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sexta-feira, 6 de junho de 2008

Preto no Branco


Finalmente e depois de muitas voltas e rodriguinhos alguém (e que alguém) vem esclarecer a simpatia dos fazedores de opinião lusos por Obama.
Fernanda Câncio depois de nos contar uma história comovedora passada entre um preto e uma professora numa escola portuguesa conclui que a eleição de outro preto para possível presidente dos states demonstra que um dia vai fatalmente acontecer o mesmo aqui em Portugal.
Ora isto é um bocadinho trágico porque toda a campanha feita pelo próprio e pelos seus apoiantes e admiradores reside exactamente no contrário.
Querem fazer passar a ideia que o senhor tem inúmeras ideias e ideais novos e que o facto de os pretos (lá dizem os afro-americanos) votar massivamente nele é apenas devido a todos gostarem da mesma marca de cerveja.

Uma coisa que eu gosto nos senhores jornalistas é a facilidade com que colocam perguntas sem cuidar das respostas.
Pergunta a nossa Segunda Dama:

Por que motivo não há um único pivot negro na TV portuguesa, por que há apenas um negro no parlamento (Hélder Amaral, do PP), por que há tão poucos jornalistas e comentadores negros, ou, mais prosaicamente, por que razão um grupo de negros num centro comercial sobressalta os seguranças

Pois é porque será?
Eu apenas sei que no último exemplo apresentado o motivo deve ser uma questão de percentagem.
Esclareço, a percentagem de problemas.

Felizmente vai tudo mudar.
Quando?
Ora como Ela diz:

E doravante, dar-se-ão também mal os que vivem de desculpas e ressentimento, os que repetem "para os pretos não há hipótese": Obama conseguiu. Pode não mudar mais nada, mas isso já mudou.

Pois mudou. Pelo menos deixou de haver hipocrisia à volta de uma candidatura cujo mentor (oportunamente chutado borda fora) conclamava “morte aos brancos”O que como sabemos, visto do outro lado, é apenas manifestação de troplicalismo.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Doeu


À volta de Alegre, haverá eleitores do PS, do PCP, da extrema-esquerda e moderados avulsos; haverá cantores e artistas de várias áreas; haverá professores, muitos, e funcionários públicos, mais que muitos. Em suma, é natural que a sua candidatura, a ser retomada em 2010, reúna toda ou quase toda a oposição à esquerda. Para disputar Belém a Cavaco ou simplesmente para fixar de vez as bases de um movimento amplo, isso é o que depois se verá.
Nuno Pacheco in Público


Uns chamaram-lhe festa, outros comício. Francisco Louçã, do BE, disse mesmo que iria ser a "maior mudança dos últimos anos na esquerda portuguesa". Mas o encontro de ontem à noite, no Teatro da Trindade, em Lisboa, que reuniu gente de vários sectores da esquerda (o PCP optou por ficar de fora), entre os quais Manuel Alegre e outros socialistas, foi, acima de tudo, uma sessão de protesto contra o Governo de José Sócrates e as suas políticas.
Dos jornais

O profissional de política Manuel Alegre, elevado à categoria de doutor por VPV, se tivesse um pingo de vergonha na cara abandonava imediatamente o PS e ia tratar da vidinha por outras bandas.
Manuel Alegre poderia em casa própria fazer agora um belo soneto em que com aquela bela voz declamasse Roma, punhais e traição.
Ao apadrinhar ontem a festa-comício de um partido trauliteiro que vê na rua a fonte de toda a legitimação deu uma bela facada nas costas do seu próprio.
Como se vê pelos jornais de hoje a esquerda folclórica está eufórica com o poeta.
Sempre foi assim, é sempre necessário um bobo que possa ser usado para enfeitar a festa.
De qualquer maneira Alegre assinou uma sentença.
Ou consegue que Sócrates perca as eleições e fica no PS ou então terá que sair.
Sócrates nunca lhe perdoará.

No Gamanço


Uma pequena notícia de jornal, dá-nos conta de que um processo chegou ao fim de doze anos a julgamento.
Juntem-lhe agora mais um para o propriamente dito e depois outros doze em recursos e vejam como é que a justiça é feita neste país e quais as condições que se dão a quem quer investir.
Mas o mais interessante da mesma é o seguinte:

Os donos da empresa, Luís e Sérgio Garrucho de Sousa, que agora estavam dispostos a devolver o sinal a dobrar, dispunham à época da obra de grandes influências na Câmara de Lisboa, visto que o vereador das Finanças (Luís Simões) e o chefe de gabinete do presidente (Leiria Pinto) eram seus sócios numa cooperativa de habitação particularmente favorecida por decisões do então autarca Jorge Sampaio. Os construtores da Vila Correia tinham apoios na CML, onde conseguiram benefícios excepcionais em vários processos.

Lembro que esta câmara não é na Colômbia mas nos mercados locais vende-se muita banana.
Pode ser lido na totalidade na edição de hoje do Público.

terça-feira, 3 de junho de 2008

PREC II

O COPCON controla os acessos a Lisboa, onde populares levantaram barricadas, incitados pelo PCP, sindicatos e boa parte da imprensa escrita.
(dos jornais)

Foram organizadas por gente do PCP, que à semelhança do que fazia na cidade, tentava impedir que os cidadãos se movimentassem e expressassem livremente. E creio que estariam armados, pois eles andavam sempre com armas naquelas circunstâncias. Mas se não passássemos a bem passávamos a mal e não tiveram outro remédio senão desviarem-se do nosso caminho. Quando chegámos à entrada da ponte 25 de Abril demos com nova barricada e, tal como na primeira, nem sequer parámos.
(Francisco Soares Feio)

Pois é.
Mas agora pararam mesmo, ou melhor o Grande Líder, aquele que nunca vacilava, deu um tropeção quase igual ao que outro Grande e Amado Líder deu há uns tempos atrás.
Acabou-se aquele mito do inflexível.
De agora em diante não vai haver grupo ou associação que não saiba que uma boa barricada com uns sólidos cadeados e uns cacetes por perto chega para quebrar as costas ao atleta do jogging.

Restam-lhe duas coisas.
Um bom robalo grelhado.
A outra todos sabemos.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Tá tudo bem


Gostava de fazer um post daqueles muito bons que levam uma data de comentários, mas não acontece nada que valha a pena aqui no quintal.
Bem os agricultores pedem subsídio, os pescadores pedem subsídio, aquele senhor que é o dono do Movimento Democrático dos Utentes da Ponte Sobre o Tejo pede subsídio, mas o que é que isso interessa num país onde toda a gente pede subsídio?
Também se podia escrever sobre aquele episódio de uns fulanos fecharem a cadeado uma lota, destruírem o peixe que estava lá dentro e não deixarem entrar nem sair ninguém sem ser revistado.
Mas isto é normal, já se fazia no PREC e como sabem a história repete-se (como farsa dizem).
Outra boa hipótese era a crise que se vive no quintal e parece que há dois milhões de pobres.
Mas com o barulho que os noventa mil por noite fazem no Rock in Rio cujo bilhete só para entrar custa cinquenta e três euros não me consigo concentrar.
Uma senhora caiu em casa e partiu a cabeça.
Teve azar de ser no Allgarve e no hospital que serve o mesmo e que está sempre cheio de turistas só tratam bebedeiras. Falta uma coisa qualquer com um nome esquisito e portanto mandam os doentes para Lisboa.
Esta já não veio a tempo. Morreu. Normal, já aconteceu ao Joaquim Agostinho.
É melhor fazer férias em Cancoon.
E prontos! pode ser que amanhã surja uma boa ideia.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

O Frei Tomás Português

Portugal tem, em 2006 … dois pontos acima da média da UE, está ao nível da Irlanda, três pontos abaixo da Grécia, dois pontos abaixo da Espanha e da Itália e um ponto abaixo do Reino Unido. Longe da Noruega, da Dinamarca, da Suécia e da Holanda.

Quem fala assim não é o Gabriel Alves, mas uma das mais reputadas jornalistas económicas portuguesas.
Porque sobre o que ela fala é sobre a economia.
E porque é que ela fala, hoje, sobre a economia?
Ora muito bem, porque o namorado foi criticado por não ligar peva aos problemas económicos do rebanho que pastoreia, e como todos sabemos o Amor é a coisa mais linda do Mundo.
Adiante.

Quem também veio falar da pobreza dos outros foi o excelentíssimo Doutor Mário Soares.
Ele ordena aos jovens que de momento estão a tomar conta do PS que “
façam uma "reflexão profunda" sobre "a pobreza; as desigualdades sociais; o descontentamento das classes médias" e sobre "questões prioritárias", como "a saúde, a educação, o desemprego, a previdência social, o trabalho”.

Meu senhores, vindo de quem nunca teve um trabalho na vida, de quem governou os tugas durante anos a fio, de quem espatifou milhões e milhões em passeatas pelo globo (lembram-se do simpático casal montado no elefante e dele montado (salvo seja) na tartaruga, de quem tem uma reforma mais que milionária, de quem tem carro, secretária adjunto e mordomo às ordens, a quem a Câmara Municipal de Lisboa ofereceu meio milhão de contos para guardar os seus livros e a quem os portugueses pagam os polícias que lhe guardam as várias casas particulares e que mesmo assim ainda quer, e tem, as contas telefónicas pagar por nós, parece ser um bocadinho de atrevimento.

Mas a este velhote tudo lhe perdoam.

terça-feira, 27 de maio de 2008

Bué Meu


Banú Mica Marle de Melo era um jovem empresário, cuja carreira terminou numa quinta-feira, ia a dizer à noite, mas a verdade é que foi aquela hora em que as pessoas honestas saltam da cama para vergar a mola em tarefas bem duras.
Trabalhava no import-export.
Comprava droga e revendia-a com apreciável sucesso nas ruas.

Conforme os senhores da polícia dizem “tudo indica que o jovem baleado constava dos ficheiros como um dos elementos associados ao tráfico de estupefacientes no Bairro Alto.”
Mas o jovem Banú tinha muitos sonhos queria progredir.
E conforme um jornal dizia, estando desempregado, frequentava um curso de formação profissional e também estava no fundo do desemprego.
E, é claro, o senhor formador, não achava nada estranho que o jovem se por acaso lá aparecia, aparecesse sonolento.

Sente que lhe estão a mexer na carteira?
Tem razão!

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Não é para todos



Dizem que isto está mau.
Que é preciso apertar o cinto.
Concordo.
Faça-o com elegância, clique na foto, e aproveite que podem acabar.

domingo, 25 de maio de 2008

Preparar, Largar, Estampar!


Os sinais do desastre avolumam-se.
Um fulano que é o centro total de todas as atenções e a inveja (meus senhores desculpem lá, apesar de artistas do pontapé na bola, são humanos) dos outros vinte e dois.
Outro fulano que anuncia que se joga no clube, então aqui é também para jogar.
Outro fulano que diz ser o único que tem pé esquerdo e que ainda por cima gosta imenso da família.
Vários fulanos que já não jogam há muito, muito tempo, e agora querem jogar.
Um fulano que vai deixar de jogar e deixa o recado, eu tenho que jogar.
Então não ajudei quando podia? Agora ajudem-me a mim!
Contractos e mais contractos, empresários e mais empresários e, claro está, jornalistas que querem notícias, novidades, verdades e mentiras.
Um é cigano os outros parecem.
Uma terra que começa a ficar aborrecida de não poder ver os treinos que julga, naturalmente, seus.
Se tivesse música podia ser o Titanic Parte II.

sábado, 24 de maio de 2008

TIR(o) nestes fdp


Aviso
O texto que se segue é pura ficção e trata-se de uma experiência de autor para um film noir a estrear nos cento e vinte anos do Manoel.


Um dia numa cidade muito distante um pobre desgraçado sai de casa para ir trabalhar como varredor de ruas.
Tinha 47 anos e sonhava com o dia em que se reformaria com 327 euros e depois pudesse arranjar um biscate para poder ir morrendo decentemente de fome.
Ia conversando com os colegas de profissão e eis senão que do nada surgiu um carro que galgou o passeio onde ele caminhando apanhou-o de costa e matou-o.
Para o filme se tornar um pouco mais dramático e não vá a vida imitar a ficção decidi que ele tinha mulher e duas filhas sendo uma menor.
Agora um belo close-up e foquemo-nos na outra personagem.

Jovem conduzia um carro roubado não tinha carta e o próprio carro não tinha seguro.
Após o atropelamento seguido de fuga, o artista, que conduz um Volkswagen Polo e estava na companhia de um colega, tem um acidente junto à feira da Senhora do Minuto e foge a pé.
Para aumentar o drama do filme vamos imaginar que conta com antecedentes criminais por furto de veículos, assaltos a residências, carjacking, estando as autoridades convencidas que integra um gangue.

Depois do intervalo para se beberem umas cervejolas e comentar o último namorado daquela senhora que aparece nas revistas voltemos aos nossos lugares.

Pois bem o jovem não fez isso e não regressa a lugar nenhum.
Pelo contrário contracta uma advogada bem experiente que sabe muito bem as manhas que naquele país se inventam para não punir os criminosos e guardar todas as forças para que o fisco (e os condutores loucos) possa abater os cidadãos.

E ela sabe que é preciso apresentar arrependimento.
Assim fizeram, apresentaram-se numa esquadra com o mesmo e mais o bilhete de identidade e saíram com uma coisa esquisita que naquele país se chama TIR.

E é com um camião cheio de aplausos que assim espero o público no fim se levante a consagrar o meu filme.
É para Óscar.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Petit em tudo



O senhor Petit comunicou à Nação que vai deixar de a defender.
As suas últimas tarefas como soldado serão este Verão lá longe na ÁustriaSuiça.
O senhor Petit para as vinte e tal pessoas que não saibam quem é, eu ajudo e esclareço, é um jogador de futebol.
Antigamente os desportistas achavam que era uma honra envergar a camisola nacional fosse lá em que desporto fosse.
Claro que mesmo agora entrevistados paras as televisões, jornais e revistas cor-de-rosa fazem fé em dizer o mesmo.
Mas assim como o senhor Deco e o senhor Pepe tiveram que aprender o hino a todo o vapor estes novos mercenários só jogam enquanto isso lhes for útil para poderem assinar por outro clube qualquer.
É uma montra dizem os entendidos e por isso quando começam os saldos é melhor sair.
Infelizmente o seleccionador é outro estrangeiro.
Fosse ele um português, dos antigos, e senhor Petit depois daquela infeliz tirada tinha as malinhas à porta do Hotel e começava mais cedo as férias.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Sim, Não, Talvez


À senhora Doutora São José Almeida foi entregue meia página do jornal onde é empregada, o Público, para fazer umas perguntas aos candidatos a presidente do PSD que interessassem vagamente aos restantes portugueses que neste momento só querem saber o que (ou quem) é que o Cristiano Ronaldo vai comer hoje.
Ela não encontrou melhor assunto que temas sexuais, vá lá saber-se porquê?
As perguntas foram as habituais, homossexuais, casamentos entre eles e adopção de tenras criancinhas.
As respostas são no entanto esclarecedoras da fibra moral dos candidatos.
Repare-se:

Manuela Ferreira Leite
Admito, com certeza, que haja direitos em uniões de outra natureza que não entre pessoas de sexo diferente, mas não podem ser os mesmos do casamento entre pessoas de sexos diferentes.
Por mim, considero que se defende melhor a criança e a educação da criança com uma família de pai e mãe do que com uma família que não é assim constituída.

Neto da Silva
A adopção, nunca.
Casamento, também não.

Patinha Antão
As matérias dos novos estilos de vida, das novas famílias, devem ser objecto de um vasto debate em Portugal

Pedro Passos Coelho
Sinceramente, não sei se é preferível acrescentar no Código Civil, ao instituto do casamento, os casais de homossexuais ou acrescentar a herança às uniões de facto.
Sobre a adopção, tenho mais reservas. Não tenho uma posição definitiva. Estou disponível para reflectir com outros.

Pedro Santana Lopes
Não ao casamento do mesmo sexo.
Quanto à matéria de adopção, é aquela em que tenho mais dúvidas; tenho uma posição que não é fechada nessa matéria.

Repare-se neste conjunto e veja-se que apenas um teve a coragem de dizer a sua opinião francamente, não e não.
Manuela Ferreira Leite também disse um não mas é envergonhado é mais um peço desculpa sou candidata.
Os outros que são aliás ilustres parlamentares confessam que não têm qualquer posição.
Decidirão conforme os ventos soprarem ora de Sul ora de Norte.
Sãos os Roubários Benqurença do Parlamento!

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Deus quer, o homem sonha, a obra nasce


Coitados dos lusitanos que vão ser enviados para a Áustria e Suiça no próximo mês de Junho.
Querem que eles tragam não a Lua mas o Sol.
E não se admitem desculpas (por acaso eu também não) aconteça o que acontecer.
Porque é que isto é assim?

Uma das razões é que as pessoas apoderam-se dos êxitos dos outros como se fossem seus e numa época de crise isso ainda é mais necessário.
Quando o Ronaldo marca um golo somos nós que damos um pontapé naquele chefe que nos massacra a vida se for com a mão ainda melhor, é aquela pequena trafulhice que se fez e passou despercebida, se for com a cabeça faz com que durante algum tempo a nossa não pense na carestia da vida, nos problemas dos filhos, no futuro complicado, no PIB (ia quase explicar o que isto é, mas também não sei), enfim é o coração cheio de alegrias em vez de tristezas.

A outra razão ainda é mais simples.
As televisões, os jornais, as revistas precisam de vender.
Este é um produto que tem compradores portanto há que dar-lho em doses industriais.
A SIC deve ter batido um qualquer recorde quando no domingo anunciava um programa de cinco horas para um jogo de futebol que dura noventa minutos.
Presumo que a final do Europeu onde Portugal defronta um mija na escada qualquer (nem se atrevam a falhar) vai durar dois dias.

A terceira razão é a mais simplex de todas.
Sócrates quer, os jogadores não se atrevem a falhar, a taça é nossa!

segunda-feira, 19 de maio de 2008

É aqui, em Lisboa


Uma prostituta foi assassinada por um cliente numa casa abandonada da Câmara ao Areeiro.
Há mais de dez anos que ‘Isa’ se prostituía junto ao Instituto Superior Técnico para sustentar a família. Actualmente, estava a organizar a vida, a mobilar a casa de novo. Ia largar o mundo da prostituição no próximo mês para abrir um café no Bairro do Ourives, onde residia com três dos quatro filhos – de 17, 16 e cinco anos – dois genros, uma neta de dois meses e dois irmãos. "Ela era o pilar da família e morreu de forma trágica", lamenta Jorge.

O marido conhecido pela alcunha carinhosa de Tó Boi alinhava nos seus esquemas e no início da sua carreira ia ele próprio leva-la aos mesmos.
Isilda optou por se dedicar à prostituição a tempo inteiro e conseguiu juntar algum dinheiro. Dias antes de ser morta recebeu uma quantia elevada resultante do valor acumulado do rendimento mínimo garantido. O dinheiro acabou por ser roubado pelo homicida.

(Dos Jornais)

Isto podia ser o argumento para uma telenovela daquelas de arrancar lágrimas às pedras da calçada, mas não é.
Aconteceu e os pormenores que aqui podemos ver são do mais sórdido que se podem imaginar.
A promiscuidade em que esta família vivia, e vai continuar a viver, mostra bem a degradação a que o género humano pode chegar.

Por aqui perpassam uma data de entidades que são especialistas em assobiar para o lado.
Se perguntadas, todas elas dirão que ou não sabiam, ou sabiam e não era nada com elas, ou era com elas e o assunto está a ser estudado.
É muito difícil não ter vergonha de viver num país que deixa isto acontecer.
E que vai continuar a deixar.

domingo, 18 de maio de 2008

A Queima da Rata


Uma garota, enfim uma mulher, completamente emborrachada reclama que foi violada por um colega ainda mais emborrachado na Queima das Gatas em Braga.
Estavam ambos em quase coma alcoólico e não se percebe como se conseguiram sequer ver um outro quanto mais encontrar a braguilha.
Ambos já meteram um advogado para tentar que o outro seja condenado em tribunal.

Do blog abnóxio retiramos a elucidativa fotografia que ilustrava o pavilhão destes universitários que um dia poderão estar a desempenhar um qualquer cargo em Portugal.
Como é que estas raparigas que se emborracham até cair para o chão que vão a um pavilhão onde o palavrão é rei querem ser tratadas como umas senhoras?
Dirão que a culpa é do macho.
Nada mais errado.
Quando as fêmeas adoptam o mesmo trato grosseiro destes machos estão à espera de quê?
É a lei da selva, e ali o mais fraco perde sempre

sexta-feira, 16 de maio de 2008

José Ama José


A fixação sexual da esquerda no sexo é contagiosa.
Mal aparece qualquer coisinha que os incomoda juntam-se todos ao molhinho e desatam aos gritinhos.
Agora coube a vez à Papisa.
Não gostou de um inquérito e consegue como é muito comum entre os jornalistas ler o que não está lá escrito.
Que diz a nossa Segunda Dama?
Pois que as pessoas que acham que as relações homossexuais são totalmente erradas estão contra o artigo 13º da Constituição.
Porquê?
Porque este proíbe a discriminação em função da orientação sexual.

Ora aquela que, presumo eu, depois do jantar dá conselhos ao Homem que nos vai guiar rumo aquela Europa que queríamos, não consegue compreender que as pessoas possam ter uma opinião pessoal e ao mesmo tempo respeitar a Lei.
É claro que eu compreendo que é aborrecido que 70% ainda não estejam abertos à ideia de que a homossexualidade é boa e deve ser incentivada.
Continuamos na cauda (se calhar era melhor escrever no cú) da Europa mas é a nossa triste sina, Querida Papisa.

E já agora no seu lindo artigo em que ela compara o amor de Romeu e Julieta com o de Romeu e Romeu, pergunta-se se a maioria dos portugueses é a favor da pena de morte.
Senhora Doutora, por amor de Deus não faça essa pergunta aos portugueses para não ter mais uma desilusão.

terça-feira, 13 de maio de 2008

João Goulão


Este homem é um “"betinho", "cocó" ou "careta".
Porquê?
Porque não consome drogas.

Valha a verdade dizer que lidas as recomendações que ele faz aos jovens que supostamente devia orientar através do Instituto da Droga e da Toxicodependência (já agora não acham curioso este nome onde parece faltar um “contra) tenha as maiores dúvidas que não o faça.
Pelo menos algum fumo deve andar naquela cabeça.
Segundo um dicionário que o mesmo mandou publicar “, "betinho", "cocó" ou "careta" é "aquele que não consome droga e, por isso, é conservador, desprezível e desinteressante".

Temos pois que este homem considera que ser moderno é consumir droga, conservador é o mesmo que ser-se desprezível.
Pessoalmente eu que sou um conservador nestas coisas, desprezo com grande elegância estes funcionários públicos que se julgam acima de todos e assim é verdade porque ninguém o demite.

Nota final.
Todos estes nomes são ficcionados porque o caso passou-se no Mali e não quero incomodar as autoridades locais.
Aos, involuntariamente, visados as minhas desculpas.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Atire sempre primeiro



Um agente da PSP armado com um mandado de busca e detenção entrou numa casa, gritou Polícia! e levou um tiro na cara que o deixou às portas da morte.

Claro que se tivesse dado primeiro um tiro de aviso, daqueles que acertam nos cornos do fulano que o queria matar, agora estava preso. Assim foi para o hospital donde virá a sair com problemas para toda a vida.E quem era o fulano que atirou.

Leiam:


João foi detido por elementos da Esquadra de Investigação Criminal (EIC) da PSP do Barreiro em 2003. Sentado no banco dos réus foi condenado a uma pena de prisão efectiva por tráfico de estupefacientes. Em Novembro passado, por bom comportamento, teve direito a uma saída precária da cadeia de Setúbal. O jovem cabo-verdiano, de 28 anos, nunca mais regressou à prisão.


Mas regressou à traficância pois “foi apanhado em flagrante delito na companhia de outro traficante, de 24 anos. Estavam dentro do carro, na avenida de Santa Maria, junto ao Tribunal do Barreiro, e foram surpreendidos com 201 gramas de cocaína em estado puro.”

O outro fulano foi descrito como “ um segundo homem que estava no apartamento do Miratejo, de 22 anos, entregou-se sem oferecer resistência e foi detido. A poucos metros de si, em cima de um móvel, tinha uma pistola 7,65mm. Durante a busca, os agentes apreenderam 64 mil euros, 40 mil dos quais guardados na gaveta de uma mesa. O segundo traficante tinha sido condenado a uma pena de dez anos, mas foi libertado por excesso de prisão preventiva à luz do novo Código Penal, tendo interposto recurso da decisão do Tribunal de Loures, (Amadora).

Ou seja dois perigos para a sociedade foram postos cá fora por causa das novas leis.Espero, com alguma impaciência, que o próximo a levar um tiro nos queixos seja um daqueles que ajudaram a fazer estas leis.


Isto não se passou no Burundi.

Foi cá.