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terça-feira, 8 de julho de 2008

Palinódia

Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas

Dedicada a José Sócrates Pinto de Sousa, Primeiro-Ministro de Portugal
Ontem, escrevi aqui uma coisa que não devia, e hoje é dia obrigatório de palinódia.
Jamais por culpa nossa, e tão-só por culpa dele, habituámo-nos a ver no "Prime" o boneco colérico e vazio de emoções -- excepto essa -- quando, na realidade, é um humano, como todos nós. Ontem, e no meio das alucinações de costume, enfiei uma brejeirice qualquer, a propósito da sua ausência de Portugal, em período típico de fogo-posto. Lisboa ardia, e ele lá por fora.
No anedotário reles do senso-comum português, também ficou para a história aquela célebre sequência em que Guterres parecia não saber fazer contas. Sabia, mas também sabia que as contas que poderia fazer eram já terríveis, quanto às conclusões, mas mais terrível do que isso, foi terem-lhe feito uma pergunta sobre números, no momento imediato em que ele saía do hospital, onde tinha ouvido o terrível veredicto sobre o cancro do fígado da defunta esposa. Era humana, e natural, que se enganasse, sobre uma questão técnica. Pior estou eu, que nem sei o que é o PIB, porque fiz as Economias sempre a copiar...
Peço desculpa pela brejeirice do "desmancho em Badajoz"... Vamos todos mostrar que também somos capazes de ser humanos, e fazer um pouco de magia branca, para que a coisa resulte favoravelmente. Eu não gostaria de estar na pele de Sócrates, e estou solidário com a sua dor.
Talvez este episódio pessoal também explique o que, então, nos pareceu mais um dos episódios caricatos da sua bibliografia, a promessa de não voltar a fumar... Talvez já fosse mais profunda e polifónica do que parecia. É verdade, e é uma das razões porque desprezo a Política, por esta incapacidade em proteger o drama privado, ou em reler o inexplicável do homem humano, na grandiloquência da sua sombra pública.
Força aí, Zé, o maior aldrabão de Portugal: tens hoje o "Arrebenta" a dar-te uma sincera palmada de conforto nas costas.
Boa sorte.

domingo, 6 de julho de 2008

Incapaz de qualquer ideia nova, Sócrates recorre ao bafio de sempre. Quando é que isto vai estoirar?...


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Leya AQUI

sexta-feira, 4 de julho de 2008

O Branqueamento de Sócrates

Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas
Imagem do KAOS
Não sou grande aprecisador de Sócrates. Acho-o perfeito apenas num grande papel, o de Coveiro, e esse ele executa-o às mil maravilhas, embora os assessoras de imagem e a sua infinita vaidade e burrice lhe ditem diariamente o contrário. Não vi a entrevista, e nunca veria. Prefiro aquele comentário do execrável Dias Loureiro ("Pai, já sou Ministro!...") que diz que o "Engenheiro" (Pai, já sou licenciado!...) está para durar. É capaz de ter razão, o país é que talvez... não, quer dizer, talvez já não esteja para conseguir durar.
Houve um tempo em que a porcaria era grande, mas se fazia discretamente: foi, por exemplo, o período áureo de Mário Soares, o único aldrabão, com estatura europeia, que tivémos, ou de Cunhal, cujas relações com o Antigo Regime e os Amanhãs-que-Cantam nunca ficarão completamente esclarecidas, mas eram em estilo épico. Hoje em dia, estamos reduzidos aos pequenos actores de teatro-sombra, embora o fenómeno, sarkoziano-berlusconicamente se tenha bushputingeneralizado, para além dos nossos anibalismos e barrosismos.
Qualquer dos citados já não É, limita-se a manter às ordens DE, o que, para os crentes, representa o fim concreto da Política.
Ao ouvir Ferreira Leite, compreendo que Sócrates, o nosso rés-do-chão, não seja tão mau assim: é só péssimo, mas o péssimo do péssimo ainda está para vir.
Os Europeus, que caíram na ratoeira do Tratado de Bilderberg (reveja-o AQUI), que prevê um Banco Central Europeu acima de quaisquer poderes começaram agora a ver, em números, quanto vale essa... "independência"...
É, como diz o KAOS, o tempo de aparecer o Sócrates mais bonzinho e muito preocupado com o mal das populações. Isso é falso: ele está é preocupado com não ter qualquer manobra de saco azul para poder convencer o pateta português a reelegê-lo em 2009. A sua única sorte é ter a Oposição que tem, na forma de uma Bruxa, saída do extinto Comboio-Fantasma da Feira Popular. Para quem viu o Congresso do P.S.D., aquilo parecia a Nomenklatura da Coreia do Norte, com uma mãozinha a segurar por detrás a garra empalhada da Ferreira Leite, a acenar-nos com o Passado.
O profundamente grave nisto tudo é que a Sociedade Portuguesa começou a colapsar sobre si mesma, num conjunto de sintomas, que, historicamente, não são novos. Entrámos na típica atitude do Chão -- e lá me perdoarão a erudição, mas a Arquitectura é uma das minhas referências favoritas, quanto mais não fosse pela formação académica --, ou seja, curvámo-nos sobre nós mesmos, e abdicámos de toda a euforia decorativa dos períodos de florescência, do Gótico Final, do Manuelino e do Barroco, para entrarmos nos segmentos pardos do mínimo indispensável, a Política Portuguesa Chã, acompanhada da Desmoralização Nacional dos grandes períodos de crise.
Os países não se tratam com anti-depressivos, mas há sempre quem lhes trate da saúde, em períodos de depresão crónica. Em 1580, fomos esquartejados, durante a decadência dos Habsburgos de España. No início do séc. XIX, Napoleão e os Caciques Ingleses trataram-nos da saúde até ao Rio de Janeiro; no final do séc. XIX, fomos a vergonha das Potências, e acabámos, no início do séc. XXI a considerar como o Maior Português de Sempre um pobre saco de ossos bafientos, que há-de, algures, estar enfiado numa húmida sepultura, lá para as bandas de Santa Comba Dão.
Quanto a mim, devíamos erguer-nos num enorme desafio nacional, e proceder à inumação desses despojos, e coroá-los, depois de mortos, como Pedro fez, com o cadáver de Inês. Enfiáva-mos a coisa em Belém, ou São Bento, e suponho que não se distinguisse muito do que por lá paira, ou irá pairar.
Ah, não se esqueçam das célebres botas.
Por favor, fechem as luzes, quando saírem...

sábado, 28 de junho de 2008

Começaram os tiros contra Sócrates. Isso espanta-o?...


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segunda-feira, 16 de junho de 2008

A enorme base de apoio de José Sócrates


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Cortesia do "SOL"

sábado, 14 de junho de 2008

Irlanda: Bruta rasteira no Tratado de Bilderberg

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Imagem do KAOS
Por espantoso que pareça, depois de um glorioso "Dia da Raça", tivémos um ainda mais glorioso dia do Estampanço. Em 1830, Carlos X foi deitado abaixo, nas "Trois Glorieuses", mas os tempos são agora outros, e os Espantalhos de Bilderberg, como não têm ossos, nem dignidade, nem qualquer tipo de verticalidade, iriam precisar de "centaines de glorieuses" para serem deitados abaixo. Por mim, podem ficar: são como musas, e inspiram-me os melhores textos.
O primeiro bloco do encómio vai para o Povo da Irlanda, velha raça celta, e pátria de três dos mais brilhantes aforistas, cínicos e génios da Literatura Séria, Wilde, Shaw e Joyce. Gosto de pensar que tenho um pouco de cada um deles, e isso deve-se, certamente, a também estar entalado num recanto periférico, e estagnado, da velha Europa.
A Irlanda, hoje, provou que é possível devolver a Europa aos Cidadãos, retirando-a das garras dos fabricantes de futuros lassos, e entregando-a, de novo, à incógnita da Dúvida e da necessidade de reflexão. Os "fora" irlandeses, um dos países que, brilhantemente, "deu o salto", dentro da Família Europeia, imediatamente se encheram de textos de felicitações de todos os cantos do Hemisfério Civilizado, América incluída, e, curiosamente, caso lá queiram ir verificar, há um enorme cepticismo contra aquela "Coisa", equivocamente chamada "Tratado de Lisboa", que ninguém, no seu estado normal de sanidade mental se deu ao trabalho de ler, mas que, com a intuição e a gravidade que nos concedem milénios de maturidade continental e histórias atribuladas, sabe estar cheio de rasteiras, daquelas mansas, que se abrem quando menos se espera...
A minha expectativa cultural, política e económica é muito escassa: sou um mero cidadão europeu, residente em Portugal, futura região autónoma da Galiza, com Alcalde y tudo, a morar numa cidade que se desfaz por todos os lados, ao ponto de se terem de tapar as rachas, os rebocos desfeitos e os acabamentos precocemente envelhecidos com muitas bandeiras herdadas das festividades da República. O pior é quando chove a a bandeira fica reduzida à haste, e toda a desolação reemerge, impante e fatal, para nosso desconsolo de olhar sofrido e comum...
O segundo encómio vai para o KAOS, que andou, tal qual eu, na zona do não-vale-a-pena-mesmo-batermo-nos-por-mais-nada, e, de repente, camionionistas, o Saloio de Boliqueime, mais o Saloio da Cova da Piedade e o Saloio de Vilar de Maçada começaram a tremer nas perninhas de Pastéis de Tentúgal, e a coisa começou a transbordar.
Começou... e começou é uma das palavras mais frágeis que conheço. Eu, Iluminista, e por consequência, Europeísta, dou, de repente, comigo a celebrar estridentemente o fracasso de um pretenso "avanço" da Construção Europeia. Pois, mas a verdade é que, entre dois ou três meses, num súbito acelerar da porcaria, me chegaram subitamente rumores das tais alíneas que ninguém leu, mas LÁ ESTÃO, e vou exemplificar-vos: uma, central, é a da destruição do Sistema de Ensino. Paira no ar que Portugal poderá ficar medusado num patamar académico que não lhe permitirá dar mais do que Licenciaturas (de Bolonha), e os Mestrados e Doutoramentos vão ter de ser tirados... lá fora. Cá dentro, com a destruição da Coluna Vertebral da Formação mínima, arriscamo-nos -- e um dos grandes canalhas associados a isso é o escroque Valter Lemos, o da Reforma do Sistema de Macau e das golpadas dos Politécnicos... -- a poder apenas fazer a formação de "profissionais", gente habilidosa de mãos, para tratar de canos, instalações eléctricas, montagens de "Meo"s e "Netcabos", arranjo de motores de alta cilindrada, e acompanhamento de velhinhas alzheimerizadas, mas com brutas contas em certos bancos sérios... O resto vai para os colégios da fradaria e para aqueles que não sendo da fradaria têm nomes de Santos e geram a perpetuação das elites. Sem ofensa, ou.... aliás, com ofensa, não é por acaso que o Clã Soares anda a ampliar o seu "Colégio Moderno", bem para cima das velhas árvores da mamada, na Alameda do Campo Grande. Fosse viva a Amélia das Marmitas, e havia já grande escândalo de muleta, lá à porta, ó, se havia...
Em França, parece, já se sonha com percursos formativos alternativos, como as maravilhosas Novas Oportunidades, mas até coisas mais arrojadas, como dar diplomas em gares de metro e comboio, estações de serviço e átrios de Centros Comerciais (!). Para quem pensa que estou alucinado, pesquise.
A parte seguinte é ainda melhor: aparentemente, tudo eram favas contadas. Os Bilderbergers, depois de terem fingido que se iam reunir em Atenas, estiveram, afinal, muitos caladinhos, concentrados, há uma semana, perto de Washington, D.C., "Caput Mundi", para mostrar que a coisa, desta vez, ia mesmo arrancar para o duro. Com o indispensável Balsemão, seguiram "the next-ones", António Costa e Rui Rio, o que nada deixa de bom para os palhaços que os antecederam, um dos quais, ainda no lugar de Primeiro-Ministro da Bandeira de Conveniência Portugueses. Dia 1 de Julho arrancava a duvidosa Presidência Francesa, com Sarkozy, o mais perigoso de todos os políticos europeus, à frente.
Estes cavalheiros não brincam em serviço, e mandaram um dos nossos, ainda mais saloio do que os anteriores, para Saragoça, inaugurar o que se apresenta como uma festa, mas, curiosamente, é tudo menos uma festa: é a Expo-2008, cujo tema é a ÁGUA -- ouviram bem?... a Água -- que, depois da especulação sobre o preço dos combustíveis e dos alimentos, vai ser a próxima fronteira de especulação que esses filhos da puta, que estão a desmantelar a nossa parca felicidade, irão abrir. Suponho que o Bimbo de Boliqueime nos tenha representado decentemente, já que sobre o Referendo Irlandês "ainda não tinha opinião (!)", aliás, como dizem os homens do táxi, a única opinião que ele alguma vez terá é de que está à espera do fim do seu 2º Mandato, para levar mais uma reforma para casa. Não será com o meu voto, aliás, como nunca, em circunstância alguma, seria. Falta-me saber se a Maria, como noutras ocasiões, foi beijar a mão (!) da Rainha Sofia...
O grave, no meio disto, é mesmo a Água.
Já se imaginou, mergulhado num sistema, onde será levado a matar o seu vizinho, por causa de um copo de água?... Pois é o próximo "virtual/real game" para o qual você vai ser convidado, mansamente, sem que disso se aperceba, e com o tema a entrar "naturalmente" pelos meios de Intoxicação Social. Espere só que toque a sineta do tema, que nisso eles serão lestos, assim como você desconhecia que Bilderberg estava reunido em Washington. Malhas que o Império tece, e continuará a tecer.
Célebre ficou a frase, naquele ridículo debate parlamentar, entre a Moça de Vilar de Maçada e Senhora de Mota Amaral. Não havia debate: era um trocar de rosas, entre duas madames, com os mesmos gostos em tudo -- e aqui vou entrar nas inconfidências, mas, de vez em quando, tem mesmo de ser, lá me desculpem as fontes do Protocolo de Estado, de onde vem a informação... -- incluindo o tipo de enfarda... perdão, guarda-costas, sólidos, bem desenhados e capazes de esconder um segredo. Aliás, o debate era tão musical, e com aquelas vozes tão bem timbradas no feminino, que só me faziam lembrar o Duplo Concerto de Brahms, com a Tinhosa de Vilar de Maçada a fazer o timbre do violino mal contido, e a Virgem das Ilhas a do violoncelo já com os "esses" muito abertos e esgaçados, uma longa vida dedicada à Harmonia..., e foi mesmo nesse enlevo de alma, já a deixar antever o Centrão Seguinte que a "outra" se descaiu com "o Tratado ser muito importante para a sua carreira política..." Como mantemos uma relação amorosa muito profunda e antiga, imediatamente reportei o facto na "Wikipédia", como poderão confirmar no texto, e depois no "histórico" das alterações. Suponho que ele me irá agradecer eternamente, mas eu também lhe agradeço eternamente muitas coisas que impiedosamente tem feito a 10 000 000 que, como eu, estamos confinados à Cauda da Europa, e aos rasgos de humor da sua miserável soberba. Até a Câncio, essa insólita pendureza do nosso imaginário ali veio à baila...

Que se foda.
O ensaio geral das 65 (!) semanais avançou logo, e ainda nem o Tratado de Bilderberg estava em vigor. Sabe Deus que eu não sou do Bloco de Esquerda, e ainda mais sabe Sócrates que tem em mim um dos mais ferozes franco-atiradores contra a sua mentira, porque fui dos enganados que o pôs lá... Acontece, e paga-se, mas de ambas as partes, ó, se paga.
O carinho seguinte vai para os Sindicatos, que, como já aqui referi, estão incluídos, numa das oclusas alíneas do Tratado de Bilderberg, hoje chumbado pelos Povos Livres da Irlanda, não como representantes das classes que deveriam defender, mas como "cooperantes com os Governos". Procure, se quiser, e leia a Realidade recente, se tiver dúvidas...
O resto é o conselho de um espírito livre, Europeu, Português, na plena posse dos seus direitos cívicos, e com talento para a escrita, como é publicamente reconhecido: Sr. Sócrates, a quem tratam, piedosamente, pelo "Engenheiro", o Senhor já saiu desta arena muito debilitado politicamente, aquando do vexame da sua "Licenciatura", que tentou apagar da "Wikipédia", mas lá ficou, estigmatizada para sempre, como uma vergonhosa marca de fogo, indigna de um Chefe de Governo Europeu. Se tivesse vergonha na cara, demitia-se JÁ, como consequência do fracasso da jóia da coroa da sua carreira política (!), mas sei que vai continuar, por isso, lhe deixo aqui o conselho, maduro, pensado e lapidarmente escrito: o seu Ministro Amado, também conhecido, em certos meios, pelo "Homem da América" (a invenção não é minha, é dos tais... meios...), teimoso e ridículo como você mesmo, a galope daquele ser indescritível que preside à Comissão Europeia, defendem a continuação da ratificação do Tratado de Lisboa.
Estamos plenamente de acordo, mas, para que se cumpra a Europa da Cidadania, e se veja, se, por acaso, ela confirma, ou infirma, os objectivos da Europa dos Interesses, essa ratificação deverá passar a ser feita, um a um, nos restantes países, não em Parlamentos herméticos, mas Referendo a Referendo, para que possamos ter uma visibilidade final.
Muita boa noite, e parabéns por mais esta sua derrota.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Neste dia, a Irlanda, Portugal e a Europa celebram a União dos Cidadãos. A "Wikipédia" já regista a alteração...

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Como poderia, numa dia como este, a "Wikipédia" deixar de registar mais esta importante linha no currículo de José Sócrates?...
Pode verificar AQUI
(P.S.: Srs. Assessores de Gabinete de Imagem, regiamente pagos do nosso bolso, mas fraquinhos e ao nível do vosso mentor, não se esqueçam de que a "Wikipédia" odeia branqueamentos, se bem estão recordados...)

Postagem 600: Seja amigo de quem sofre. Mande-lhe um email de condolências pelo importante rombo na "Carreira Política pessoal (!)"...


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Escreva-lhe: pm@pm.gov.pt

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Que VERGONHA!

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«Os deputados do PS estão contra nós, mas querem ser titulares sem porem os pés na escola.»

(Leia aqui)

segunda-feira, 19 de maio de 2008

O Santo Império Romano-Germânico

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imagem do Kaos
De entre as poucas coisas que o "Arrebenta" e o seu criador têm em comum, uma ressalta: ambos são figuras que gostariam de ser discretas, mas não conseguem. A segunda é que ambos se sentem deslocados no correr do Rio do Tempo, em que se encontram, e a terceira é uma mera consequência das duas anteriores. Ontem, ao telefone com o Paulo Pedroso -- o nosso, não o dos processos contra as testemunhas -- afirmava-me, ele, que este era o blogue do Arrebenta, ora, o Arrebenta não é dono de coisa nenhuma, e eu, seu autor, começo por detestar o próprio "nome", "Arrebenta", que só foi crismado, nos velhos tempos em que as caixas de comentários do "Expresso on-line" eram o primeiro espaço de debate virtual com projecção e qualidade, e eu tinha de criar uma figura que trabalhava no Alto do Parque Eduardo VII, e assim ficou.
Este não é, pois, o blogue do Arrebenta: é o blogue das pessoas que gostam de estar no blogue onde o Arrebenta está, e isso é a melhor prova de afectividade que poderia eu, seu autor, receber, e que, desde já, devolvo aos nossos colaboradores e leitores. Parecendo que não, com as nossas oscilações, agruras e glórias, vamos fazendo um pouco da história da Blogosfera, e as nossas vicissitudes encontram um paralelo muito antigo, um dos pilares, com Cristo, do nosso imaginário Ocidental, o de Ulisses, que erra e aporta, e naufraga e se engana, e conhece os infortúnios e venturas das longas navegações. Algures, uma imaginária Penélope fia, e desfia, durante a noite, à espera do nosso regresso, e aqui penetramos no Mito do Oriente, e também somos, à nossa maneira, o Eterno Retorno.
Estava a olhar aqui para baixo, onde toda a gente se digladiava, e a pensar no carácter efémero de todas essas disputas, já que, no âmago da coisa, todos temos uma vasta faixa de pensamento comum. É, talvez por isso, que somos não-ideológicos, e profundamente políticos, na forma mais arredada da nossa maneira lusitana de ser, que é a Intervenção Cívica. Não há aqui quem não ache que um Mundo com menos representantes da espécie, que menor respeito tem pelo seu Meio, seria substancialmente melhor, mas não de acordo com os cegos critérios de Bilderberg, onde perece sempre o mais fraco; toda a gente, aqui, seria incapaz de matar um animal, apenas para lhe vestir a pele; todos sabemos que assentamos num Mundo de recursos finitos, e todos concordamos que a sua distribuição é um dos maiores escândalos da nossa contemporaneidade; todos escrevemos bem, e sabemos que isso é uma arma fatal; todos sabemos que uma imagem, bem afinada, destrói quaisquer mil argumentos; temos um vasto consenso sobre a mediocridade geral da Política, e a consciência de que, com rosto, ou sem rosto, navegamos hoje numa Baía de Manipulações; todos fomos traídos por Sócrates, como, já antes, tínhamos sido traídos por outros; todos acreditamos em que os valores iluministas, por muito desgastados que sejam não têm alternativa viável, muito menos nas Idades Médias de Opus Deis e afins (Têm, aqui, um exemplo do que poderia ser o horror alternativo dessas... sensibilidades ).
Afora isso, não partilhamos as mesmas memórias, eu, por exemplo, nunca pus os pés na África Portuguesa, mas tive familiares que lá foram caciques, e, talvez por isso, não tenha vontade de lá ir, ah, sim, sobretudo, enquanto forem governados por criminosos...
O Fado levantou uma temática com alguma pertinência, que é a da vacuidade da Informação, que, só esporadicamente, cumpre o seu papel, vá lá, etimológico: o de... informar. É insuportável, para quem goste do seu, enfim..., país, que um dos poucos actos, aparentemente inteligentes do "Eng.", ir à Venezuela, tentar criar uma protecção nacional para o cataclismo energético, fabricados nas Bolsas e nos bastidores da Ganância Financeira, seja imediatamente afundado num "fait-divers", à Cláudio Ramos, que toda a gente critica, e que diz representar o rés-do-chão da nossa vivência. O contraponto é que somos especialistas em anedotas, e a boa, realmente, é que Sócrates, como diz o quink, deveria ter feito como o cidadão comum hoje faz, sempre que sente necessidade de fumar: ter ido, por instantes... lá fora.
No meio disto tudo, alguns dos nossos detractores, que dizem que a Blogosfera vive da mera pendura das notícias, já de si flácidas, até têm razão. Basta que isto se afunde no marasmo, em que tem andado ultimamente, para que, na sua grande maioria, ninguém mais saiba sobre o que escrever.
Eu tenho algumas histórias, mas não me apetecem para hoje. Preocupam-me as encomendas de armas violadas, que se tornaram uma rotina na fronteira da Portela, para pesadelo da PSP, da GNR, do SIS e afins. Não incorro naquela célebre frase do Cavaco, quando começaram as pilhagens dos Fundos Estruturais, que "mesmo desviados, ainda, tinham uma coisa boa, que era estarem em mãos portuguesas (!)..." Bem se viu em que mãos, e que resultados trouxeram, e, quanto às armas, penso exactamente o mesmo.
Desde Vespasiano que o dinheiro não tem cheiro, já para não falar do "Cabaret", do "Money, money, money".
"Money", em Cultura, representa perda de Tempo.
Na Cultura, Time is not Money: Tempo é Tempo, e Dinheiro é Dinheiro. Arraçar os dois dá Hermanns, Cláudios Ramos e outras epifanias do Efémero.
A hora é tardia, e tenho de voltar a embarcar na Barca de Caronte. Nisso tenho sorte, estou como aquelas mulheres de rua, que, quando se cruzavam com Dante, lhe apontavam o dedo e diziam, "olha, aquele ali vai ao Inferno, quando quer, e depois volta". É verdade, costumo frequentar a barca, que geralmente apenas tem um sentido, mas, até aí, a coisa já anda estragada: com dois aumentos especulativos de combustível, o melhor era, mesmo, alinharmos em actos cívicos de boicote, e fazer como se faz lá fora: não compramos, e ponto final. Avisem-me, com antecedência, para não embarcar, nessa noite. Tenho medo do escuro.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Parece que se parece com o António Calvário...

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Original Kaos

Oração

Senhor, a teus pés eu confesso:
- Senhor,um cigarro fumei!
Senhor, se perdão aqui peço,
Não mereço! Senhor,
um cigarro fumei e pequei!
Perdão, no entanto eu te imploro!
Senhor, Tu, que és a redenção!
Eu sei que menti e que adoro e eu choro
Senhor, ao rogar seu perdão!
Senhor, eu confesso o perjúrio de tantas promessas!
Senhor, eu errei mas na vida encontrei a lição!
Senhor! Eu t’imploro, senhor, ó meu povo:
Não t’esqueças da minha oração!
Senhor, ó bondade infinita, dai-me o seu perdão!
o Canudo por mérito eu na vida jamais encontrara!
É tarde! Caminho pela vida perdido na dor!
Senhor, este mandato é mais puro que a jóia mais rara,
Que o mais puro vício!
Senhor se o voto é castigo,
Perdão meu senhor!

Versão adaptada da original:
INTÉRPRETE: ANTÓNIO CALVÁRIO
MÚSICA: JOÃO NOBRE
LETRA: ROGÉRIO BRACINHA
FRANCISCO NICHOLSON