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domingo, 8 de junho de 2008

La Grande Bouffe

Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas
Imagem do KAOS
Hoje, por razões que me não apetece pôr aqui, estou numa de escrita pessoalíssima e opiniosa, portanto, todo o texto seguinte é mesmo para semear discórdia e discordância.
Vou começar pelo Obama: acho Obama execrável, como acho execrável qualquer racista implícito, e, se votasse na América, ou punha em branco, salvo seja, ou deixava que o velho, o McCain ganhasse, merda por merda, sempre era um sifão tipicamente entupido.
Obama será o Manuel Alegre americano, e, com esta modulação, passamos a Manuel Alegre, que continuo a achar um ridículo palhaço, fruto de uma era extinta, vaidoso, inconsequente, oscilante, e incapaz de fazer qualquer coisa que não seja ainda erodir mais o já destruído telão político português. Se dependesse de mim, repunha-o na Rádio Argel, "alô, alô, aqui Manuel Alegre, para avisar que vocês estão enterrados em esterco até ao pescoço, na parte que me respeita -- Cavaco -- a culpa não foi minha, foi do Mário Soares, que não quis que eu me pavoneasse todo..."
À pala disso, caímos no País dos Presépios, e regredimos 50 anos, aliás, basta olhar para as caras e o vestir das pessoas, na rua, para perceber isso. Que a terra lhe seja leve: é daqueles a quem eu, desde o princípio, sempre disse, e direi... "NÃO".
O meu terceiro ódio de hoje vai para o Secretário da Energia Americano, Samuel Boldman, primeiro, porque numa daquelas tiradas anti-semitas, de fazer gelar os cafés, acho que todos os Samuéis são Judeus, embora haja muitos Judeus que não se chamam Samuel. Este chama-se Samuel, e está com azar, porque eu decidi, na minha ficção que era Judeu. Suponho que ele tenha aceite o desafio, já que reagiu como o Sócrates de cá -- mais uma falácia: desde a Antiguidade que todos os Sócrates se dedicam à Pederastia assistida -- e disse que ainda "não havia problemas com o petróleo, nem havia choque petrolífero", embore, pasme-se, preveja -- os Judeus são excelentes em previsões, podem procurar o link, que não me apetece -- que no dia 4 de Julho de 2008, custe $150 US o barril. Um homem certeiro, nada ligado à especulação, com dois horizontes, o de curto prazo, de sabotar a China dos Jogos Olímpicos, e o das Eleições Americanas, para deixar a coisa tão descontrolada que a um Republicano suceda logo outro, deixando à porta um "caneco" com pretensões. Para lhe darmos um toquezinho português, até podíamos emprestar-lhe o Constâncio, e dizer que o preço certo será de $150,12 US o barril, e... ah... sim, já que falámos de preço certo -- contaram-me -- foi bom ter revisto no "Dança Comigo" o Carlos Cruz, a filha e a Marluce, já completamente libertos das obscenidades e calúnias contidas nestas ESCUTAS.




Brevemente, teremos o cavalheiro como novo Director de Entretimentos da SIC-Monhé.
E já que falámos de escutas, a minha próxima palavra de apreço seguinte vai para Sarkozy, que -- procurem o "link" -- decidiu que ia poupar agora nas escutas do Terrorismo e das Mafias. Anda lhe apanhavam a puta da Bruni no meio de alguma linha...
E já que falámos de escutas, e daquele vídeo que eu tanto adoro, já que é a História de Portugal Contemporâneo em 3 minutos, uma palavra de apreço para António Costa. Há uma pequena teoria da conspiração, em redor de uma mesa, na qual, como que por acaso, eu estava, em que se defendia que António Costa tinha sido empurrado, à força, para Presidente da Câmara do Martim Moniz, já que era o único que tinha inteligência suficiente para fazer sombra à infinita vacuidade e vaidade de Sócrates. Meu dito, meu feito: Bilderberg já o convidou para a sua cimeira, mais o "impoluto" Rui Rio -- pena tenho eu de que já tenham morrido as minhas fontes -- que afirmavam que algumas das linhas mais importantes do seu currículo tinham sido escritas no nível da Fundação Amélia das Marmitas. Enfim, coisas que a tumba já levou...
No meio disto tudo, só uma brevíssima nota positiva, o meu volátil apoio a Sócrates, que vai à Argélia, como foi a Caracas, negociar com os gajos dos regimes totalitários um alargamento do nosso estrangulamento energético a prazo. Que sirva para mais qualquer coisa do que para o apedrejarmos e ridicularizarmos...
O resto é ainda pior: o país que fracassou em tudo o que fosse tecnologia da mente, das mãos e do coração, anda agora a celebrar as efémeras parvoíces dos pés: devíamos ser o país de exportadores de ténis encardidos. Deus queira que a euforia dure pouco. Pode ser, como o Judeu previu, até dia 4 de Julho, o Dia da "(In)dependência", quando todos acordarmos com uma corda em redor do pescoço.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Uma vez Cavaco sempre Cavaco, ou, por outras palavras é um cheché pró-fascista e mal reciclado, que devia ter ficado no Século de Salazar

Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas
By KAOS
Tenho vários defeitos na minha personalidade, e um deles é não pertencer ao Bloco de Esquerda. Sempre que os mais próximos me punham esse carimbo, e achavam que o meu discurso encaixava bem na coisa, eu fazia sempre uma pausa, e dizia... "Olha que... não... não é....", e lá me arrumavam no extremo oposto, mas eu, resumindo, estou-me zenitalmente borrifando para isso: oficial e assumidamente, não sou uma pessoa deste tempo, e preferia infinitas vezes mais ter podido ir jantar com Voltaire, discutir porcarias com Sade, falar de vacarrices com a Pompadour, fazer o número do "dandy" e ir com Proust a casa da Princesa Bonaparte de Westefália, e, mais tarde, sentar-me a contar anedotas de má-língua, ao piano, a quatro mãos, com Poulenc e as desmaiadas lá do grupo,
bom,
já me perdi...,
ah, pois, Bloco de Esquerda, não, e sempre dei as mesmas razões: aquilo era o Ressentimento do Ressentimento -- aquele Rosas, por exemplo... tenho-o no mesmo nível de obscenidade do Graça Moura e do Constâncio... --, à espera de galgar pela primeira fresta do Poder.
Meu dito, meu feito, bastou a Câmara do Martim Moniz, e a Luz se fez, com "abat-jour" castanho.
Felizmente Sócrates, com a sua Segunda Maioria Absoluta (reforçada) não irá precisar deles. Hoje, em forma de intervalo, faço-lhe uma reverência: deixou o espírito de Bilderberg, para quem já se tornou dispensável, e, traiçoeiro como é, alinhou com o Eixo do Mal. Fez bem: petróleo em troca de Diplomas das Novas Oportunidades, é mesmo esse espírito de cooperação que caracteriza as Camorras, mas, desde que nos poupe qualquer coisinha, é bem vindo. Hoje, por trinta segundos, fui seu apoiante, Sr. Sócrates, pode lá pôr uma placa de bronze nas trompas de falópio do seu pau-de-cabeleira-de-câncio, e diga que vai da minha parte, meu amor.
Quanto ao Cavaco, vamos directamente para a metáfora: já o Sistema de Galileu imperava pela Europa inteira, e ainda nós discutíamos que volta se haveria de dar ao de Ptolomeu. O assunto subiu ao Tribunal da Relação de então, os Jesuítas, e preferiram Tycho Brahe, que ainda tinha a luneta apontada para o Passado, como se as questões científicas fossem do domínio do "magister dixit", e lá ficámos no atraso mais umas quantas décadas, "as usual".
Não são os regimes que não prestam, é a população, em si, no seu geral, na sua média representatividade e nos seus roufenhos arredores, que tudo invadem. Queimámos a "Passarola", expulsámos os Judeus, e voltámos à Agricultura, mas de Neanderthal, para andarmos agora nos... "Negócios".
Cavaco é uma figura que nunca deveria ter transitado do Antigo Regime. É moda dizer agora que "está melhor". Não está, estáé a ficar senil, e os seus silêncios passam por sabedoria, mas a realidade é mesmo essa, a da senilidade, e, quando for reeleito, ao lado do Vigarista de Vilar de Maçada, vamos ter uma coisa parecida com os gloriosos tempos de D. João III, em que esta merda naufragava por todos os lados, mas as beatas estavam satisfeitas, os cnventos cheios, e a Santa ASAE, perdão, Inquisição, cumpria o seu dever.
Hoje, estou no bota-abaixo: depois daquela porcaria com Angola, uma social-democracia avançada, só comparável com a Suécia e a Finlândia, vieram os ameaços aos gajos do lado de cá, da mesma laia, mas com menos recursos, aquela tropa fandanga que se reúne em redor da vivandeira Clara Ferreira Alves, que deu uma resposta de que até eu próprio me tinha esquecido: houve tempos -- e ainda deve haver, eu é que não o leio -- em que o "Expresso" não publicava críticas de livros que não eram livros, porque saíam em não-editoras (!), e logo estávamos perante não-escritores; não referenciava exposições que se realizavam em não-galerias; não reconhecia escultores que expunham em não-galerias (!), em suma, não falava de nada que não pertencesse aos eixos de representatividade do Sistema do Sufoco. A outra, medíocre, profundamente estúpida e venal, uma das grandes responsáveis pelo estado de descalabro do Panorama Cultural Português, saiu-se agora com uma brilhante, e, quando o "Jornal de Angola" ameaçou publicar a lista dos gajos que vivem das negociatas com a Unita -- só me lembro agora do Clã Soares, mas eu sou um ignorante das coisas mais vis deste país, portanto, preencham vocês o resto dos nomes... -- diz que "não respondia a não-jornais", e eu lembrei-me logo da Santa Inquisição e da escola de onde ela vinha e ajudara a formar.
A preceito, essa gente precisava toda de uma monumental vassourada: ainda pensou adaptar o sistema à Blogosfera, com os Blogues e os Não-Blogues (o nosso, evidentemente, era/é um Não-Blogue), mas fodeu-se, porque, na realidade, eles já não têm mão sobre a liberdade de escrita, e o Talento, por muito que custe à Senhora dos Pores-do-Sol do Cairo, todas as noites, em todas as frentes, atropela os baluartes de Censura Mental que ela tanto quereria impor. A coisa, aliás, está linda, e já aqui se tinha feito o aviso, uma coisa na qual nem Marx, que era profundamente perverso, tinha pensado, que é um Monopólio das Editoras, A LEYA. Sim, eu sei que não acreditam, mas leyam aqui: brevemente, vamos só ter "Rios de Flores", "Fazes-me Falta", e "Gente (nula) como (eles)".
Não se ponham a pau, e depois digam que era mais um dos meus delírios...
Quanto ao Bloco de Esquerda, é como o Sócrates: hoje, por meia hora, fui da Juventude do Bloco de Esquerda, tão-só porque a Sucata Salazarenta que está em Belém achou, no seu clara-ferreirismo-alves que havia Juventudes e Não-Juventudes. Tinha de se seleccionar, e seleccionou-se tudo o que não era de Bloco de Esquerda...
Acho que nem tenho mais que comentar: ficou célebre aquela frase do Otelo, que a solução era "pôr uns quantos no Campo Pequeno".
Desta vez, já tinha mesmo de ser no Campo Grande...