Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas
Ao fim de anos de sussurros e de insinuações, em que toda a gente sabia tudo mas ninguém confirmava nada, Mário Jardel decidiu revelar que teve um problema de dependência de drogas e que começou a consumir cocaína quando jogou em Portugal. Que Jardel queira fazer uma confissão pública dos seus vícios com o objectivo de obter a redenção dos fãs ou, prosaicamente, um emprego, é inteiramente com ele; mas que os jornalistas portugueses o tratem como um respeitável atleta merecedor de misericórdia, é totalmente connosco. Se a RTP, por exemplo, vai entrevistar Jardel, não é para se comover com o drama do "homem" ou com a desgraça da "família", mas para descobrir quem sabia do consumo de dorga: médicos, dirigentes do clube, responsáveis da Liga? Para saber quem encobriu a situação. Para perguntar de que forma conseguia a droga. Um dos principais jogadores do nosso campeonato fez a sua carreira a utilizar substâncias ilegais sem que fosse descoberto ou denunciado. Não foi castigado na altura e é premiado agora. Este País não aprende.
Sábado, A Direcção
E se fosse eu?









