lembrei do Cunhal, no RTP-Memória, a dizer que ia aconselhar os Comunistas a votar na Mana Gorda Soares, e que iam engolir um sapo...
Ao votar no Alberto João Jardim, se a coisa se puser a jeito, vou engolir um hipopótamo do tamanho da Clara Pinto-Correia (gostaram do guinchinho que ela solta no final do "Samba"?... Aqulo são ultra-sons, só que captados por microfone especial: é com aquilo que ela consegue pôr os cães a dar o nó, segredos da casa...), mas parece-me que, para ter alternância, temos de mesmo de votar no Gingão da Madeira, deus me perdoe, já o estou a ver nos jantares oficiais em Belém, o Sr. Silva com as mãos todas transpiradas -- apertar aquilo é um suplício, pior do que visitar os Grandes Lábios do Cláudio Ramos... -- mais a Maria, com o dedo enfiado na orelha, coisa que aprendeu em Bukhingham, coisa que lhe ensinaram, quando se agarra na chavená, estender o mindinho, e ela, mulher de centro-esquerda, perguntou, "esticar para meter... onde?..."
Na orelha, obviamente, como manda o Protocolo da Casa de Windsor.
A parte dois é mais sinistra, e trouxe-me à memória uns enigmáticos emails do Wahsse Fudher, quando negociámos a entrada dele para este espaço: "no questions about...", e que BILDERBERG IA ACELERAR A COISA. Não me esqueço desta frase, porque encaixa, na perfeição, no que está a suceder, as estratégias do medo, em crescendo, a situação de insegurança, a ascensão dos extremismos políticos, a encenação do colapso dos recursos econónimos e alimentares, e o deixar criar uma nova frente de batalha, que não exclui o Extermínio e o alvo fácil do Imigrante.
Vem aí qualquer coisa de fantástico, ao pé do qual, as guerras eram simples torneios de xadrez.
O importante é que a Blogosfera virá a ter um papel fulcral, como teve a Resistência Francesa, durante Vichy, e vamos ter de nos preparar para isso, saltando por porcarias do passado, comentadores dementes, piolhos do outrora, elementos de desestabilização, e centrar a atenção e as energias na transmissão e desencriptação do sucedido.
Eu não quero voltar à Idade Média, e quero que façamos a vida negra a esses gajos até ao fim dos nossos recursos.
Já me foderam computadores, já me destruíram telemóveis e Ipods, já censuraram, já criaram ratoeiras de comentários, já ameaçaram com tudo, e, portanto, só falta agora matarem-me, coisa que, no estado de claustrofobia em que estou, sempre era um favor que me faziam.
Vamos, portanto ao Alberto, assumindo todo o Barroco deste lugar; queria ver a expressão "frequentar outros colos", dita pelo Santana, na boca do João, embora o Boneco de Plástico do Largo do Rato já seja mais do que insensível ao que quer que seja, depois da frequência dos diâmetros XXXL.
É evidente que a crise do arroz não é nada, face à morte da "Amélia das Marmitas", já que, se não pudérmos comer arroz, comeremos "pralinés" Neuhaus, embora vá ser difícil explicar isto no Darfur... A Morte da Amélia das Marmitas devia ter posto Wall Sreeet em queda, e comparada, pela UNESCO, ao incêndio da Bibiloteca de Alexandria: figurada e literalmente, perdeu-se ali uma fabulosa parte da tradição oral portuguesa. Do Campo Grande, nunca presenciei, mas o nosso colaborador Nuno Castelo-Branco lá saberá desenhar a coisa na minúcia,. Ainda anteontem, na Costa, pensei que as dunas devem ter sido das raras zonas não batidas por aquele herói de guerra, mas parece-me vê-lo num meio de umas toalhas de praia, no trecos-larecos, de certeza, a destruir, com a verdade, a reputação de algum cavalheiro casado e pai de três filhos. Deitada, tinha a forma de uma sereia ressequida, desde que a presa se lhe não chegasse perto, porque senão, com areia ou sem areia, a jibóia da mamada, desengonçava os maxilares, e entrava por ali dentro tudo o que coubesse, e entre a laringe e o o colón vai bem um metro bem medido de extensão. Gloriosa garganta...
A morte da "Amélia das Marmitas" marca uma rotura de paradigma tão grave como o atentado às Torres Gémeas: voltámos ao "Ground Zero", e vamos ter de reconstituir tudo, como já está profetizado nos haikai das portas dos sanitários do Centro de Odivelas.
Dizia-me o meu guarda-costa do táxi que aquilo no "Elefante Branco" estava pior do que nunca, já que esta nova geração, a dos árbitros comprados, das pequenas empresas de sucesso, dos futeboleiros, pagavam duas para irem para os quartos para lhes enfiarem -- ELAS a eles (!) --- vibradores na extremidade de baixo.
Não há país que resista assim: as miúdas, algumas delas fabulosas, não podem suportar isto mais tempo, como nós já olhamos para Sócrates com o ar de piedade de "quem será a mão que te vai o golpe de misericórdia"?..."
Aparentemente, não vai ser só nele, já que vamos todos apanhar com a pastilha em cima, merda após merda, e da grossa.
Eu só queria fugir daqui, mas tenho medo de que vender os patrimónios já nem dê para viver dos rendimentos no Brasil, senão era JÁ AMANHÃ. "Ocean Palace", here I go!!!...

formspring.me

Ask me anything http://formspring.me/LadySylvia

"Fantasia", de Walt Disney, Clara Pinto-Correia, ou a Vice-Reitora da Universidade Lusófona?...

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Vice-Reitora da "Lusófona" dança ao estilo da (defunta) "Independente"

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Da natureza do Homem Moderno

Dos limites da Igualdade e da Liberdade num mundo sobrepovoado!
Mais do que alguma vez o foi, a nossa existência é antropocêntrica e cronocêntrica. Antropocêntrica, porque conduzimos o destino do Planeta sem qualquer respeito pelas outras espécies que nele habitam e cronocêntrica porque não nos preocupamos seriamente com as gerações futuras. Somos a espécie mais inteligente de que temos conhecimento mas estamos a conduzir o Planeta para uma catástrofe ambiental de proporções apocalípticas, e estamos a levar as sociedades humanas por caminhos perfeitamente demagógicos e desproporcionados, numa orgia vorazmente consumista que faz de nós, humanos, a maior de todas as pragas e o maior de todos os predadores que jamais puseram os pés na Terra.
Dentro de 3 ou 4 décadas irão coincidir uma série de ameaças e riscos para a humanidade que, conhecendo todos nós a história do comportamento humano ao longo de séculos e milénios, nada de bom nos augura para quando essa coincidência ocorrer: aquecimento global, depleção do petróleo (convencional), destruição ambiental generalizada e, acima de tudo, como corolário de todas as ameaças, um volume demográfico humano de proporções aterradoras. Quando tudo isto se conjugar, em simultâneo, não serei eu a por as mãos no fogo pela sobrevivência da espécie humana.
Mudemos parcial e momentaneamente de assunto para voltarmos depois ao cerne da questão. Quando pensa em si próprio e nas pessoas que o rodeiam, certamente que gosta de se ver a si próprio como alguém civilizado, minimamente culto, preocupado com o mundo, com a pobreza, com a igualdade e com a distribuição de recursos, de riqueza e de bem-estar. Certamente que não tem si e dos seus a imagem de pessoas incivilizadas. No entanto, já parou para pensar sobre o facto inusitado de termos de conviver nos nossos tempos, tempos que acreditamos serem os mais civilizados de sempre, com fenómenos que julgávamos completamente eliminados da História da Humanidade, como os fenómenos da escravatura de seres humanos, exploração desenfreada e demente de pessoas, tráfico de pessoas, crianças e órgãos humanos, redes de abuso sexual de menores, etc, etc, etc., numa escalada de horrores que coloca a nossa civilização em patamares não muito diferentes dos tempos do esclavagismo generalizado?
No entanto, quando pensamos nos nossos próprios actos, quando nos vemos pessoalmente ao espelho, jamais nos consideramos pessoas incivilizadas. Nós estamos longe dessa barbárie. Não somos nós que praticamos esses actos horríveis. Mas, já se perguntou a si próprio o que faria você, os seus familiares, os seus vizinhos, as pessoas que se cruzam todos os dias consigo, se o mundo sofresse uma catástrofe de proporções inimagináveis, decorrente da ruína total das instituições políticas democráticas, da destruição da economia global, da ausência de recursos ou de alimentos? Acha que continuaria a comportar-se como uma pessoa civilizada se o mundo à sua volta se transformar num caos completo, onde a insegurança, a instabilidade e a violência estarão presentes em qualquer lugar e a todos os instantes? Recordemos os atrozes sucessos das confusões recentes no Ruanda, onde cerca de um milhão de seres humanos foram queimados vivos, mortos à catanada e objecto de todo o tipo de arbitrariedades com base em critérios meramente étnicos. Nada disso tem a ver connosco, dirão. Não fomos nós. Nós somos europeus e civilizados. Jamais faríamos o mesmo, dirão muitos de vós. Mas, ainda não há muito tempo, em plena Europa, povos supostamente civilizados envolveram-se em guerras fratricidas com actos não menos bárbaros do que os ocorridos no Ruanda. Na ex-Jugoslávia, Croatas, Sérvios e outros que tais, envolveram-se em conflitos de tal ordem que envergonham qualquer membro da espécie humana. Eu, como todos vós, li na comunicação social episódios em que pessoas que sempre tinham sido vizinhos, que conviviam quotidianamente uns com os outros, se mataram recorrendo a todo o tipo de atrocidades. Sim, eu também li aquelas histórias em que homens obrigaram outros a arrancar com os dentes os testículos de outros homens. E este é apenas um pequeno exemplo do horror que nós, humanos, somos capazes de executar, em nome da nação, da etnia, da religião ou dos interesses económicos. Mas, somos civilizados, não somos? Somos Europeus, residimos em países desenvolvidos, cultos e pacíficos, não é? Pois, convirá recordar que foram os europeus que deram início a duas guerras mundiais (eu defendo mais a tese de que se tratou duma tragédia em dois actos) e que, pasme-se, foi o país mais civilizado da Europa que esteve no centro dessa barbárie. A Alemanha de Kant, Hegel, Marx , Nietzsche, Bach, Haendel, Mozart, Beethoven, Brahms, Schumann, Wagner, Goethe, Thomas Mann, Herman Hesse, Brecht, Kepler, Max Weber, Einstein e tantos outros, cuja memória agora não recordo, esteve na origem de uma incivilidade jamais visionada pela humanidade. Mas eram civilizados, não eram? E cultos? E prósperos? Acha mesmo que a barbárie não pode voltar, em todo o seu esplendor, gula e voracidade só porque alcançámos patamares civilizacionais elevados e pertencemos a um mundo desenvolvido? Está convencido que tudo isto é impossível? Ou extremamente improvável? Acha mesmo que está bem sentado no seu confortável sofá e que é impossível o mundo levar uma reviravolta destas?
E não, não se confunda. Eu não estou a fazer a apologia da barbárie. Quem me dera que nada disto viesse a ocorrer. Sou o primeiro a desejar que nada disto se concretize. Mas, se ocorrer, irá ocorrer a uma escala monstruosa porque nos nossos tempos está tudo ligado. A nossa sociedade global é um edifício cuja estrutura assenta numa rede de relações e de dependências intrínsecas. As ameaças ao nosso mundo merecem, por isso, uma análise bastante cuidada porque o que está em risco é demasiado: demasiadas vidas humanas, demasiados interesses, demasiados direitos e deveres, demasiados sentimentos e emoções.
Que quer a Humanidade? Ou antes, que quer cada ser humano? Uma resposta possível, que para estes efeitos serve muito bem, diz-nos que cada ser humano deseja a satisfação das suas necessidades. E quais são as necessidades humanas a serem satisfeitas? Apesar de um pouco ultrapassada, podemo-nos orientar pela célebre pirâmide de Maslow, segundo a qual cada um de nós seguirá uma lógica mais ou menos hierarquizada que passa primeiro pela satisfação de necessidades fisiológicas (relativas à sobrevivência básica, como a alimentação ou a protecção contra a natureza), seguidas das necessidades de segurança (estabilidade, segurança económica e social), das necessidades sociais (relativas ao relacionamento afectivo e à sociabilidade humana), das necessidades de auto-estima (relativas à promoção e ao desenvolvimento do respeito próprio, do estatuto e do prestígio sociais, consideração social, independência, etc.) e, finalmente, em último lugar, as necessidades de auto-realização (relativas à realização intelectual, moral, espiritual, etc.). Deixemos de lado as imensas críticas à teoria de Maslow, mesmo tendo em conta que há seres humanos que não seguem esta lógica hierárquica, porque o que aqui nos traz é o padrão do comportamento humano e não as excepções. Sucede que, à partida, nenhum ser humano procura satisfazer a sua necessidade de ler um livro, ver um filme ou ouvir uma música se estiver esfomeado ou a morrer de sede. Voltarei a esta questão posteriormente, para desenvolvimentos mais específicos.
Bem, mas de quem estamos a falar? Do Homem Moderno (TODOS NÓS), que surgiu da derrocada do Antigo Regime e do alvor da Modernidade: o Homem Moderno que surgiu do pó e do sangue das revoluções inglesa, francesa, norte-americana e industrial. Numa outra perspectiva, também ela simples, o Homem Moderno aspira à realização desses três grandes valores: Liberdade (económica, social, política, cultural, axiológica, intelectual), Igualdade (económica, social, política) e Fraternidade (económica, social, cultural, religiosa, política) e tudo isto, se possível, em diferentes escalas territoriais (mundiais, internacionais, nacionais). Sabemos, no entanto, que há diferenças significativas quanto ao cumprimento destas necessidades. Se é certo que, no mundo desenvolvido (Europa, norte da América, Austrália, Japão e pouco mais) estão cumpridos patamares minimamente aceitáveis de desenvolvimento económico, social e político, onde se respira liberdade, igualdade e fraternidade, e onde é relativamente raro o cidadão que não possa satisfazer minimamente as suas necessidades, também é certo que ainda existem regiões do planeta onde quase tudo isto está por cumprir-se e onde subsistem desigualdades profundamente aberrantes aos nossos civilizados olhos.
Que sucedeu ao longo da segunda metade do Século XX? Os povos do mundo desenvolvido prosperaram e viram as suas necessidades progressivamente serem satisfeitas, enquanto milhares de milhões de seres humanos viviam num regime de baixo consumo, nos quais mal conseguiam satisfazer as suas necessidades básicas.
Mas, uma vez mais pergunto: que quer o Homem Moderno? A humanidade caracteriza-se pela insatisfação e, como tal, faz parte da natureza humana querer mais, sempre mais, mais e mais. Assim que um ser humano satisfaz as suas necessidades básicas, imediatamente percorre o olhar à sua volta para ver o que pode “agarrar”. Cada ser humano deseja ter sempre mais e é claro que cada um de vocês acha bem. Eu sou um dos primeiros a achar bem. Mas, esperem lá. Será que é a mesma coisa termos um planeta habitado por mil milhões de pessoas, cada uma delas a querer mais, ou termos um planeta de 6 mil milhões de pessoas, cada uma delas a querer mais, e mais, e mais?
O mundo desenvolvido tem pouco mais de mil milhões de pessoas (entre os quais nos incluímos) e essas pessoas foram responsáveis pelo consumo de grande parte do petróleo consumido até hoje. No entanto, as economias emergentes, entre as quais se destaca a Índia (com cerca de 1.1 mil milhões de habitantes) e principalmente a China (com cerca de 1.3 mil milhões de pessoas) estão a crescer a ritmos assustadores. Nas últimas duas décadas, a China tem registado crescimentos económicos regulares superiores a 9% (o que significa que, em cada 8 anos, duplicou o valor do seu PIB).
Por isso, chegámos a uma encruzilhada: existem recursos neste Planeta para todos? É possível continuar a conceder liberdade económica a mais seres humanos? É possível continuar a distribuir riqueza por mais seres humanos? Aparentemente, é! Você olha à sua volta e parece que o mundo continua regularmente a girar debaixo do Sol, sem se observarem grandes convulsões, não é? Por isso, se alguém lhe perguntasse se você é a favor de mais igualdade e de mais desenvolvimento para o resto do Mundo, certamente que responde que sim. Você e eu também! Que é aquilo que todos no fundo desejamos: um mundo mais livre, mais igualitário, mais rico, mais próspero. E, se alguém lhe perguntar se acha que todos nós devemos ter mais rendimentos, menos impostos, mais riqueza para todos nós, você também responde que sim, não é? Fomos todos formatados para isso, não é? Todos queremos mais, sempre mais. Mas, quantos de nós se interrogam quanto às consequências de darmos a 6 mil milhões de seres humanos mais, sempre mais?
Será necessário recordar que a China, só por si, irá duplicar os efeitos consumistas de todo o mundo desenvolvido e que a Índia vai pelo mesmo caminho? Será necessário recordar que os demógrafos antecipam uma população de 9 mil milhões de seres humanos para o ano de 2050?!!! E você, continua a achar que podemos continuar a criar riqueza e a distribuir riqueza por toda essa gente? E já parou para pensar nas consequências ambientais para um Planeta exangue como o nosso? E quem é que o pôs assim? Nós, os habitantes dos países desenvolvidos (que somos pouco mais de mil milhões). Já imaginou as consequências ambientais para este planeta quando, em vez de sermos mil milhões de seres humanos com padrões de consumo elevadíssimos, formos 6 mil milhões (para além dos restantes 3 mil milhões que também terão de ser alimentados e vestidos)? Sim porque você acha muito natural desejar sempre mais, não é? E acha natural que todos devemos e podemos desejar sempre mais. Toca a criar riqueza, dizem-nos à Direita, e toca a distribuí-la, dizem-nos à Esquerda. E você continua a achar que está tudo bem e que nada disto é um caminho insano. Continua a achar que tudo isto é natural, bom, responsável, humano, humanitário, civilizado. Claro que é. Eu também pensava assim. No fundo, eu também penso humanamente, civilizacionalmente, axiologicamente assim. Mas, se não nos interrogarmos sobre os limites do que estamos a fazer, sobre as consequências do alargamento dos elevados padrões de consumo, o destino próximo da Humanidade ficará traçado em linhas muito grossas e muito duras.
Qual seria a sua reacção perante um político que viesse com este discurso: é necessário controlar draconianamente a natalidade humana, reduzir significativamente os níveis de consumo, impor regras rígidas no que se refere à agressão ambiental e reduzir drasticamente a factura energética? É preciso dizer que tipo de sucesso teria este político? É preciso dizer quantos de todos nós, que somos muito civilizados, inteligentes e cultos, nos riríamos desse político? O quê, reduzir os meus rendimentos? Olha agora, querem lá ver que se eu quiser ter dez filhos, não os posso ter, não? Quem é esse borra-botas para me dizer que não posso ter o aquecimento central ligado 24 horas por dia no Inverno e o ar condicionado ligado todo o dia no Verão? E quem é este gajo para me dizer que não posso ir para o trabalho no meu carro? E, como, então agora não posso ter 2 apartamentos, 3 carros, 4 televisões, 2 computadores? E não posso comer o que me apetecer e, se quiser, pesar 150 quilos? E não posso viajar pelo mundo inteiro quando me apetecer, fazer turismo a torto e a direito? E não posso comprar vestuário novo todos os meses? Claro, e o que é que você faria a um político que lhe dissesse que teria de limitar os seus níveis de consumo? Mandava-o à fava, não era? Os políticos à sua Direita continuam a exigir mais crescimento económico, e à sua Esquerda, maior distribuição da riqueza. E o povo vai andando satisfeito porque, uns e outros, repetem aquilo que todos querem ouvir. O que nenhum deles tem coragem de dizer é algo que interfere com direitos, liberdades e garantias de todos nós. E eu seria o primeiro a ficar chocado, humanamente e civilizacionalmente chocado, se um político dissesse que a natalidade humana tivesse de ser draconianamente restringida. E você também, não é? Sim, é difícil chegar a estas conclusões. Não é fácil questionarmos os nossos princípios e os nossos valores. Tudo aquilo que nós consideramos básico, que jamais questionamos, porque faz parte dos valores que mais prezamos. No entanto, estaria esse político a dizer alguma mentira? Não, estaria a dizer verdades. Verdades duras, nuas e cruas que nenhum de nós quer ouvir porque continuamos bem instalados nos nossos sofás e queremos sempre mais. Porquê? Porque você tem necessidades que deseja satisfazer. Mas, veja se percebe: o problema não reside no facto de você desejar mais. O problema não reside no facto de todos desejarmos sempre mais. Humanamente é legítimo que cada um de nós queira sempre mais. Mas este planeta não tem mil milhões de seres humanos. Tem 6.5 vezes mais e estamos à beira de uma catástrofe inimaginável porque não paramos de satisfazer as nossas necessidades materiais. Pense bem: se a satisfação das necessidades das pessoas do mundo desenvolvido conduziu à desertificação e à desflorestação de imensas regiões do Planeta, se as consequências do Aquecimento Global estão aí, com toda a força, como resultado do impacto humano produzido essencialmente pelo mundo desenvolvido, se os recursos energéticos fósseis se estão a esgotar a um ritmo absurdo, cujas necessidades humanas não poderão ser preenchidas satisfatoriamente por outros recursos ou fontes energéticas, você acha mesmo que podemos continuar a esticar a corda? Mas você continua a reclamar por causa do aumento do preço do petróleo, não é? E, por acaso, tem noção que é devido ao aumento da procura (economias emergentes, com a China à cabeça), que a oferta não tem sido capaz de satisfazer, que é a principal causa do aumento do preço do petróleo? E tem noção que quanto maior for o desenvolvimento chinês, maiores serão as pressões sobre a sua carteira? Ah, mas você continua a desejar o desenvolvimento de todo o mundo, certo? Não percebe mesmo o que se está a passar, pois não? E continua a reclamar porque o preço dos alimentos aumenta assustadoramente, não é? Mas não deixou de ir para o seu trabalho de carro, pois não? Nem de viajar a torto e a direito, pois não? Claro, é um direito seu. Mas esquece-se que é o seu (NOSSO) padrão de consumo que está a provocar um aumento dos preços alimentares porque os cereais agora também servem para produzir combustíveis. E, neste momento, as suas necessidades de locomoção automóvel estão a colidir estrepitosamente com as necessidades alimentares de centenas de milhões de seres humanos que só querem uns grãos de arroz ou de milho para satisfazer as suas necessidades básicas. E você continua mesmo convencido que, no meio desta loucura consumista, da qual você não quer abdicar, continua a haver margem para ter SOL NA EIRA E CHUVA NO NABAL, não é? E continua a interrogar-se porque razão as mudanças globais estão a ocorrer no sentido em que estão a ocorrer. E continua a apontar o dedo a estes ou àqueles, não é? No fundo, no fundo, você ainda não percebeu, pois não? Ou já começa a discernir a alhada em que nos encontramos metidos?
Diga-me, se você for à despensa, buscar um quilo de açúcar e constatar que ele desapareceu por causa dum formigueiro, você culpa uma formiga ou culpa o formigueiro inteiro? No entanto, cada formiga, individualmente considerada, é irrelevante para o consumo de açúcar, não é? Estamos, portanto, perante um problema de escala que irei procurar desenvolver nas próximas publicações, explicando detalhadamente porque razão não podemos continuar a aumentar os níveis de consumo à escala planetária.
Nota final: este foi o segundo texto (ainda de carácter algo introdutório) sobre uma série de questões relacionadas com as Mudanças Sociais que se avizinham (como eu espero estar errado!). Gostaria que não surgissem críticas básicas sustentando que eu estou contra o desenvolvimento do mundo subdesenvolvido ou contra as economias emergentes. Uma vez mais, não é nada disso que se trata. Se alguém raciocinar nesse patamar, não só não compreendeu nada, como nem sequer é capaz de ultrapassar os limites do formato ideológico em que se encontra fechado. Aos poucos espero clarificar detalhadamente as minhas preocupações com o futuro próximo da Humanidade, explicando porque razão considero que não há margem para uma humanidade simultaneamente mais rica, mais igualitária e, simultaneamente, demograficamente mais densa.

Petição - Alberto João Jardim JÁ

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Como sabem não sou filiado em partidos.
Sou mesmo anti-partidos.
Detesto essa corja toda.

Mas...

Isto tem que mudar.

Criei uma PETIÇÃO pelo único homem, no meu entender, capaz de dar uma volta a isto.

Dr. Alberto João Jardim - não é um político "educadito" mas já provou que é contra os lobbies e contra os poderes instalados nas máfias da corrupção que afundam este país.

Esta petição é para todos os que querem ver este país mudar. Para os que querem ter qualidade de vida.
Mesmo quem não é PSD (eu não sou nada) deve querer uma alternativa válida e com hipótese de vencer.
Este homem não tem vergonha nem medo de dizer o que pensa. Doa a quem doer. É um governante assim que eu quero.

Assinem a PETIÇÃO.

Este poste não representa este blog. Apenas a opinião do autor.

O Jardel andava na coca, diz o "Público". Nós preferíamos um vídeo onde alguém viesse dizer que não andava, ou não tinha andado...


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Pode ler AQUI

Castrar um submisso sim ou não?

Se castrasse um submisso como poderia depois troçar da amostra patética de pilinha?
Só dá para troçar se o sub se esforçar por parecer macho.

Afinal, por detrás daquele Brasil do sexo com animais, também havia um outro Brasil...


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GNR - "Dunas" (Os Homens Não se Querem Bonitos, 1985)

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Os "biombos indiscretos de alcatrão sujo" de que fala (canta) Rui Reininho em "Dunas" são um dos maiores argumentos expostos a favor da nossa pop, mesmo no centro da década que impôs a nossa cena musical e a indústria que hoje se transforma. Ao mesmo tempo com ecos de anos 60, com alma de 80 e vocação de futuro, "Dunas" é um dos maiores emblemas dos GNR.

Blitz

Sugestão! Boa música portuguesa!

Assina por Portugal

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Foto: Dá para ver a base apoia o Alberto!



Movimento de Apoio de Militantes do PSD a Nível Nacional



É obrigatório ser militante, por isso todos os militantes que assinem e apoiem a pessoa que pode mudar Portugal para melhor!

A Mudança Social que se aproxima

Quando pensamos nos nossos tempos, um dos aspectos que mais facilmente destacamos, como característica intrínseca e relevante, é a existência de uma intensa, profunda, extensa e abrangente mudança social. Nas mais variadas dimensões e esferas da nossa vida, da política à economia, da cultura à religião, da tecnologia ao lazer, das relações familiares e íntimas aos eventos sociais, da natureza, diversidade e mistura dos valores e dos princípios à natureza, diversidade e mistura das identidades pessoais, comunitárias, tribais, étnicas, nacionais ou civilizacionais, a mudança social está presente a um ritmo e com um nível de impacto jamais observados.
Apesar de todas estas mudanças, quando pensamos no nosso tempo, raros são os que pensam em mudanças radicais ao ponto de se observarem alterações estruturais, ao ponto do nosso mundo ruir por completo, surgindo das suas cinzas algo de muito diferente. Quantos serão aqueles que acreditam que o mundo, tal como o conhecemos, permanecerá “estruturalmente igual” para os nossos filhos e netos, como se apresenta aos nossos olhos? A maior parte daqueles que perdem algum do seu tempo a pensar o futuro tem tendência para ver um mundo semelhante ao nosso, eventualmente mais justo ou mais injusto, mais igualitário ou menos igualitário, mais desenvolvido e equilibrado ou menos desenvolvido e equilibrado, mas certamente mais dominado pela tecnologia.
No entanto, quantos pensarão que o mundo, nas próximas décadas, poderá sofrer mudanças radicais tão fortes, tão estruturais e tão profundas (ou mais) do que as ocorreram na transição do império romano ocidental para o período de dez séculos que ficou conhecido pela designação de Idade Média?
A questão não é irrelevante e só os distraídos poderão pensar que assim é. No fundo, a questão central é esta: qual a nossa capacidade de antecipar, prever, conhecer (ainda que no campo das probabilidades) o nosso futuro? Será que o homem moderno possui mecanismos, instrumentos de análise e conhecimentos que permitam uma percepção razoável da mudança social que se aproxima, principalmente quando essa mudança social se prefigura como sendo de natureza estrutural? Porque, entendamo-nos, apenas poderemos ter alguma capacidade de intervenção sobre a mudança se tivermos uma percepção mínima do que se aproxima. De outra forma, se continuarmos distraídos, seremos apanhados pela mudança dos tempos com toda a força, como brinquedos infantilmente manipuláveis.
Vejamos a questão através de um exemplo: Quantos cidadãos romanos, de meados do Séc. V, terão antecipado o fim do império romano ocidental? Será que, apesar de todas as mudanças, convulsões e problemas existentes no império romano do ocidente, algum cidadão foi capaz de prever a ruína total do império, com a transformação radical do seu mundo económico, político, cultural e social em algo de profundamente distinto, no espaço de poucos anos ou décadas? E será que, nos dias que correm, seríamos capazes de antecipar algo de semelhante se mudanças desse tipo fossem iminentes?
Vejamos um exemplo bem mais próximo de nós: No final dos anos 80, todo um bloco económico, civilizacional, cultural e político, o império Soviético, ruiu por completo em pouco mais de um ano. Será que alguém se recorda dos Economistas, Sociólogos, Historiadores, Politólogos, Filósofos, Intelectuais ou Pensadores que tenham antecipado a queda do império Soviético? Mesmo aqueles que, por motivações de discordância política, ideológica ou económica com esse Bloco, tivessem razões para desejar semelhante ruína, jamais apareceu alguém a antecipar a queda do bloco comunista a não ser quando ele já era evidente aos olhos de todo o mundo.
Por isso, uma vez mais, voltamos à questão central: apesar de todo o conhecimento acumulado e de todos os instrumentos analíticos que estão ao nosso dispor, ninguém foi capaz de antecipar uma mudança tão significativa, profunda, abrangente e com consequências tão dramáticas como aquelas a que assistimos no final de 1989 e princípios de 1990. E, para os mais distraídos, convém recordar que o Bloco Soviético era SÓ uma das grandes potências mundiais, com tudo o que isso significa no plano do poder geoestratégico, da influência das políticas nacionais e internacionais, da economia mundial, das escolhas e das alternativas políticas para o mundo. Como foi possível que um bloco todo-poderoso desaparecesse assim, numa decadência tão estrepitosa, sem que ninguém tivesse sido capaz de o antecipar, de o prever? Uma coisa é certa: ao contrário de nós, os nossos antepassados romanos não tinham ao seu dispor os instrumentos analíticos da ciência que hoje estão ao nosso dispor. E, no entanto…?!!!! O que terá falhado para que ninguém tivesse antecipado semelhantes mudanças?
Na minha perspectiva, é possível, com algum grau de razoabilidade, antecipar mudanças estruturais significativas, mas apenas e quando somos capazes de pensar criticamente a realidade social para além das limitações que nos são impostas pelo formato civilizacional e pelo caldo cultural em que crescemos e vivemos. Julgo que o mundo em que vivemos se aproxima de mudanças radicais muito semelhantes às que se viveram aquando da queda do império romano e ao surgimento da Idade Média, sendo que, essas mudanças irão ocorrer nas próximas décadas (provavelmente por volta de meados do Séc. XXI), mas apresentar-se-ão numa dimensão jamais vista pela humanidade, tendo em conta, por um lado, a natureza da sociedade global em que vivemos e, por outro, a dimensão absurda do volume demográfico existente actualmente no Planeta Terra.
Nunca fui catastrofista e muito menos adepto de teorias da conspiração. Prefiro analisar, pensar e discutir a realidade à luz de pressupostos científicos, baseando-me em factos, na clarividência dos sábios e na objectividade das técnicas e dos métodos. Por isso, peço desde já aos meus leitores que não confundam estas palavras com visões mirabolantes, crenças em conspirações tenebrosas ou mesmo um pessimismo meramente irrealista.
Também quero desde já deixar bem claro que não estou a defender a tese, e muito menos a fazer a apologia, de um regresso à Idade Média. Se pensarmos bem, a Idade Média representou uma autêntica implosão civilizacional: o mundo contraiu-se de tal forma que as esferas social, económica, política e cultural assumiram outras estruturas, outras regras, outras crenças, outras práticas. Um cidadão romano do início do Séc. V dificilmente se poderia integrar no mundo no início do Séc. VI, tão profundas tinham sido as mudanças. As instituições políticas, as leis, o mercado, a ordem pública, a estrutura social, as práticas culturais, os costumes, as tradições, tudo isto tinha sofrido alterações significativas ou estava a caminho de as sofrer.
Em certa medida podemos dizer que o Império Romano Ocidental se encontrava, à sua escala, à sua dimensão e no seu contexto, “globalizado”. E, por isso, também podemos dizer em certa medida, que a Idade Média significou uma implosão dessa “globalização”, implosão essa que se traduziu numa redução significativa dos conhecimentos e das técnicas, principalmente a nível cultural, nas artes, na Engenharia Civil, na Arquitectura, no Direito, na Filosofia (e como tal na proto-ciência da época) e na Literatura, mas também uma implosão no mundo social, que passou a ser territorial, económica e socialmente mais fechado, limitado, inseguro, pobre e inculto.
Porque razão não somos capazes de antecipar mudanças tão graves quando elas se aproximam? Seremos capazes de as evitar ou a marcha da História é imparável? Julgo que um dos aspectos que mais dificultam a nossa capacidade de antecipar o futuro (dentro de alguns limites razoáveis), decorre das limitações civilizacionais em que fomos socializados e em que vivemos. Os romanos não foram capazes de antecipar mudanças tão radicais, assim como os poderes do Kremlin não foram capazes de evitar a queda do bloco Soviético, porque todos estamos imersos num caldo cultural, composto de formas de pensar, sentir e perceber o mundo que integram um FORMATO que nos impede de questionar toda uma série de valores, princípios e convenções. Só podemos ver mais além se formos capazes de discutir os problemas do nosso tempo fora dos limites axiológicos, ideológicos e culturais que, como se uns óculos coloridos se tratassem, nos impedem de ver a realidade. De certeza que o leitor conhece respostas mecânicas (ideologicamente formatadas, não importa agora o género, tipo ou qualidade dessas ideologias) a toda uma série de questões do nosso tempo, para as quais temos sempre respostas rápidas: a culpa é sempre destes ou daqueles, é do sistema ou da globalização, é desta ou daquela religião... De certa forma, este tipo de atitude é mais confortável, é mais simples, é mais cómoda: não temos de pensar muito, não temos de questionar as verdades feitas do nosso tempo, não temos de pôr em causa as nossas crenças e os nossos valores (coisa que dá trabalho e exige esforço, liberdade de pensamento e, acima de tudo, espírito crítico), não precisamos de discutir as opções dos nossos líderes e limitamo-nos a continuar à espera que eles actuem como os “pais-que-providenciam-o-pão-nosso-de-cada-dia”. Se, desde que nascemos, nos puserem à frente uns óculos coloridos, dos quais não nos apercebemos, que nos fazem ver tudo a azul, verde ou vermelho, não questionamos que a realidade seja, aos nossos olhos, azul, verde ou vermelha. De certa forma, o poder do formato cultural e civilizacional tem o mesmo efeito. Esse formato era tão forte para os romanos quanto o é para nós, apesar do formato actual ser profundamente diferente do deles. Simplesmente, se não conseguirmos olhar a realidade para além das limitações que esse formato nos impõe, só nos iremos aperceber da mudança tarde demais. Os valores, os princípios, a ética, no fundo tudo aquilo que jamais temos a coragem de questionar, de tal forma as convenções se cristalizam, são, em grande parte, aquilo que nos impede de antecipar mudanças estruturais profundas como estas que estou aqui a referir. No fundo, há que dizê-lo: a maior parte dos habitantes deste planeta olham, raciocinam, percepcionam e dão sentido ao mundo no quadro de uma nação, de uma religião ou de uma civilização. São raros aqueles que percebem o mundo fora destes limites culturais. Por isso, não é estranho ouvirmos alguém apontar o dedo, de forma ignorante, e dizer que a culpa é dos EUA ou da China, ou do Catolicismo ou do Islão, ou dos ricos ou dos pobres. Tolos, uns e outros, que não conseguem ver para além dos limites do formato civilizacional em que foram fechados. Enquanto não se libertarem desses casulos ideológicos, jamais poderão compreender o que se está a passar no mundo. E, enquanto se entretêm na tentativa de encontrar respostas (simples), normalmente com bodes expiatórios pré-definidos e ajustados à satisfação das suas visões particulares, num evidente ciclo tautológico, em que a lógica da ideologia justifica o dedo apontado e o dedo apontado justifica a lógica ideológica, são incapazes de perceber de facto porque razão o mundo está a mudar tão intensa, profunda e radicalmente. Conseguem, assim, encontrar respostas particulares e fáceis para questões que exigem um patamar analítico muito mais abrangente, complexo, integrado e objectivo.
E enquanto barafustam, porque a realidade lhes está a escapar das mãos, continuam a não perceber nada do que efectivamente se está a passar à nossa volta, à escala mundial. Continuam a esbracejar e a apontar o dedo em certas direcções, sem perceberem que estão a pedir “SOL NA EIRA E CHUVA NO NABAL” (há décadas) e que há um evidente confronto de interesses (económicos) e de valores (políticos e ideológicos) que ninguém quer discutir, debater ou pensar, principalmente porque esse confronto de interesses e de valores nos colocam perante consequências horríveis, de solução aparentemente impossível, com dilemas civilizacionais profundos, que nos atingem directamente (A TODOS NÓS) nos planos da ética, dos direitos, dos deveres, dos patamares de liberdade e de igualdade a que estamos habituados e a que aspiramos.
Nas próximas décadas o mundo irá mudar muito e não creio que as probabilidades apontem no sentido das melhorias. Muito pelo contrário. Todos nós iremos assistir a um mundo em convulsões, com elevadas probabilidades de se cruzarem fenómenos globais de insegurança, criminalidade, guerra, barbárie, genocídio, fome, ódio, racismo, xenofobia, medo, incivilidade... E tudo a uma escala nunca antes visionada. Por isso, se anda preocupado com o que se está a passar à sua volta (desemprego, precariedade laboral, criminalidade, corrupção, iliteracia, massificação da loucura, da ignorância e da boçalidade, desmantelamento do Estado Providência, baixa da natalidade, etc.), não se preocupe porque o que aí vem fará de todas estas preocupações uma autêntica brincadeira de crianças.

AVELINO FERRREIRA TORRES ─ QUISTOS ISOLADOS NO LISO TECIDO CUTÂNEO DO CARACTER NACIONAL

AVELINO FERRREIRA TORRES ─ QUISTOS ISOLADOS NO LISO TECIDO CUTÂNEO DO CARACTER NACIONAL

A entrevista de Avelino Ferreira Torres à SIC foi constrangedora. Não sei se me parecia uma rábula para humor negro, uma peça de revista de má qualidade, uma manifestação banal do mal…

O homem mente com todos os dentes que tem na bocarra. É o que me parece quando assisto às aparições desta sinistra figura. Indivíduos desta natureza têm normalmente um ego do tamanho do mundo. Autores como Arno Gruen ou Scott Peck, entre outros, denunciam a presença do mal através do extremo narcisismo. Deve ser mais um caso. O problema é que estes sujeitos se imiscuem no tecido social sempre no papel de “salvadores” representantes dos valores da piedade e afins ─ como ele próprio diz, no remate da entrevista branqueadora, trata-se de uma pessoa “humilde” (!) e que “gosta de ajudar os pobres” (!). O que choca é a manifestação verbal explícita pelo próprio e a sensação de posse relativa aos sentimentos dos outros. Os outros aqui são os apoiantes explícitos do figurão. E os apoiantes são, como não podia deixar de ser, do povo ─ humilde, os pobres ─ para fechar o círculo da mente de Avelino e entrarmos novamente pelo portão que circunscreve os domínios que a sua mente previamente mapeou. Avelino torna-se então o possuidor dos pobres que o apoiam, facto que em termos psicológicos tem uma importância quase sobrenatural para as personagens de natureza ditatorial. Possuem-nos, realmente, vampirizam-nos, para usar um termo de Pérel Wilgowicz. Não por acaso a noção de se estar possuído tem um peso notável nas representações das relações humanas através da bruxaria na sociedade portuguesa. Acontece que o vampiro sugador do “sangue” energético trata os outros como partes de um corpo total que lhe pertence. Quando as partes não funcionam para os objectivos traçados pelo imperativo da sobrevivência deste corpo, são amputadas. E os grandes “amigos” transformam-se em inimigos mortais a abater. E boa parte do povo, sobretudo em tempos de medo do desemprego e precariedade económica e social, fará tudo para defender os respectivos caciques. Aqui voltamos às teses do Sr. Reich para quem o povo deseja o fascismo pelo facto do medo de assumir autonomamente as responsabilidades da liberdade, questão fulcral em democracia.

Avelino é apenas e tão só um sintoma de um vasto complexo vampiresco que domina a sociedade portuguesa composta por medrosos e lambedores de botas ─ 48 anos de salazarismo, essa “doença que pôs de rastos o povo português”, nas palavras do J. Gil ─ por um lado, e representantes salvadores nas suas variadas manifestações e intensidades, por outro. O patético da entrevista de Avelino não vai ser reproduzido, de certeza, por um Daniel Sanches sobre os negócios que fez em proveito da sociedade lusa de negócios através do Estado que representou da forma mais porca. Aposto. No entanto, são dois fenómenos da mesmíssima natureza, apenas com variações de intensidade na hierarquia social.

Dito isto convém perguntar agora porque razão fenómenos desta natureza continuam a acontecer no Portugal dito democrático? A razão fundamental consiste no facto de eles constituírem o outro lado de nós próprios. Cada espaço vazio deixado em aberto na cidadania pela nossa cobardia é imediatamente ocupado pelo vampirismo deste tipo de personalidades. Só assim se compreende a satisfação interior que se sente quando Avelino Ferreira Torres grita alto e bom som à porta do tribunal onde vai ser julgado que se ele tem que estar a horas para a audiência não admite que os juízes não estejam! Eles devem dar o exemplo. Extraordinário porque esta é a verdade que muitos sentem mas nunca seriam capazes de dizer e assumir. O vampiro di-lo e assume-o ancorado no nosso medo. Das tripas faz coração e enfrenta o poder instituído na classe dos juízes (onde, pelo que ouvi dizer, ainda não chegou o 25 de Abril). Aqueles que normalmente decidem perversamente a favor dos poderosos. É no entanto um preço alto a pagar porque o que parecem ser duas forças em conflito são afinal filhas do mesmo complexo, faces da mesma moeda. Vampiros que no meio psicossocial emulam a “lei” dos tubarões, trágica e de origem karmica, que assola a espécie humana ─ para manter um grande corpo no oceano da vida é preciso comer os mais pequenos em qualquer escala da existência. Entretanto os pequenos assistem à espera do próximo que caia na boca do gigante…

Atmosfera futura


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"Porás alguma coisa nos Blogues, e ela imediatamente se tornará real. Se o Mundo, exterior à Blogosfera, contrariar os Blogues, toda a gente começará a tentar mudar o Mundo, de modo a que ele se assemelhe ao que leu nos Blogues."
Arrebenta (2007)

Motins durante a ditadura de José Sócrates


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Leia AQUI

Quem é que foi o Cretino?

Professores protestam junto ao Ministério apesar do acordo
PEDRO SOUSA TAVARES



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(...)Quanto às críticas internas que o acordo com a tutela gerou no seio da Fenprof, nomeadamente de alguns sindicalistas lisboetas, Mário Nogueira considerou "normal e saudável que existam vozes discordantes", mas lembrou que a plataforma tinha a "obrigação de reflectir a vontade da maioria", e que 286,3% das escolas votaram favoravelemente ao entendimento". (...)

http://dn.sapo.pt/2008/04/28/sociedade/professores_protestam_junto_minister.html

Aqui vamos, no terceiro dia de "The Braganza Mothers"


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Aparentemente sem sobressaltos, e com os contadores em flecha, parece que a Blogosfera ansiava pelo nosso retorno. Cá estamos, e prometemos não defraudar as expectativas: lançar um blogue num fim de semana prolongado foi um desafio arriscado, mas os contadores indicam o contrário: já tivémos, em três dias, mais visitas do que muita boa gente em um ano inteiro.

A equipa de colaboradores, assim com os direitos de administração ainda não estão em ordem, mas Roma e Pavia não se fizeram num só dia. Para além dos nossos reais colaboradores, continuaremos a manter "personagens" especializadas em áreas específicas: Katia Rebarbado d'Abreu, a nossa jornalista e puta, continuará a assegurar as entrevistas e o relato dos tráficos ... exóticos; a Senhora da Burka continuará como nossa especialista para o Islão e afins, Lola Chupa garantirá o seu consultório, e Ajoelhado e Submisso representará a situação do Português típico, conhecido pelo carrega-mais, ou o homem-do-fardo, velho desde Gil Vicente e Cervantes, assim com como Biatraz Batida tratará dos temas específicos da não-procriação assistida, conhecida por "Lesbianismo". Brevemente, criaremos mais personagens de teatro de revista, para completar o plantel, embora ainda não se tenha decidido qual o rumo temático mais interessante a assumir por este blogue, que continuará a ser generalista, humorístico e cultivador da sátira, com cariz eminentemente cultural.

Obrigado, portanto, aos "viciados" da nossa actuação, e aos comentadores, cuja acção é impagável, e uma especial palavra de apreço para os inimigos, cada vez mais isolados e patéticos.


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Estive uns dias fora. Propositadamente, porque não o quis fazer já que tinha coisas muito mais interessantes para ver, não soube uma única notícia de Portugal. Quando cheguei, resisti à tentação de ir ao computador dar uma rápida vista de olhos, protelei. Faz hoje uns anos, vivia-se o rescaldo de um fogo que queimou e inflamou, destruiu e fez nascer, como todo o fogo que se preze. Confessei a quem me acompanha, vou ver se há novidades, se há algo de novo… a resposta foi curta, corrosiva e lancinante… o quê que achas que pode haver de novo? Bem, penso que nada. Assim era, nada sobre nada e vazio sobre vazio, Sócrates / Ferreira Leite… é fugir! Bem sei que, como dizia o poeta, não se nasce impunemente nas praias de Portugal… mas antes havia a esperança e um inimigo a abater, agora não há nada, só amanhã, que é segunda-feira.




Caixas de Comentários

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Em dias três de de "The Braganza Mothers", o ambiente tornou-se... barroco. Para os futuros estruturalistas e desconstrutivistas dos tempos homéricos da Blogosfera, tudo isto terá um peso académico que não nos competirá avaliar, porque somos os meros intervenientes, e não os analistas do que fazemos. Cada macaco no seu galho, como se costuma dizer.
A advertência é mais séria, e vem de Maquiavel, não como origem, mas como verbalização: aparentemente, como ficou bem explícito AQUI, AQUi e AQUI. haveria aquilo que o senso-comum chama de "destravados", com mais, ou menos, cortes à perna, que, por doença, maldade, inveja, ou, tão-só... porque sim, se entreteriam com andar a tentar provocar problemas a esta equipa de criadores. Parece que Sócrates anda nervoso...
Sinceramente, e por consenso, achámos que não tínhamos tempo para isso.
Acontece que não somos idiotas, e essa era uma velha táctica de Roma: para quê desperdiçar exércitos, se podíamos pôr inimigos a digladiarem-se entre si, sem termos de mexer um dedo?... Pondo por palavras simples: o que já acontecia no "Vicentinas de Braganza", e se estendeu agora aqui, e no "KLANDESTINO", já não parece, para mim, e para a restante equipa de colaboradores de "The Braganza Mothers", um mero fruto de um pessoa doente, ou que se quer vingar de algo, ou alguém, que nunca assumiu, com clareza, qualquer coisa de que tem real medo. Por palavras outras, sabendo-se publicamente dessa... enfim, discórdia, já haverá quem esteja a aproveitar-se -- em hipótese -- do clima de conflito para acirrar ambas as partes, parecendo ser uma, ou outra delas.... A multiplicação de "nicks" disparatados, de comentários anónimos, a despropósito, ou usurpação de "identidades" só me faz lembrar as nauseantes caixas de comentários do "Portugal Profundo", de onde só dá é vontade de fugir...
Pede-se, portanto, aos nosso colaboradores e leitores que mantenham a máxima serenidade, perante aquilo que já não sabemos ser o que é. Só em caso extremo, recorremos à censura dos comentário, caso isso venha a violar quaisquer princípios éticos da nossa permanência na Blogosfera. Agradecemos que também não entrem no jogo do "responder". O resto resume-se no velho ditado "os cães ladram e a caravana passa...".
O lado positivo da coisa é que quem anda nesse frenesi do comenta, usurpa, insulta, difama, insinua, acaba por provocar um efeito benéfico nos contadores: recebemos cada vez mais visitantes, para "saberem em que estado é que está a telenovela", e o "The Braganza Mothers" -- o novo -- vai reganhando o seu velho peso blogosférico, que não era nada de se deitar fora.... Por outro lado, quem, humanamente, comenta, no sentido da sordidez, também revela a sua matriz profundamente sórdida, o que é extremamente benéfico para nós, enquanto clarificação dos protagonistas.
Numa só imagem, porque uma imagem vale mil palavras, é como se estivéssemos agora a assistir a um bando de "desperados", em círculo, a dar permanentes tiros no seus próprios pés... E chega, não chega?... :-)

O Menu do Inspector da ASAE

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The Island of Man, visita, ao 3ª Dia, "The Braganza Mothers"


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domingo, 27 de abril de 2008

O que lhe agrada mais e sente ao humilhar um homem?

Colocar o homem na base da cadeia predatória, no seu lugar, junto aos invertebrados!
Sentir a admiração que emana da pobre alma submissa que depende de mim para viver! Sentir que possuo seu corpo, mente e seu inteiro ser! A cada pedaço de orgulho rasgado, cada ideia e vontade própria destruída , desprovido de sua identidade para ser meu somente, e nada sem Mim!

Prazer.... crueldade e vontade de sangue!

Vote-se SIM pela dignidade de Portugal

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E porque os ingleses não param de nos atacar... O tablóide The Sun está a fazer um sondagem com a seguinte pergunta:

Se acharam que os pais de Madeleine foram tratados justamente
pela polícia portuguesa.

Todos nós devemos responder SIM!

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Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas

Os ecónomos das dioceses são os padres ou cónegos escolhidos pelos bispos para tratar das finanças. Mas, às vezes, até eles se confundem com números. Um deles tinha anotado na mesma folha o número de telemóvel do redactor principal Pedro Jorge Castro e do ecónomo de uma dioceses vizinha. Mas conseguiu ligação, perguntou: "Olá, sou eu, o padre tal, ecónomo aqui da diocese tal, olhe, anda aí um jornalista da SÀBADO a fazer umas perguntas, o que é que ele quer?"

Resposta delicada: "Deve haver engano, está a falar com o jornalista da SÁBADO. Confirma-se a nossa entrevista(...)?

Miguel Pinheiro, Sábado

Fo**sse, isto não se admite! E ninguém faz nada para parar esta máfia????

Porra, mas eu ouvi bem?


Agora mesmo ouvi o Professor Marcelo Rebelo de Sousa dizer na RTP1, referindo-se a Manuela Ferreira Leite:
"A imagem de rigor é u mamar cadela".

Foi ele que falou muito depressa ou fui eu que ouvi muito devagar?

Maria Custódia precisa de casa


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Acho impressionante como é que é possível uma senhora de 94 anos não ter uma casa digna para viver. O cerne da notícia é o divórcio com o marido, marido que ela pensava estar morto há 57 anos.

FOI UM ALÍVIO. Maria Custódia fala numa linguagem simples, mas clara. Percebe-se, nos olhos, que sente aquilo que diz. Apesar da idade, disse ter encarado com grande naturalidade o divórcio. "Foi um alívio, porque ele não merecia que eu fosse mulher dele. Disse-lhe isso no tribunal e ele nem respondeu", afirmou. Entre sorrisos, e uma franca gargalhada, admitiu que, mal regressou a Amarante "foi logo tratar da actualização do Bilhete de Identidade". A idosa é analfabeta, mas - sublinhou - sabe fazer contas. "Não sei não ler, mas tenho pena de não saber. Mas digo-lhe que nas contas nunca me enganei", garantiu. Os poucos habitantes que restam em Canadelo, na maioria idosos, apreciam a maneira de ser de Maria Custódia. "É a alegria da aldeia", destaca o presidente da Junta, Manuel Claro.

DANÇAR AOS 100 ANOS. Hoje Maria Custódia enfrenta mais um momento difícil. Com um rendimento pouco superior a 20'0 euros por mês, os proprietários da pequena casa que habita sozinha querem que deixe o espaço. "Mas eu não tenho para onde ir", lamenta-se Maria Custódia, enquanto se queixa que o dono da casa até a electricidade lhe cortou. Utiliza velas para iluminar a habitação à noite e nem sequer pode ligar o pequeno frigorífico para conservar os alimentos.

O presidente da Junta garante que a idosa vive numa situação muito precária, precisando da ajuda para sobreviver. Apesar da insistência, recusou-se, por confessada vergonha, a mostrar onde vive. Sente-se muito amargurada e apenas pede que a ajudem a arranjar um espaço onde viver com algum conforto. "Ficava muito feliz se me arranjassem uma casinha", disse a idosa, segurando carinhosamente o braço do jornalista, nele fixando o olhar, num silêncio só perturbado pelo ressoar afastado do rio Olo. Falou também do quanto gostava de chegar aos 100 anos. "Se conseguisse havia de dançar muito nesse dia", prometeu.
Mais...

In Revista Mais – Diário de Notícias

Acho que o presidente da Junta em vez de falar e mandar postas de pescada devia era ter feito alguma coisa, nomeadamente arranjar uma casa para a senhora que com 94 anos merecia melhores condições.

Tenho a certeza se fosse na minha terra (a Madeira) o Dr. Alberto João Jardim (mesmo sem ser socialista) teria resolvido esta situação.

Prevenção!

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Desde que estou na República da Irlanda já vi passar na televisão algumas publicidades de segurança na estrada e são muito impressionantes. Acho que Portugal devia apostar em publicidades destas que chocam as pessoas e pelo medo e receio os portugueses iam-se começar a respeitar nas estradas.

Veja-se:

Esta publicidade é aquela que neste momento anda a rodar nas televisões irlandesas, repare-se nas consequências que poderá ter a “pressa”…


Esta passava por altura do Verão e Outuno e para prevenir as altas velocidades, não uso do cinto de segurança e o álcool na condução, é impressionante:


E finalmente esta passou na altura do Natal e Janeiro, veja-se:


Porra, que se tenha atenção a conduzir, isto pode acontecer a todos. Tome-se consciência. Não é por nada que muitas empresas de rent-car não alugam carros a portugueses, espanhóis e italianos com menos de 31 anos. Precisa-se de publicidades destas.
Acho que um blogue deverá ter uma componente educativa, é importante que todos vejam os vídeos. Não custa nada ver o vídeo, como não custa nada conduzir direitinho, se todos fizermos isso, vamos caminhar para ser um país evoluído. Não é só o Governo que tem que mudar, as pessoas têm que mudar de atitude perante diversas situações, e esta é uma delas.


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'master Giger'


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O país do faz de conta

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Hoje, naqueles dias prolongados do "jour-de-lenteur", passei pela F.I.L., para ver o típico espectáculo do faz-de-conta nacional. É público que eu eu não percebo nada de carros, mas percebo perfeitamente que uma gaja enfiada em cima do "capot" de um carro é para tentar vender gato por lebre. Se fosse a minha amiga "Laura", aproveitava já para fazer uma escandaleira e era elementar: bastava dizer ao labrego-só-sorrisos do pavilhão, das duas, três: "olhe, quero o carro e a gaja"; "olhe, levo o carro e quero que me troque a gaja por uma atençãozinha no preço, ou, pior ainda, "levo a gaja e o carro não me interessa".
Portugal move-se em redor disto: Carros, Futebol e Gajas, e hoje era dia de plena assunção nacionalista, já que vinha tudo ao mesmo tempo, num pacote simplificado.
Eu costumo sentir-me mal nestes momentos, tanto que o carro de que mais gostei -- e eu não gosto de carros -- era cereja, e tinha, em cima, uma tronchuda que não valia um caracol, e não compreendo como se podem levar tantas horas de minúcia de "design", tanto estudo aerodinâmico, tanta engenharia mecânica de ostentação e economia, para depois enfiar em cima... aquilo. É suposto que a Natureza, no seu "Intelligent Design" -- teoria de que sou fervoroso adepto, desde que vi a Manuela Ferreira Leite, os lindos olhos de Mariano Gago e a Inês Pedrosa -- nunca devesse ter criado um obscuro objecto de desejo com bigode, celulite e uns cms a mais naquelas célebres medidas das "passerelles". Acontece que o Português médio é insensível a isso, como a tudo: para ele, uma mulher são duas mamas, sem volante, com um buraco, e, de preferência, com um grande cu: o bigode, obviamente, não conta, e não estou bem a ver os engenheiros daquele espantoso Alfa-Romeu a colocarem, sequer, a hipótese do modelo ter buço, mas isso para o Português não interessa, porque o Português de Lineu acaba por nunca perceber o que está a acontecer, nem é sensível ao que o rodeia: quando Neanderthal terminou, não deu por nada, e casou-se com Cro-Magnon, dando origem aos lindos espécimes que nos rodeiam; quando o outro bateu na mãe, não percebeu o que estava a acontecer, e pensou que eram só umas assinaturas, um chamar "cabrões" aos gajos do lado de lá da fronteira, e toca a andar; quando houve umas Rainhas enfiadas na cama com Espanhóis, acharam natural, já que o sonho de qualquer Português "d'époque", antes da maré das Brasileiras e das Pretas, era ter uma; quando D. Sebastião agarrou na tralha toda e vou para Alcácer-Quibir, toda a gente achou natural, e depois apanhou com os Filipes em cima; quando puseram uma mulher-a-dias como Rainha, dizendo que mais valia ser Rainha um só dia do que mulher-a-dias em forma de Duquesa toda a vida, também acharam que fosse um fenómeno natural; quando veio a Revoluçao Francesa, não perceberam nada, e acharam que era mais um pretexto para a Carlota Joaquina arranjar homens, e meteram os tarecos todos nuns navios semi-naufragados, e foram para o Rio de Janeiro, tentar conquistar o Uruguai; depois, mataram um Rei, e acharam que era uma coisa que só estava destinada a vir nas capas de revista; apanharam logo com uma Ditadura em cima, durante 48 anos, e pensaram que aquilo não era com eles, desde que ainda houvesse uma côdeazinha de pão, e um copinho de vinho; quando veio o 25 de Abril, ninguém percebeu o que estava a acontecer e os tanques até paravam nos semáforos vermelhos (!), porque o respeitinho é uma coisa muito boa; quando deixaram as colónias ao deus-dará pensaram que era um bocado como um divórcio, e depois até iam arranjar uma "gaja-mais-boa", para as substituir; quando Cavaco fez a P.A.C. -- um tal de Arlindo, se bem me lembro, que a vendeu em troca de 80 milhões de contos, e quer agora desfazê-la, porque parece que Bilderberg, com os bancos a especular no preço da Alimentação, nos vai fazer regredir até ao estado do arado e da charrua, e de roer cenouras e enfardar batatas -- toda a gente não percebeu o que tinha acontecido. Ele vai agora tentar explicar aos jovens, duvido é que eles entendam...; quando foram sendo assinados todos os tratados que tornaram Portugal uma zona ainda mais periférica da Europa, toda a gente achou natural, desde que houvesse carros, Futebol e gajas, até que, de repente, de há meia dúzia de anos para cá, quando começaram a perder os empregos, a ver os salários em plena derrapagem, a Corrupção a ferver, como uma panela de pressão, os Fundos Comunitários a esvaírem-se, e todos os males a baterem à porta, subitamente, tiveram ataques de sonambolismo, e toca de começar a votar no partido do lado, para fugir com o rabo à seringa: assim, fugimos do Cavaco, para cair nos braços do Guterres -- que nem era mau gajo, mas tinha uma corte sinistra --; depois, fugiram do Guterres, para cair no País da Tanga, do "Cherne"; depois, deram o golpe do baú, e foram-se entregar, em forma de rendição incondicional, nas mãos da pior coisa que Portugal já produziu.
Quanto ao P.S.D. sou eu que não percebo nada: só vejo um camafeu, o Santana, em regime de paródia, e até lamento que, paródia por paródia, finalmente não ponham o Alberto João, para usar aquela boca gordurosa e desbocada, a insultar os "cont'nentais". A mim, pode insultar de tudo, porque adoro a adrenalina dos insultos, e acho que fazem falta no nível político a que chegámos. Infelizmente, para o ano, é esta nau desgovernada que vai ter de mudar as velas, se velas ainda houver, ou se não andarmos já no regime forçado das galés, 24 horas por dia de remo, como prevê o Novo Código de Trabalho.
(edição em forma de tripé de pitonisa no "A Sinistra Ministra", o "KLANDESTINO" e "The Braganza Mothers" - prometo que, com tempo, e quando o Braganza já estiver firme, farei textos diversos para cada um )

Uma enorme máquina diplomática, tipo a Embaixada de Leão X, já está em marcha para proteger a pureza McCann. Imagine se fosse consigo...


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Voltando à vaca fria...

Nunca fui grande coisa mas a rapaziada até gosta de mim!

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