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sexta-feira, 30 de maio de 2008

semi-frio de cerejas para as futuras gerações de desempregados


"Agora que se fala cada vez mais da questão do aquecimento global e das bichas solitárias, os representantes dos cinco países com fronteiras em torno do oceano Ártico encontraram-se para debater. E debater sobre o quê? muito simplesmente como dividir o apetecido bolo das matérias primas e energéticas que o recuo do gelo vai pôr ao alcance do homem.

Anunciam-se potencias fabulosos: 1/4 das reservas mundiais de petróleo escontar-se-iam sob o polo, minerais, gás e pedras preciosas... e, cereja sobre o tal bolo, o degelo abriria a famosa "passagem do norte" que permitiria reduzir, consideravalmente, as distâncias de navegação entre a Europa e Extremo Oriente.

Claro que toda aquela gente fala em preservar o meio ambiente local, mas tendo em conta os apetites vorazes das economias americanas e russas, para não ir mais longe, entregues à prática dum capitalismo altamente agressivo, só podemos ficar na defensiva ao imaginar que, afinal , o aquecimento global é um bom preságio de mais ganhos em perspectiva... O aquecimento global está a revelar-se a ocasião do século para os especuladores!"

vindo daqui e livremente traduzido

Até se me gela o sangue, só de pensar nisto!

segunda-feira, 19 de maio de 2008

O Santo Império Romano-Germânico

Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas
imagem do Kaos
De entre as poucas coisas que o "Arrebenta" e o seu criador têm em comum, uma ressalta: ambos são figuras que gostariam de ser discretas, mas não conseguem. A segunda é que ambos se sentem deslocados no correr do Rio do Tempo, em que se encontram, e a terceira é uma mera consequência das duas anteriores. Ontem, ao telefone com o Paulo Pedroso -- o nosso, não o dos processos contra as testemunhas -- afirmava-me, ele, que este era o blogue do Arrebenta, ora, o Arrebenta não é dono de coisa nenhuma, e eu, seu autor, começo por detestar o próprio "nome", "Arrebenta", que só foi crismado, nos velhos tempos em que as caixas de comentários do "Expresso on-line" eram o primeiro espaço de debate virtual com projecção e qualidade, e eu tinha de criar uma figura que trabalhava no Alto do Parque Eduardo VII, e assim ficou.
Este não é, pois, o blogue do Arrebenta: é o blogue das pessoas que gostam de estar no blogue onde o Arrebenta está, e isso é a melhor prova de afectividade que poderia eu, seu autor, receber, e que, desde já, devolvo aos nossos colaboradores e leitores. Parecendo que não, com as nossas oscilações, agruras e glórias, vamos fazendo um pouco da história da Blogosfera, e as nossas vicissitudes encontram um paralelo muito antigo, um dos pilares, com Cristo, do nosso imaginário Ocidental, o de Ulisses, que erra e aporta, e naufraga e se engana, e conhece os infortúnios e venturas das longas navegações. Algures, uma imaginária Penélope fia, e desfia, durante a noite, à espera do nosso regresso, e aqui penetramos no Mito do Oriente, e também somos, à nossa maneira, o Eterno Retorno.
Estava a olhar aqui para baixo, onde toda a gente se digladiava, e a pensar no carácter efémero de todas essas disputas, já que, no âmago da coisa, todos temos uma vasta faixa de pensamento comum. É, talvez por isso, que somos não-ideológicos, e profundamente políticos, na forma mais arredada da nossa maneira lusitana de ser, que é a Intervenção Cívica. Não há aqui quem não ache que um Mundo com menos representantes da espécie, que menor respeito tem pelo seu Meio, seria substancialmente melhor, mas não de acordo com os cegos critérios de Bilderberg, onde perece sempre o mais fraco; toda a gente, aqui, seria incapaz de matar um animal, apenas para lhe vestir a pele; todos sabemos que assentamos num Mundo de recursos finitos, e todos concordamos que a sua distribuição é um dos maiores escândalos da nossa contemporaneidade; todos escrevemos bem, e sabemos que isso é uma arma fatal; todos sabemos que uma imagem, bem afinada, destrói quaisquer mil argumentos; temos um vasto consenso sobre a mediocridade geral da Política, e a consciência de que, com rosto, ou sem rosto, navegamos hoje numa Baía de Manipulações; todos fomos traídos por Sócrates, como, já antes, tínhamos sido traídos por outros; todos acreditamos em que os valores iluministas, por muito desgastados que sejam não têm alternativa viável, muito menos nas Idades Médias de Opus Deis e afins (Têm, aqui, um exemplo do que poderia ser o horror alternativo dessas... sensibilidades ).
Afora isso, não partilhamos as mesmas memórias, eu, por exemplo, nunca pus os pés na África Portuguesa, mas tive familiares que lá foram caciques, e, talvez por isso, não tenha vontade de lá ir, ah, sim, sobretudo, enquanto forem governados por criminosos...
O Fado levantou uma temática com alguma pertinência, que é a da vacuidade da Informação, que, só esporadicamente, cumpre o seu papel, vá lá, etimológico: o de... informar. É insuportável, para quem goste do seu, enfim..., país, que um dos poucos actos, aparentemente inteligentes do "Eng.", ir à Venezuela, tentar criar uma protecção nacional para o cataclismo energético, fabricados nas Bolsas e nos bastidores da Ganância Financeira, seja imediatamente afundado num "fait-divers", à Cláudio Ramos, que toda a gente critica, e que diz representar o rés-do-chão da nossa vivência. O contraponto é que somos especialistas em anedotas, e a boa, realmente, é que Sócrates, como diz o quink, deveria ter feito como o cidadão comum hoje faz, sempre que sente necessidade de fumar: ter ido, por instantes... lá fora.
No meio disto tudo, alguns dos nossos detractores, que dizem que a Blogosfera vive da mera pendura das notícias, já de si flácidas, até têm razão. Basta que isto se afunde no marasmo, em que tem andado ultimamente, para que, na sua grande maioria, ninguém mais saiba sobre o que escrever.
Eu tenho algumas histórias, mas não me apetecem para hoje. Preocupam-me as encomendas de armas violadas, que se tornaram uma rotina na fronteira da Portela, para pesadelo da PSP, da GNR, do SIS e afins. Não incorro naquela célebre frase do Cavaco, quando começaram as pilhagens dos Fundos Estruturais, que "mesmo desviados, ainda, tinham uma coisa boa, que era estarem em mãos portuguesas (!)..." Bem se viu em que mãos, e que resultados trouxeram, e, quanto às armas, penso exactamente o mesmo.
Desde Vespasiano que o dinheiro não tem cheiro, já para não falar do "Cabaret", do "Money, money, money".
"Money", em Cultura, representa perda de Tempo.
Na Cultura, Time is not Money: Tempo é Tempo, e Dinheiro é Dinheiro. Arraçar os dois dá Hermanns, Cláudios Ramos e outras epifanias do Efémero.
A hora é tardia, e tenho de voltar a embarcar na Barca de Caronte. Nisso tenho sorte, estou como aquelas mulheres de rua, que, quando se cruzavam com Dante, lhe apontavam o dedo e diziam, "olha, aquele ali vai ao Inferno, quando quer, e depois volta". É verdade, costumo frequentar a barca, que geralmente apenas tem um sentido, mas, até aí, a coisa já anda estragada: com dois aumentos especulativos de combustível, o melhor era, mesmo, alinharmos em actos cívicos de boicote, e fazer como se faz lá fora: não compramos, e ponto final. Avisem-me, com antecedência, para não embarcar, nessa noite. Tenho medo do escuro.

domingo, 18 de maio de 2008

a questão do "eventual" na teoria do aquecimento global




"Nos dias atuais, o debate da comunidade científica não é se a Terra está em processo de aquecimento ou não. Todos os cientistas, de um lado e do outro do muro, concordam que sim. O que se discute são as causas do aquecimento e as medidas preventivas para melhorar o futuro da humanidade. "

"A reação dos cientistas que discordam do modelo antropogênico do aquecimento global é baseada no seu direito de discordar a respeito de conclusões que carregam alto grau de incerteza, mas que são apresentadas como se fossem verdades incontestáveis pela mídia e pelos movimentos ambientalistas, fazendo com que a afirmação mais politicamente incorreta a ser feita é a conclusão de inúmeros estudos e análise de coleta de dados feita por diversos cientistas: a de que o aquecimento global não é um problema, ou se é, é um evento completamente natural na Terra, como os outros inúmeros processos de alteração de temperatura que já ocorreram durante a história do planeta. Muitos desses cientistas compõe ou compuseram o IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas), órgão da ONU destinado a estudar as mudanças climáticas no planeta. " daqui.

"The Great Global Warming Swindle (A Grande Farsa do Aquecimento Global, em português ) é um controverso documentário produzido pelo britânico Martin Durkin e exibido no dia 8 de março de 2007 para a Channel 4 (mesma produtora de Beyond Citizen Kane ) que apresenta idéias opostas àquelas sobre as quais se baseiam os estudos sobre o aquecimento global .
O filme apresenta cientistas, economistas, políticos, escritores e outros céticos do consenso científico sobre o aquecimento global antropogênico. A publicidade ao programa afirma que o aquecimento global provocado pelo homem é uma mentira, o maior embuste dos tempos modernos".

"O canal 4 britânico, que exibiu o documentário no dia 8 de março de 2007, descreveu o filme como "uma polêmica que une as opiniões bem documentadas de cientistas respeitados para alcançar as mesmas conclusões. Este é um filme controverso, mas sentimos que é importante que todos os lados do debate sejam ouvidos".

"A exatidão do programa foi disputada em muitos pontos e vários comentaristas o criticaram, dizendo que é parcial e que a opinião prevalecente acerca do aquecimento global é apoiada por todas as academias científicas países desenvolvidos e outras organizações científicas. O filme contraria as posições destas instituições científicas entrevistando cientistas como Richard Lindzen e outros contribuintes para os relatórios do IPCC, que discordam das explicações que atribuem o aquecimento global a atividades humanas. " daqui.
Devo acrescentar, depois de já ter criticado, em comentários, as atitudes de Al Gore, que vi o documentário referido no texto da wikipédia de que apresento excerto, e, que, se por um lado me parece que é tendencioso e parcial, tenho de admitir que ajuda a interrogar-nos um pouco mais sobre o que eventualmente se esconde nas hipóteses defendidas por uns e por outros.
Depois, as questões de ecologia e equidade de distribuição de víveres e água, no mundo, me preocupam muito mais, porque, pouco a pouco as energias renováveis alternativas estão a ser cada vez mais desenvolvidas e que nos próximos anos vamos ver outros tipos de motores que não funcionem com carburantes fósseis... aqui e agora, preocupa-me a fome no mundo e o aumento progressivo da pobreza num país como o nosso, enquanto as empresas e os seus gestores engordam duma forma desmedida... ver as declarações de António Mexia (EDP) quando anunciou que os quadros superiores tinham sido aumentados de cento e tal porcento! escandaloso! quando os aumentos da maioria dos empregados não chegaram aos 2%!!!!
E, volto à vaca fria, com a questão, preocupante para a ecologia e para o aquecimento global, do consumo de de carne bovina no planeta, e relembro o que já por aí escrevi:
A redução do consumo diário de carne nos países desenvolvidos até 2050 ajudaria a limitar o aquecimento global, afirma um estudo publicado pela revista britânica "The Lancet". Das emissões mundiais de gases que provocam o efeito de estufa, insistiu a equipe, 22% são oriundas da agricultura, uma proporção similar à do setor industrial, mas superior à dos transportes.

O gado, especialmente no seu transporte e na sua alimentação, afirma o estudo, é o responsável por quase 80% das emissões agrícolas, principalmente em forma de metano. Seria necessário limitar a 50 g por dia o consumo de carne vermelha procedente de ruminantes, que emitem metano, um dos gases responsáveis pelo efeito estufa. O consumo médio de carne está em 100 g por pessoa ao dia no mundo, com diferenças consideráveis entre os países desenvolvidos - de 200 a 250g - e os países pobres - 20 a 25g.
Mas não é só para reduzir a emissão de gases com efeito de estufa, é também para reduzir o consumo de água e as áreas afectas à actividade agro pecuária que não param de aumentar, levando à desflorestação que por si só participa também no aumento do aquecimento global; é bom saber que:

- para 1 kg de carne bovina é necessário 100 vezes mais água que para 1 kg de trigo;

- que metade das superfícies agrícolas no mundo servem a produzir a alimentação para a criação de gado; é necessário 10 kg de forragens para produzir 1kg de carne de vaca;

- ou que o número de pessoas alimentadas por ano por hectare é de 22 com as batatas, 19 com o arroz... 2 com carne de ovino e 1 com carne bovina.

sábado, 3 de maio de 2008

Citando de memória (que anda fraca)!
"Não peças aos Deuses que satisfaçam os teus desejos, pois se eles tos concederem, poder-te-ás arrepender amargamente!"
(de um autor que a minha memória não se quer recordar)
"O Homem é o único animal que monta a armadilha, põe-lhe o isco e depois cai nela!"
(John Steinbeck)