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sábado, 5 de julho de 2008

A proeza é do "Expresso": não é você que diariamente se queixa dos tiques de Sócrates? Agora, imagine apanhar com isto durante uma presidência...


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A montagem é do "Expresso"

Leya e veja AQUI

Ingrid Bétancourt: os "Morangos com Açúcar" de Bilderberg

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domingo, 22 de junho de 2008

Europa, ou Santo-Império de Bilderberg?...


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Leya AQUI

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Hoje vão-se todos reunir para o obrigarem a engolir isto...

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quarta-feira, 18 de junho de 2008

sábado, 14 de junho de 2008

Irlanda: Bruta rasteira no Tratado de Bilderberg

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Imagem do KAOS
Por espantoso que pareça, depois de um glorioso "Dia da Raça", tivémos um ainda mais glorioso dia do Estampanço. Em 1830, Carlos X foi deitado abaixo, nas "Trois Glorieuses", mas os tempos são agora outros, e os Espantalhos de Bilderberg, como não têm ossos, nem dignidade, nem qualquer tipo de verticalidade, iriam precisar de "centaines de glorieuses" para serem deitados abaixo. Por mim, podem ficar: são como musas, e inspiram-me os melhores textos.
O primeiro bloco do encómio vai para o Povo da Irlanda, velha raça celta, e pátria de três dos mais brilhantes aforistas, cínicos e génios da Literatura Séria, Wilde, Shaw e Joyce. Gosto de pensar que tenho um pouco de cada um deles, e isso deve-se, certamente, a também estar entalado num recanto periférico, e estagnado, da velha Europa.
A Irlanda, hoje, provou que é possível devolver a Europa aos Cidadãos, retirando-a das garras dos fabricantes de futuros lassos, e entregando-a, de novo, à incógnita da Dúvida e da necessidade de reflexão. Os "fora" irlandeses, um dos países que, brilhantemente, "deu o salto", dentro da Família Europeia, imediatamente se encheram de textos de felicitações de todos os cantos do Hemisfério Civilizado, América incluída, e, curiosamente, caso lá queiram ir verificar, há um enorme cepticismo contra aquela "Coisa", equivocamente chamada "Tratado de Lisboa", que ninguém, no seu estado normal de sanidade mental se deu ao trabalho de ler, mas que, com a intuição e a gravidade que nos concedem milénios de maturidade continental e histórias atribuladas, sabe estar cheio de rasteiras, daquelas mansas, que se abrem quando menos se espera...
A minha expectativa cultural, política e económica é muito escassa: sou um mero cidadão europeu, residente em Portugal, futura região autónoma da Galiza, com Alcalde y tudo, a morar numa cidade que se desfaz por todos os lados, ao ponto de se terem de tapar as rachas, os rebocos desfeitos e os acabamentos precocemente envelhecidos com muitas bandeiras herdadas das festividades da República. O pior é quando chove a a bandeira fica reduzida à haste, e toda a desolação reemerge, impante e fatal, para nosso desconsolo de olhar sofrido e comum...
O segundo encómio vai para o KAOS, que andou, tal qual eu, na zona do não-vale-a-pena-mesmo-batermo-nos-por-mais-nada, e, de repente, camionionistas, o Saloio de Boliqueime, mais o Saloio da Cova da Piedade e o Saloio de Vilar de Maçada começaram a tremer nas perninhas de Pastéis de Tentúgal, e a coisa começou a transbordar.
Começou... e começou é uma das palavras mais frágeis que conheço. Eu, Iluminista, e por consequência, Europeísta, dou, de repente, comigo a celebrar estridentemente o fracasso de um pretenso "avanço" da Construção Europeia. Pois, mas a verdade é que, entre dois ou três meses, num súbito acelerar da porcaria, me chegaram subitamente rumores das tais alíneas que ninguém leu, mas LÁ ESTÃO, e vou exemplificar-vos: uma, central, é a da destruição do Sistema de Ensino. Paira no ar que Portugal poderá ficar medusado num patamar académico que não lhe permitirá dar mais do que Licenciaturas (de Bolonha), e os Mestrados e Doutoramentos vão ter de ser tirados... lá fora. Cá dentro, com a destruição da Coluna Vertebral da Formação mínima, arriscamo-nos -- e um dos grandes canalhas associados a isso é o escroque Valter Lemos, o da Reforma do Sistema de Macau e das golpadas dos Politécnicos... -- a poder apenas fazer a formação de "profissionais", gente habilidosa de mãos, para tratar de canos, instalações eléctricas, montagens de "Meo"s e "Netcabos", arranjo de motores de alta cilindrada, e acompanhamento de velhinhas alzheimerizadas, mas com brutas contas em certos bancos sérios... O resto vai para os colégios da fradaria e para aqueles que não sendo da fradaria têm nomes de Santos e geram a perpetuação das elites. Sem ofensa, ou.... aliás, com ofensa, não é por acaso que o Clã Soares anda a ampliar o seu "Colégio Moderno", bem para cima das velhas árvores da mamada, na Alameda do Campo Grande. Fosse viva a Amélia das Marmitas, e havia já grande escândalo de muleta, lá à porta, ó, se havia...
Em França, parece, já se sonha com percursos formativos alternativos, como as maravilhosas Novas Oportunidades, mas até coisas mais arrojadas, como dar diplomas em gares de metro e comboio, estações de serviço e átrios de Centros Comerciais (!). Para quem pensa que estou alucinado, pesquise.
A parte seguinte é ainda melhor: aparentemente, tudo eram favas contadas. Os Bilderbergers, depois de terem fingido que se iam reunir em Atenas, estiveram, afinal, muitos caladinhos, concentrados, há uma semana, perto de Washington, D.C., "Caput Mundi", para mostrar que a coisa, desta vez, ia mesmo arrancar para o duro. Com o indispensável Balsemão, seguiram "the next-ones", António Costa e Rui Rio, o que nada deixa de bom para os palhaços que os antecederam, um dos quais, ainda no lugar de Primeiro-Ministro da Bandeira de Conveniência Portugueses. Dia 1 de Julho arrancava a duvidosa Presidência Francesa, com Sarkozy, o mais perigoso de todos os políticos europeus, à frente.
Estes cavalheiros não brincam em serviço, e mandaram um dos nossos, ainda mais saloio do que os anteriores, para Saragoça, inaugurar o que se apresenta como uma festa, mas, curiosamente, é tudo menos uma festa: é a Expo-2008, cujo tema é a ÁGUA -- ouviram bem?... a Água -- que, depois da especulação sobre o preço dos combustíveis e dos alimentos, vai ser a próxima fronteira de especulação que esses filhos da puta, que estão a desmantelar a nossa parca felicidade, irão abrir. Suponho que o Bimbo de Boliqueime nos tenha representado decentemente, já que sobre o Referendo Irlandês "ainda não tinha opinião (!)", aliás, como dizem os homens do táxi, a única opinião que ele alguma vez terá é de que está à espera do fim do seu 2º Mandato, para levar mais uma reforma para casa. Não será com o meu voto, aliás, como nunca, em circunstância alguma, seria. Falta-me saber se a Maria, como noutras ocasiões, foi beijar a mão (!) da Rainha Sofia...
O grave, no meio disto, é mesmo a Água.
Já se imaginou, mergulhado num sistema, onde será levado a matar o seu vizinho, por causa de um copo de água?... Pois é o próximo "virtual/real game" para o qual você vai ser convidado, mansamente, sem que disso se aperceba, e com o tema a entrar "naturalmente" pelos meios de Intoxicação Social. Espere só que toque a sineta do tema, que nisso eles serão lestos, assim como você desconhecia que Bilderberg estava reunido em Washington. Malhas que o Império tece, e continuará a tecer.
Célebre ficou a frase, naquele ridículo debate parlamentar, entre a Moça de Vilar de Maçada e Senhora de Mota Amaral. Não havia debate: era um trocar de rosas, entre duas madames, com os mesmos gostos em tudo -- e aqui vou entrar nas inconfidências, mas, de vez em quando, tem mesmo de ser, lá me desculpem as fontes do Protocolo de Estado, de onde vem a informação... -- incluindo o tipo de enfarda... perdão, guarda-costas, sólidos, bem desenhados e capazes de esconder um segredo. Aliás, o debate era tão musical, e com aquelas vozes tão bem timbradas no feminino, que só me faziam lembrar o Duplo Concerto de Brahms, com a Tinhosa de Vilar de Maçada a fazer o timbre do violino mal contido, e a Virgem das Ilhas a do violoncelo já com os "esses" muito abertos e esgaçados, uma longa vida dedicada à Harmonia..., e foi mesmo nesse enlevo de alma, já a deixar antever o Centrão Seguinte que a "outra" se descaiu com "o Tratado ser muito importante para a sua carreira política..." Como mantemos uma relação amorosa muito profunda e antiga, imediatamente reportei o facto na "Wikipédia", como poderão confirmar no texto, e depois no "histórico" das alterações. Suponho que ele me irá agradecer eternamente, mas eu também lhe agradeço eternamente muitas coisas que impiedosamente tem feito a 10 000 000 que, como eu, estamos confinados à Cauda da Europa, e aos rasgos de humor da sua miserável soberba. Até a Câncio, essa insólita pendureza do nosso imaginário ali veio à baila...

Que se foda.
O ensaio geral das 65 (!) semanais avançou logo, e ainda nem o Tratado de Bilderberg estava em vigor. Sabe Deus que eu não sou do Bloco de Esquerda, e ainda mais sabe Sócrates que tem em mim um dos mais ferozes franco-atiradores contra a sua mentira, porque fui dos enganados que o pôs lá... Acontece, e paga-se, mas de ambas as partes, ó, se paga.
O carinho seguinte vai para os Sindicatos, que, como já aqui referi, estão incluídos, numa das oclusas alíneas do Tratado de Bilderberg, hoje chumbado pelos Povos Livres da Irlanda, não como representantes das classes que deveriam defender, mas como "cooperantes com os Governos". Procure, se quiser, e leia a Realidade recente, se tiver dúvidas...
O resto é o conselho de um espírito livre, Europeu, Português, na plena posse dos seus direitos cívicos, e com talento para a escrita, como é publicamente reconhecido: Sr. Sócrates, a quem tratam, piedosamente, pelo "Engenheiro", o Senhor já saiu desta arena muito debilitado politicamente, aquando do vexame da sua "Licenciatura", que tentou apagar da "Wikipédia", mas lá ficou, estigmatizada para sempre, como uma vergonhosa marca de fogo, indigna de um Chefe de Governo Europeu. Se tivesse vergonha na cara, demitia-se JÁ, como consequência do fracasso da jóia da coroa da sua carreira política (!), mas sei que vai continuar, por isso, lhe deixo aqui o conselho, maduro, pensado e lapidarmente escrito: o seu Ministro Amado, também conhecido, em certos meios, pelo "Homem da América" (a invenção não é minha, é dos tais... meios...), teimoso e ridículo como você mesmo, a galope daquele ser indescritível que preside à Comissão Europeia, defendem a continuação da ratificação do Tratado de Lisboa.
Estamos plenamente de acordo, mas, para que se cumpra a Europa da Cidadania, e se veja, se, por acaso, ela confirma, ou infirma, os objectivos da Europa dos Interesses, essa ratificação deverá passar a ser feita, um a um, nos restantes países, não em Parlamentos herméticos, mas Referendo a Referendo, para que possamos ter uma visibilidade final.
Muita boa noite, e parabéns por mais esta sua derrota.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

THANKS, EIRE!... "NO" FOR TREATY = "YES" TO DEMOCRACY


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quinta-feira, 12 de junho de 2008

Do Cepticismo Antigo ao KAOS absoluto

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Hoje, era para nem escrever nada, tal a porcaria que reina. Aviso já que não há "links". Vai à Wittgenstein, como adoraria o vendedor de peixe podre, Pedro Paixão.
Proposição 1) Um povo civilizado distingue-se pelo nível de pedras que lança aos camionistas que lutam pelo interesse de todos.
Proposição 1a) Como apedrejamos camionistas, somos civilizados
Proposição 1a.1) Somos mais civilizados do que os outros, porque já apedrejávamos, antes de haver camiões.
Proposição 2) Somos a Cauda da Europa, excepto nos pés de alguns, que representam os pés da Cauda da Europa.
Proposição 2a) A Cauda da Europa está reduzida aos pés.
Corolário 1) A fixação nos pés é uma parafilia, e chama-se "Podofilia".
Corolário 2) A Podofilia não é a mesma coisa que a Pedofilia, senão estávamos a ser pagos pelo Estado, na Roménia, em Paris, e outros lugares do Terceiro Mundo.
Proposição 3) O último grande Presidente Europeu foi o Imperador Adriano, que viveu no séc. II, depois de Maria pôr os cornos a um Artesão do Comércio Tradicional.
Proposição 3a) Esse tal de Adriano percebeu que a coisa ia dar para o torto, em breve, e estabeleceu as fronteiras da União Europeia de então, sem antes ter andado enrolado com uma rapazito da Casa Pia da Bitínia, e ter deixado a herança imperial a um sucessor que só escrevia "Pensamentos" (Teve sorte de não ser contemporâneo do Francisco não sei das quantas Viegas, senão, quem recebia o Nòbèle era o Viegas e não Marco Aurélio...)
Proposição 4) Já no tempo de Adriano ninguém acreditava no Menino Jesus, na Fátima Felgueiras, nem na inocência do Paulo Pedroso.
Proposição 4a) A população desse tempo vivia imersa num regime de 65 horas de trabalho semanal, com direito a reforma quando morresse, e campa rasa de escravo da Servilusa (caríssima e com processos em tudo o que é sítio).
Proposição 4b) Como ninguém vivia satisfeito numa coisa destas, iam a Elêusis comprar a salvação da Alma, mas a coisa era fraquita, porque a "rèssurêição" não era individual, mas genérica -- uma chatice, para os vaidosos de Vilar de Maçada.
Proposição 5) Com o aumento dos combustíveis e o advento da Corja do Charlatão, apareceu uma seita que prometia a vida eterna aos escravos.
Corolário 1) Com a oferta da Vida Eterna aos Escravos, o produto esgotou rapidamente nas prateleiras dos hipermercados e o Império Romano acabou, entre escravos e "charlatões" da vida eterna (Muitos deles do Bloco Central e do Bloco de Esquerda).
Proposição 6) Esta porcaria levou a que as pessoas que, como eu, acreditavam na Dúvida, como sistema ontológico, deixassem de se refugiar na Ataraxia e aderissem à Dúvida Sistemática, de Descartes, que levou ao Desenvolvimento da Ciência Moderna, que permite que, ainda hoje, se invistam biliões na cura de Alzheimer, para que os Judeus possam especular, sem trocar os números, até ao último momento, mas que acha que a Cura da Sida é secundária, ou, por outras palavras, prolongar a vida dos que nos fodem cada vez mais, mas, ao mesmo tempo, levando-nos a foder cada vez menos.
Proposição 6) Esgotado o Cristianismo, nos Anti-Cristos, nas Sofias Bochmanns, na Opus Dei e em merdas afins, e com as 65 horas de trabalho em vigor, tentou-se uma solução nova, que era prometer a salvação terrena, aqui, já e agora.
Corolário 1) Como essa merda da Vida Eterna já não vendia, criou-se a expectativa da Salvação através da Nike, da Ferrari, da Sony, das férias em Cancun e outras merdas afins (contra mim falo...)
Corolário 2) Como não convinha fazer correr que só os direitos de autor da merda da Agustina, do Saramago, da Rebelo Pinto e do Sousa Tavares davam para isso, estendeu-se a Salvação aos heróis dos pés (que substituíram os Heróis do Mar), aos vencedores do Euromilhões, e das pequenas lotarias de fim-de-semana e dos concursos de rodapé das televisões.
Corolário 3) O Paradigma Salvífico passou a entrar-nos em casa via "Meo" e outras "Meo rdas " assim e assado.
Corolário 3.a.) O Homem Rede, da Ciberbética, pós-séc.XX, "Matrix", regrediu ao "Homem-Máquina", do Modernismo, e cada qual se sente realizado, ao cumprir, ao pormenor, as funções mecânicas, para que foi destinado, com a possibilidade de ser DELATOR daquele, que, ao seu lado, não as cumpre.
Corolário 4) De acordo com o Novo Cristiano-"Capitalismo", imposto pelas falinhas mansas de Bilderberg, qualquer um de nós poderá ser "salvo" em vida, se assim tiver sorte e souber esperar. Se esperar toda a vida e nunca lhe calhar nada... morre, mas pelo menos, não provocou mossas no Sistema.
Corolário 5) Estas regras entrarão imediatamente em vigor, sem referendo, e sem serem expostas aos principais interessados. Aliás, o advento da Idade Média nunca foi parangona dos telejornais da época, e durou 1000 anos, um pequeno ensaio, para a duração da nova...

domingo, 25 de maio de 2008

Insónia

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(Imagem e título do KAOS )
Hoje é um dia particularmente nefasto.
Já aqui levantei uma vez a questão, velha de Gauguin, de quem somos, de onde vimos e para onde vamos.
Por questões meramente circunstanciais, "The Braganza Mothers" terá começado por ser identificado com um espaço de combate contra o totalitarismo socrático, mas isso era só uma miragem: o Mundo rola demasiado depressa, na direcção do abismo, para que nos possamos, hoje, ficar por essas pequenas coisas, ou, simplificando, a situação nacional é de tal modo grave que não nos podemos dar ao luxo de combater as instituições passageiras, com risco de fazermos o Regime inteiro ir atrás.
Desta vez, não iria com cravos, e é melhor que se tente despressurizar, se ainda for possível, coisa da qual já começo a duvidar...
Nisto tudo, há uma série de equívocos, pessoas que acreditam numa súbita descoberta dos excessos populacionais, no aumento brusco dos alimentos e do petróleo, o que é um disparate do tamanho das paixões do Nicolau Breyner.
Percebi agora o que ele queria dizer...
Aproveito também para lançar lenha na fogueira da pseudo-querela E-Ko/Pedroso, até porque ambos estão cheios de razões e de Razão, mas gostava de os ver na tricheira do Jorge Buescu, um dos meus gurus, quando se decidiu a defender o Lomborg, do "The Skeptical Environmentalist" -- caiu o Carmo e a Trindade... -- pessoalmente, acredito em que um Mundo com menos gente seria substancialmente melhor, mas reservo-me não revelar os critérios de selecção, para não me chamarem nomes, sim, e só acredito no Lomborg muito marginalmente: prefiro uma floresta virgem, cheia de pássaros e borboletas a 30 000 goelas esfomeadas do Darfur...
Na Parvónia, há umas pessoas que agora apelam ao "Presidente da República", como se isso fosse uma coisa com a pompa contida no significante. À la Saussure, quando se fala de "Presidente da República", passo imediatamente do significante para o significado, e deslizo, nauseado, para o referente. Em "The Great Portuguese Disaster" combatemos, com unhas e dentes, um espantoso equívoco, que era alçar ao mais alto posto desta frágil... república, um dos principais responsáveis pela sua destruição.
O Período de 1995-2005, em que o Homem de Boliqueime transformou os Fundos Estruturais (estruturais vem, etimologicamente, de estrutura, o que quer dizer que era dinheiro para fundarmos os alicerces de um novo mundo, padronizado, europeu, e mais igualitário) numa espécie de Ciclo Serôdio do Brazil, tratando, logo, de os fazer desbaratar pelas mãos de muita da pior corja que hoje vem lançar umas "bocas" sobre o estado do País e as miraculosas "soluções" para a crise, nenhuma das quais, por extraordinário que pareça, inclui o seu desaparecimento definitivo de cena...
Cavaco Silva, inicialmente um euro-céptico, a par com Mira Amaral, um indivíduo de pesadíssimo cadastro moral, político e económico começaram a cavar a sepultura em que presentemente estamos. Reza a diferença que Cavaco está bastante senil, e Miga Amagàl continua a não saber dizer os "érres", essenciais em palavras como "miséria", "roubo", "corrupção" e "compadrio", entre outras.
O P.S. veio a seguir, com Guterres, que sabia os "érres" todos e foi o último Primeiro-Ministro com carácter correcto, que Portugal conheceu: tinha um defeito, que foi fatal, e que foi continuar a confundir os dinheiros que vinham, para transformar Portugal, em formas de melhorias de salários e acolchoamentos sociais. Saiu-nos cara a brincadeira, e mergulhámos ainda mais no Fundo da Europa.
O que a seguir se segue não merece qualquer descrição: andam agora, como gatos dentro de um saco, a fingir que vêm alternar. Alternar, só se for em Casa de Alterna, e para agarrar na Ferreira Leite, suponho que só um angolano sexagenário, barrigudo, bêbedo e careca, que confundirá aquilo com alguma musa de fundo de garrafão do Cartaxo; o Passos Coelho, que foi um gajo, em tempos -- e para o meu gosto -- bonito, tem agora tudo escrito na cara: passaram-lhe por cima uma das "Doces" -- não sei a mesma da célebre história do Reinaldo, se outra, não leyo revistas-cor-de-rosa...) e passou-lhe para a cara o âmago, ou seja, tudo o que é venal, e a expressão clara de um gajo capaz de tudo para trepar, melhor: "botoxizaram-lhe" os esgares.
Ao pé dele, Santana, Sócrates, Portas e Durão são uns anjinhos, onde se prova que a geração seguinte será sempre infinitamente pior do que a anterior.
O Português, médio, e quando digo "médio" estou a exagerar... digamos, o Português que pensa, "cosa rara", não tem agora para onde se voltar. As minhas amigas "tias", do Ministério -- Ministério quer dizer "Educação", "Ensino Superior", "Cultura", "Economia", "Negócios Estrangeiros" e "Defesa", que são os que frequento, estão a caminho de espantosas armadilhas: muitas delas passaram directamente para o Bloco de Esquerda, e as outras vão cumprir os velhos sonhos do P.C.P. Com os maridos falo menos, mas suponho que irão atrás, o que vai gerar, em 2009, um estranho espectro político, com a Segunda Maioria de José Sócrates, em forma de porto de abrigo de uma espécie de Hiroshima, Sechuan ou Birmânia, que nos está à porta, à frente, e tudo o resto a reboque.
Houve a esperança de Alberto João Jardim, o que, politicamente seria o cenário da caricatura de uma caricatura de outra caricatura, mas, penso que ninguém, no seu perfeito juízo, vá pensar em votar em Manuela Ferreira Leite como alternativa para Sócrates, e, portanto, ou leva com Portas, que é fácil de trucidar, por ser dos poucos que assumiu a sua vida privada, num país de paneleiros e pedófilos mal paridos, ou não leva com nada, um Nada gerido por um Segundo Cavaco, a babar-se, cheio de tiques, e cada vez mais igual ao pai, das feiras da ladra do ALLgarve, mas, agora, pelo ALLresto de Portugal inteiro.
O restante são "fait-divers": as namoradas de Cristiano Ronaldo, que, numa breve apreciação, gosta tanto de mulheres como muita gente que eu conheço..., ou, hipótese B, é impotente, o que, em Portugal não é de estranhar, e o Mundial, que vem aí, com ameaços da CIA/Al-Qaeda, e um cenário de pavor, que a América está a desenhar, com a sua, enfim, acreditemos que sim, "Eleição" Presidencial.
Tenho pena da Clinton, a quem a História, com a mesma frieza, terá posto os cornos pela segunda vez, mas a História é mesmo isso, traição e frieza.
Poderia acabar com um pequeno pensamento para os voos de Guantanamo, e vou mesmo.
Nunca percebi porque levavam gente de tão longe para Guantanamo, quando a Jamaica é que está na moda -- se puderem vão, porque vale a pena... -- e vou tentar pôr uma pequena nota de humor neste panorama desastroso, que acabei de pintar: se fosse no tempo do Portas, Ministro da Defesa -- a minha querida "Miss Fardas", que eternizei em tantos e tantos bons textos do "Expresso on-line" (um dia imprimo-os, e vou-lhos dar em mão, ao Largo do Caldas, e até já me parece estar a vê-lo rir-se e a dizer "afinal eras tu, meu grande desavergonhado..."), se isto fosse no tempo da "Miss Fardas", não havia aviãozinho militar que nos sobrevoasse que não fosse imediatamente vasculhado... O Portas não é como a sonsa dos musculados, de ginásio, sul-americanos, do Héron-Castilho: como boa bicha, tem o fetiche das fardas e das botas. Não ia para a cama, descansada, a pensar que aqueles jactos que nos sulcavam os céus eram meros carregamentos de pacotes de leite, quer dizer, no fundo, no fundo, até seriam, mal "ela" pedisse para embarcar e lhes fazer a revista, pacote a pacote...
Bons tempos, em que os soldados não eram mandados para virem para casa aos bocados, como no Iraque, mas antes eram encurralados em vetustos Hercules-130, para que cada pacote fosse feito biberão, e a "outra" pudesse sair de lá aliviada, e eles com a adrenalina bem despejada, cada soldado um pacote, cada voo de Guantanamo uma valente mamada de leite.
Muito boa noite para todos.

terça-feira, 20 de maio de 2008

Music for Airports

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By KAOS
Hoje estou particularmente bem disposto: a coisa está tão má que até Sócrates e o seu bando de grotescos perdeu as honras de servir de alvo de tiro aos pratos. O seu papel histórico cessou, e foi curto. Algumas centésimas, no Rio do Tempo, como diria Vítor Constâncio, se tivesse alguma capacidade poética e um cadastro mais limitado. Dia de revisão dos olhos dos pilotos-veteranos da T.A.P. é sempre dia grande, para as novidades. É evidente que para quem tem mais milhares de quilómetros de voo do que quilómetros de picha do que a Carolina Salgado a história do fumo do Sócrates é... ridícula. Boa, boa, foi a cena dos Líbios, a quererem acender uma fogueira em plena coxia, para poderem aquecer o chá: a Tradição acima de tudo, ou a Teresa Guilherme a ter de vir algemada, do Brazil, coitada, teve azar, passou a vida toda à porrada com as "colegas" -- e esta é dedicada à "Laura", que, por causa de um típico "Twentyager" teve de andar ao estalo com ela, na Rua de São Bento, que tanto boca sequiosa deu ao Mundo, sendo que a maior de todas foi Amália Rodrigues, padroeira do Transformismo e da Goela Funda Nacionais.
No que nos toca à bolsa, alegrai-vos, ó Crentes, vamos ter uma "low-cost" Portuguesa, para integrar os excedentes da "Portugália", que a T.A.P., a um passo da privatização --- há sempre uns parvos que caem nessas... -- já colocou os aviões nas mãos de uma empresa de "leasing", ou seja, a "low-cost" vai abrir, connosco a pagar, em regime de aluguer, os aviões que começámos por comprar... É assim que o "people" se governa debaixo desta Bandeira de Conveniência, das Cinco Quinas e Seis Esquinas. Ah, claro, como não podia deixar de ser, a "low-cost" só vai ser "low-cost" de nome, porque a cartelização da coisa irá imediatamente, entre taxas, reservas e mais valias, fazer disparar os preços para os preços... do costume. São os processos típicos da Identidade Nacional.
Faz ele bem, eu também fugia, se tivesse cara de investimento estrangeiro, mas não tenho, tenho cara de parvo, que só está à espera de que a bomba expluda.
Chegaram-me rumores de que os Franceses estão a preparar uma recepção de estadão, para celebrar, com a presença do escroque Sarkozy, os 40 Anos do Maio de 68, do qual já nada resta, excepto uns gajos barrigudos e cheios de colesterol, que assinam por debaixo dos decretos do Fim do Mundo, em que estamos.
Vai ser uma semana de muuuuuuuuuuuuuuuita gente andar de cuzinho apertado, e esperemos que a Felícia Cabrita já tenha percebido onde, quando e por quem foi muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito bem enrolada. Felicidades para a audiência, vai ser um dia memorável, 27, não se esqueçam!...
Por fim, uma palavra se simpatia para alguém que sonha com "Cyberbullying": está sempre no fundo das nossas almas, é alvo do nosso carinho, e vive imersa naquele segredo que só ela detém, quer dizer, ela e mais alguns milhares de pessoas, que, por acaso, frequentam o meio cultural nacional, e não têm o azar de viver numa qualquer periferia de obscurantismo, da província. Pratica agora a auto-censura, depois de ter inventado mais uma das personagens do seu débil imaginário castrado. Imaginem que apagou o seu comentário de "Heliogabalus", quando ele, juro, não pesava a ninguém (eu sei que é longo, mas não precisa de ler: veja só, ao fim, a entrada apagada).
Podia ter vindo directamente aqui, que o espaço só ganhava com a publicidade...
É o CYBERBULLYING, em todo o seu esplendor, mas nas mãos de uma estúpida adúltera, que só consegue produzir isto.
A cada qual a sua obra, ai, que sono que me dá ter ainda de perder tempo com estes temas...
Boa noite.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

O Santo Império Romano-Germânico

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imagem do Kaos
De entre as poucas coisas que o "Arrebenta" e o seu criador têm em comum, uma ressalta: ambos são figuras que gostariam de ser discretas, mas não conseguem. A segunda é que ambos se sentem deslocados no correr do Rio do Tempo, em que se encontram, e a terceira é uma mera consequência das duas anteriores. Ontem, ao telefone com o Paulo Pedroso -- o nosso, não o dos processos contra as testemunhas -- afirmava-me, ele, que este era o blogue do Arrebenta, ora, o Arrebenta não é dono de coisa nenhuma, e eu, seu autor, começo por detestar o próprio "nome", "Arrebenta", que só foi crismado, nos velhos tempos em que as caixas de comentários do "Expresso on-line" eram o primeiro espaço de debate virtual com projecção e qualidade, e eu tinha de criar uma figura que trabalhava no Alto do Parque Eduardo VII, e assim ficou.
Este não é, pois, o blogue do Arrebenta: é o blogue das pessoas que gostam de estar no blogue onde o Arrebenta está, e isso é a melhor prova de afectividade que poderia eu, seu autor, receber, e que, desde já, devolvo aos nossos colaboradores e leitores. Parecendo que não, com as nossas oscilações, agruras e glórias, vamos fazendo um pouco da história da Blogosfera, e as nossas vicissitudes encontram um paralelo muito antigo, um dos pilares, com Cristo, do nosso imaginário Ocidental, o de Ulisses, que erra e aporta, e naufraga e se engana, e conhece os infortúnios e venturas das longas navegações. Algures, uma imaginária Penélope fia, e desfia, durante a noite, à espera do nosso regresso, e aqui penetramos no Mito do Oriente, e também somos, à nossa maneira, o Eterno Retorno.
Estava a olhar aqui para baixo, onde toda a gente se digladiava, e a pensar no carácter efémero de todas essas disputas, já que, no âmago da coisa, todos temos uma vasta faixa de pensamento comum. É, talvez por isso, que somos não-ideológicos, e profundamente políticos, na forma mais arredada da nossa maneira lusitana de ser, que é a Intervenção Cívica. Não há aqui quem não ache que um Mundo com menos representantes da espécie, que menor respeito tem pelo seu Meio, seria substancialmente melhor, mas não de acordo com os cegos critérios de Bilderberg, onde perece sempre o mais fraco; toda a gente, aqui, seria incapaz de matar um animal, apenas para lhe vestir a pele; todos sabemos que assentamos num Mundo de recursos finitos, e todos concordamos que a sua distribuição é um dos maiores escândalos da nossa contemporaneidade; todos escrevemos bem, e sabemos que isso é uma arma fatal; todos sabemos que uma imagem, bem afinada, destrói quaisquer mil argumentos; temos um vasto consenso sobre a mediocridade geral da Política, e a consciência de que, com rosto, ou sem rosto, navegamos hoje numa Baía de Manipulações; todos fomos traídos por Sócrates, como, já antes, tínhamos sido traídos por outros; todos acreditamos em que os valores iluministas, por muito desgastados que sejam não têm alternativa viável, muito menos nas Idades Médias de Opus Deis e afins (Têm, aqui, um exemplo do que poderia ser o horror alternativo dessas... sensibilidades ).
Afora isso, não partilhamos as mesmas memórias, eu, por exemplo, nunca pus os pés na África Portuguesa, mas tive familiares que lá foram caciques, e, talvez por isso, não tenha vontade de lá ir, ah, sim, sobretudo, enquanto forem governados por criminosos...
O Fado levantou uma temática com alguma pertinência, que é a da vacuidade da Informação, que, só esporadicamente, cumpre o seu papel, vá lá, etimológico: o de... informar. É insuportável, para quem goste do seu, enfim..., país, que um dos poucos actos, aparentemente inteligentes do "Eng.", ir à Venezuela, tentar criar uma protecção nacional para o cataclismo energético, fabricados nas Bolsas e nos bastidores da Ganância Financeira, seja imediatamente afundado num "fait-divers", à Cláudio Ramos, que toda a gente critica, e que diz representar o rés-do-chão da nossa vivência. O contraponto é que somos especialistas em anedotas, e a boa, realmente, é que Sócrates, como diz o quink, deveria ter feito como o cidadão comum hoje faz, sempre que sente necessidade de fumar: ter ido, por instantes... lá fora.
No meio disto tudo, alguns dos nossos detractores, que dizem que a Blogosfera vive da mera pendura das notícias, já de si flácidas, até têm razão. Basta que isto se afunde no marasmo, em que tem andado ultimamente, para que, na sua grande maioria, ninguém mais saiba sobre o que escrever.
Eu tenho algumas histórias, mas não me apetecem para hoje. Preocupam-me as encomendas de armas violadas, que se tornaram uma rotina na fronteira da Portela, para pesadelo da PSP, da GNR, do SIS e afins. Não incorro naquela célebre frase do Cavaco, quando começaram as pilhagens dos Fundos Estruturais, que "mesmo desviados, ainda, tinham uma coisa boa, que era estarem em mãos portuguesas (!)..." Bem se viu em que mãos, e que resultados trouxeram, e, quanto às armas, penso exactamente o mesmo.
Desde Vespasiano que o dinheiro não tem cheiro, já para não falar do "Cabaret", do "Money, money, money".
"Money", em Cultura, representa perda de Tempo.
Na Cultura, Time is not Money: Tempo é Tempo, e Dinheiro é Dinheiro. Arraçar os dois dá Hermanns, Cláudios Ramos e outras epifanias do Efémero.
A hora é tardia, e tenho de voltar a embarcar na Barca de Caronte. Nisso tenho sorte, estou como aquelas mulheres de rua, que, quando se cruzavam com Dante, lhe apontavam o dedo e diziam, "olha, aquele ali vai ao Inferno, quando quer, e depois volta". É verdade, costumo frequentar a barca, que geralmente apenas tem um sentido, mas, até aí, a coisa já anda estragada: com dois aumentos especulativos de combustível, o melhor era, mesmo, alinharmos em actos cívicos de boicote, e fazer como se faz lá fora: não compramos, e ponto final. Avisem-me, com antecedência, para não embarcar, nessa noite. Tenho medo do escuro.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Fahrenheit 451

Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas
Esforçaram-se, e conseguiram. O fim das editoras, o painel de eleitos, a não-escrita, o não-livro, o afastamento das margens, e a destruição do carácter público do evento, através de uma coisa chamada... Monopólio.
Leya AQUI

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Postagem 200: É PROÍBIDO PERMITIR!...


Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas

quinta-feira, 8 de maio de 2008

As metempsicoses de Manuela Ferreira Leite

Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas
Dedicado ao Quink644 (não te trates, não, filho, que um dia destes ainda vou ter de te levar ao Centro de Desintoxicação do Cartaxo...)
Hoje, tudo o que eu vou escrever é mentira. The Braganza Mothers são como os Cretenses: todos os Braganza Mothers são uns grandes mentirosos, e isso já era velho no tempo em que Platão inventou Sócrates, que era o "Arrebenta" dele, e até parece que neto, mas essas coisas só confirmadas pelo teste do ADN, ou no "Alcibíades III", um livro tão maravilhoso que nunca chegou a ser escrito, como a "Comédia", de Aristóteles, que achava que a vida, já nessa altura, era um Vale de Lágrimas, e uma perpétua contenção orçamental.
Por razões várias, tenho andado a tentar evitar escrever este texto. A primeira, porque a casa continua desarrumada; a segunda, porque sempre acreditei em que fazia falta, em Portugal, uma mulher à frente um Partido; a terceira, decorrente da segunda, porque lá por ser mulher não era argumento para que fosse uma qualquer, e eu não tinha, assim, a absoluta certeza de ir escrever sobre uma mulher, e aqui entra outra vez Platão, embora a coisa já fosse velha desde Pitágoras e as crendices hindús, e mais atrás.
Falo, obviamente, de Manuela Ferreira Leite, e das suas Metempsicoses.
Para além das coisas que correm por todas as más-línguas, que não é o meu caso, numerário da Opus Dei e servidor de motoristas da Carris em dias de folga, em regime de "franchising", herdado da Amélia da Marmitas, sempre houve qualquer coisa no fácies da Man'ela que me inquietava, não sabia se era chuva, se era gente, mas coisa boa não era, certamente, ora, sensação semelhante só quando deixo, de Ferrari, a Lola, na sua esquina de trabalho, e, mal me vira as costas, penso, "há meia hora, ainda rapavas os pelos as pernas, agora olhando bem para esses silicones, até pareces a Sovício Aparício..."
A razão, estava, como sempre, na leitura dos Clássicos: Manuela Ferreira Leite estava numa das metamorfoses da sua longa Metempsicose. Platão, misógino até à quinta casa, se me não falha a memória da leitura do "Alcibíades III" -- esse Alcibíades, se tivesse vivido hoje, era daqueles que iria trocar uns favores no Jardim de Belém, por um ténis da "Nike", com a Felícia Cabrita a assistir a tudo, sem perceber que se tratava do Mercado Livre, a funcionar, enfim... -- Platão, "dizia eu de que" começava por afirmar que as almas incarnavam, não sei lá de onde, no Homem, depois, o Homem morria de fome, devido à especulação dos bancos, cheios de crédito mal-parado, em redor dos alimentos, e nascia, reincarnado em Mulher, para depois se finar, intoxicado em botoxes e dietas radicais, e vir renascer num leão -- suponho que daqueles do Sporting --, e depois lá seguia por ali fora, de animal em animal, até passar pela lesma, pela alface e até pelos pedregulhos da calçada.
Platão era um gajo cheio de imaginação, porque suponho que cada uma destas transmigrações da Alma, apesar de serem em sentido descendente, implicava um renascer, coisa impossível hoje em dia, porque um tipo decente apagava-se, e, apesar de renascer em Paula Bobone, tinha logo à perna um gajo do B.E.S. a lembrar-lhe que ainda tinha 25 anos de crédito à habitação para pagar, e os gajos são ferozes, porque consta que perseguem tudo, até aos cães sarnentos, e até estar liquidada, ou a alma, ou o último cêntimo, com precedência para o segundo.
Manuela Ferreira Leite, se formos à "Wikipédia", secção do Comboio Fantasma, começou por ser um tal de José Dias Ferreira, Chefe de um dos Governos em que a Monarquia já estava mais para lá do que para cá. Aparentemente -- e isso é um sinal da sua modernidade -- tentou reincarnar em vários homens, mas sem sucesso, já que o Demiúrgo lhe tinha reservado aquele inigualável fácies de equídeo, que tanto a celebrizou nos derradeiros anos do séc. XX. As metempsicoses de Ferreira Leite levaram-na, então, a ser Secretária de Estado do Orçamento de um dos Governos do Cavaco, de onde foi corrida, como profundamente incompetente, e onde logo morreu, para reincarnar, um pouco mais abaixo, já como Secretária de Estado Adjunta e do Orçamento, aliás, dos Três Orçamentos, já que Cavaco governava com o de Estado, o das Privatizações e o dos Fundos Comunitários.
A par com Mira Amaral, foi assim que conseguiu o prodígio de nos colocar na Cauda da Europa de então, o que muito lhes agradecemos, ainda hoje em dia.
Nessa fase, já a degradação ia tão avançada, que teve de se metempsicosar num dos postos mais decadentes de qualquer Governo, o cargo de Ministra da Educação (!), o que representou o abandonar definitivamente a sua anterior forma humana, para se transformar num dos chamados Ministros do Enche-Chouriços -- a par da Pasta da Cultura -- onde ganhou a camada capilar escura que a celebrizou, a Ministra do Mato Grosso e das Retenções. Desse período animalesco, vem a célebre autorização da declaração de Utilidade Pública da defunta Universidade "Independente", que tanto jeito deu a tanta gente boa, de ambas as cores de pele, uns mais de cá, outros mais de Angola. Foi a chamada Era da Academia do Diamante, com esplendores do Diploma comprado de Huíla.
De degradação em degradação, foi depois Ministra de Estado e das Finanças do pior Governo de Portugal, antes de Sócrates, no Período da Tanga, o que até pareceu uma ascensão, mas não era: era tão-só o palco que estava ainda mais embaixo do que outroras-eras...
A sua mente brilhante inventou então um objectivo para Portugal, que era o "Deficit", que já estava em Freud, que dizia que o período sado-anal, de retenção das fezes no esfíncter, relacionado com a Poupança, representava uma estranha forma de vida, ou de prazer, como a defunta Amália diria.
Como cantaria o Outro, o Príncipe Orlowsky, no "Morcego", de Johann Strauss, "chacun à son goût", não fosse a megera achar que 10 000 000 de Portugueses deveriam partilhar com ela o prazer da retenção das fezes, na sala-de-estar do cólon...
Obviamente que tanta rentenção, ou dava um volgo, ou um estouro.
Como Portugal é um país muito imaginativo, uma espécie de Finlândia de Cacilhas, deu ao mesmo tempo o estouro e o volgo... O estouro é o que estamos a viver agora; o volgo chama-se José Sócrates, e corresponde, mais coisa, menos coisa, a expelir pela boca as fezes muito tempo retidas no aparelho digestivo. Eu sei que soa mal, mas é a Real Politik, ou "é a vida", com diria o Guterres.
Nesta fase, já Ferreira Leite se tinha metempsicosisado num agrião mal lavado, e preparava-se, mesmo, para se transformar num grelo definhado, em forma de Farda Mortuária Final da Servilusa, ponto, pt, quando o Patrão de Bilderberg se lembrou de a reincarnar numa coisa ainda mais vil, a candidata do PSD de Rui Rio, Cavaco Silva, Marcelo Rebelo de Sousa e outros dos responsáveis pelo Desastre Nacional.
Em Platão, tudo o que já tinha sido bom degenerava; em Portugal, tudo o que sempre foi péssimo... promove-se.
Eu sei que esta ficção ainda poderia ser pior, e ela ter reincarnado, pelo caminho, em Vítor Constâncio, Paulo Teixeira Pinto, Proença de Carvalho ou Vasco Graça-Moura, mas vamos ficar por aqui.
Por mim, tudo bem, sendo já dado adquirido que o vencedor das próximas eleições será o novo partido, o Partido de Bilderberg, nas suas duas epifanias: ou Sócrates, todo bom e todo-poderoso e todo absoluto e reforçado -- se até lá o Mundo não se tiver extinguido... -- ou Sócrates coligado, no Centrão, com o Mamarracho do P.S.D.
Balsemão já pensou em tudo: para que nada falte aos dois, a próxima metempsicose de Ferreira Leite vai ser um lançamento simultâneo da metempsicose de Sócrates: vão ser geneticamente modificados, e vão nascer siameses, colados pela rata e pelo abdómen, de modo que vão passar quatro anos a dar linguados um ao outro.
Não se ria, prezado leitor: por cada beijo, cada um deles terá de cuspir de nojo para o lado, e as cabeças nas quais eles irão cuspir serão as nossas, como está previsto no tal Sistema Chinês do escarro Cultural.
Muito boa noite, e espero ter-vos estragado o resto da semana.
(Edição Pentagramática hermética no "Arrebenta-Sol","A Sinistra Ministra", "Democracia em Portugal", "KLANDESTINO" e "The Braganza Mothers". Um verdadeiro asco...)

segunda-feira, 28 de abril de 2008

O Crepúsculo dos Adeuses

Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas
Com todas as inconveniências que possam ter o mudar de casa, tenho andado impedido de reflectir sobre certos temas, e agora aqui vêm eles, ao sabor da pena.
O primeiro, porque mais caseiro, é que alguém rasgou um dos bastidores do PSD, e a gente, "nózes", vimos tudo aquilo que não gostaríamos de ver. Vou simplificar, em linguagem médica, profissão que reneguei, desde tenra idade: O PSD, foi à mesa de operações, e, como diz a tia Emília, "voltaram-no a fechar"... Na linguagem popular, isto quer dizer que a "coisa" já estava por toda a parte, seis semanas de vida, e só por causa dos Rebuçados do Doutor Bayard...
Tratando os bois, aliás, as vacas pelos nomes, de Manuela Ferreira Leite acho que, historicamente, até devia ia para a frente do PSD, já que, medíocre, saneada pelo Sr. Silva, de Boliqueime, porque ineficaz, Ministra do Desespero do pior governo de Portugal, antes de Sócrates, e inventora daquilo que o Keynesianismo sempre renegou, ou seja, que mais vale ter um corpo vivo a dever dinheiro do que um morto com as contas em dia, e que Sócrates ainda esmerou depois, já que se tornou num hiper-keynesianista, que conseguiu ter um corpo morto, e ainda a dever dinheiro...
adiante,
já me perdi, a Manuela Ferreira Leite só me faz lembrar uma expressão da "Luisona", uma "veterana" dos chichis do Castil, que, ainda aquilo funcionava, com as tias todas à porta, a comprar os trapinhos da Loja das Meias, mais umas de que já nem sequer me lembro, porque as pessoas decentes iam ali mesmo era ver se havia caça de urinol, a "Luisona", quando não conseguia presa, levantava a voz -- o gajo tinha corpo de fuzileiro, e aquilo era um escândalo -- e soltava o seu célebre "lá vou eu sair daqui com a cona toda enresinada!...", naquela voz de frequências de trompete-surdina, que certas bichas têm, e que fazem lembrar as vozes de caixa-de-sapato da BBC, durante a Grande Depressão.
Ora acontece que a Manuela Ferreira Leite tem cara de quem anda com a cona enresinada há bué anos, ainda não havia deficit, excepto o deficit da cona enresinada dela, e, então, naquelas crises que eu tenho, porque, para o ano VAMOS TER DE IR VOTAR EM FORÇA, deu-me uma angústia horrível, do vou votar em quem, e aparece o Alberto João. Ora, o Alberto João, com todos os seus "defeitos maus" tem uma costela que ainda poderemos chamar de nacional, num timbre muito próximo daquelas enxovalhadeiras de Fernão Lopes, as serigaitas de Gil Vicente, ou a Padeira de Aljubarrota: é uma Maria da Fonte com o fontanário todo arrombado, por décadas de deboche, garrafão, garganta grossa, palavrões, insultos aos piolhos do Sistema Político continental, tratou de sacar os fundinhos, para desenvolver a terra dela, que, por acaso, também é orgulhosamente nossa, e das poucas de que nos devemos ufanar, tirando aquela fome das furnas, que nós agora até em Telheiras e na Avenida de Roma temos, e as porcarias da Pedofilia de Câmara de Lobos, mas parece que muitos dos rapazitos até estão bem colocados no Estrangeiro, não por Erasmus, mas por Orgasmos, e, então, só me lembrei do Cunhal, no RTP-Memória, a dizer que ia aconselhar os Comunistas a votar na Mana Gorda Soares, e que iam engolir um sapo...
Ao votar no Alberto João Jardim, se a coisa se puser a jeito, vou engolir um hipopótamo do tamanho da Clara Pinto-Correia (gostaram do guinchinho que ela solta no final do "Samba"?... Aqulo são ultra-sons, só que captados por microfone especial: é com aquilo que ela consegue pôr os cães a dar o nó, segredos da casa...), mas parece-me que, para ter alternância, temos de mesmo de votar no Gingão da Madeira, deus me perdoe, já o estou a ver nos jantares oficiais em Belém, o Sr. Silva com as mãos todas transpiradas -- apertar aquilo é um suplício, pior do que visitar os Grandes Lábios do Cláudio Ramos... -- mais a Maria, com o dedo enfiado na orelha, coisa que aprendeu em Bukhingham, coisa que lhe ensinaram, quando se agarra na chavená, estender o mindinho, e ela, mulher de centro-esquerda, perguntou, "esticar para meter... onde?..."
Na orelha, obviamente, como manda o Protocolo da Casa de Windsor.
A parte dois é mais sinistra, e trouxe-me à memória uns enigmáticos emails do Wahsse Fudher, quando negociámos a entrada dele para este espaço: "no questions about...", e que BILDERBERG IA ACELERAR A COISA. Não me esqueço desta frase, porque encaixa, na perfeição, no que está a suceder, as estratégias do medo, em crescendo, a situação de insegurança, a ascensão dos extremismos políticos, a encenação do colapso dos recursos econónimos e alimentares, e o deixar criar uma nova frente de batalha, que não exclui o Extermínio e o alvo fácil do Imigrante.
Vem aí qualquer coisa de fantástico, ao pé do qual, as guerras eram simples torneios de xadrez.
O importante é que a Blogosfera virá a ter um papel fulcral, como teve a Resistência Francesa, durante Vichy, e vamos ter de nos preparar para isso, saltando por porcarias do passado, comentadores dementes, piolhos do outrora, elementos de desestabilização, e centrar a atenção e as energias na transmissão e desencriptação do sucedido.
Eu não quero voltar à Idade Média, e quero que façamos a vida negra a esses gajos até ao fim dos nossos recursos.
Já me foderam computadores, já me destruíram telemóveis e Ipods, já censuraram, já criaram ratoeiras de comentários, já ameaçaram com tudo, e, portanto, só falta agora matarem-me, coisa que, no estado de claustrofobia em que estou, sempre era um favor que me faziam.
Vamos, portanto ao Alberto, assumindo todo o Barroco deste lugar; queria ver a expressão "frequentar outros colos", dita pelo Santana, na boca do João, embora o Boneco de Plástico do Largo do Rato já seja mais do que insensível ao que quer que seja, depois da frequência dos diâmetros XXXL.
É evidente que a crise do arroz não é nada, face à morte da "Amélia das Marmitas", já que, se não pudérmos comer arroz, comeremos "pralinés" Neuhaus, embora vá ser difícil explicar isto no Darfur... A Morte da Amélia das Marmitas devia ter posto Wall Sreeet em queda, e comparada, pela UNESCO, ao incêndio da Bibiloteca de Alexandria: figurada e literalmente, perdeu-se ali uma fabulosa parte da tradição oral portuguesa. Do Campo Grande, nunca presenciei, mas o nosso colaborador Nuno Castelo-Branco lá saberá desenhar a coisa na minúcia,. Ainda anteontem, na Costa, pensei que as dunas devem ter sido das raras zonas não batidas por aquele herói de guerra, mas parece-me vê-lo num meio de umas toalhas de praia, no trecos-larecos, de certeza, a destruir, com a verdade, a reputação de algum cavalheiro casado e pai de três filhos. Deitada, tinha a forma de uma sereia ressequida, desde que a presa se lhe não chegasse perto, porque senão, com areia ou sem areia, a jibóia da mamada, desengonçava os maxilares, e entrava por ali dentro tudo o que coubesse, e entre a laringe e o o colón vai bem um metro bem medido de extensão. Gloriosa garganta...
A morte da "Amélia das Marmitas" marca uma rotura de paradigma tão grave como o atentado às Torres Gémeas: voltámos ao "Ground Zero", e vamos ter de reconstituir tudo, como já está profetizado nos haikai das portas dos sanitários do Centro de Odivelas.
Dizia-me o meu guarda-costa do táxi que aquilo no "Elefante Branco" estava pior do que nunca, já que esta nova geração, a dos árbitros comprados, das pequenas empresas de sucesso, dos futeboleiros, pagavam duas para irem para os quartos para lhes enfiarem -- ELAS a eles (!) --- vibradores na extremidade de baixo.
Não há país que resista assim: as miúdas, algumas delas fabulosas, não podem suportar isto mais tempo, como nós já olhamos para Sócrates com o ar de piedade de "quem será a mão que te vai o golpe de misericórdia"?..."
Aparentemente, não vai ser só nele, já que vamos todos apanhar com a pastilha em cima, merda após merda, e da grossa.
Eu só queria fugir daqui, mas tenho medo de que vender os patrimónios já nem dê para viver dos rendimentos no Brasil, senão era JÁ AMANHÃ. "Ocean Palace", here I go!!!...

domingo, 27 de abril de 2008